Tuít-o-quem?

Já estou a ouvir os nossos queridos políticos e seus adoráveis seguidores a perguntar: tuí-o-quem? Isso come-se? Quantos milhões de pessoas estão na audiência? Bah, em Portugal as pessoas nem sequer usam a Internet.

Twitter para la transparencia legislativa
La Cámara de Representantes de Estados Unidos y el Senado compiten desde hace tiempo por hacer transparente el proceso legislativo. Una de sus últimas apuestas es publicar en Twitter los registros de su actividad

Como conta Juan Varela no Periodistas 21

Debate

10 opiniões no artigo “Tuít-o-quem?”

    1 Ana Lutetia em 8 Mai 08 22:53

    Os portugueses até utilizam a internet - para os *donalds*, como alguns lhes chamam.

    2 Paulo Querido em 8 Mai 08 23:40

    LOL! para os quem?? Tradução, já!

    3 Madalena em 9 Mai 08 17:02

    Os portugueses até podem saber, mas se calhar não se tão para chatear.

    Parabéns ao site.

    b1bpt@fiambre.dsi.uminho.pt

    4 Nuno Pedrosa em 10 Mai 08 01:04

    Donalds, parece-me os Macdonalds. Promoção. Para isso usam. Bem como as sms, para tudo. Como dizem os brasileiros: “de graça até injecção no olho”.

    Mais uma vez a comprar Portugal com os USA em questões de rede… Estamos sempre no mínimo 5 anitos atrasados. Acredito bem que o twiter vá ter essa importância.
    Depois de o apreender aqui já deu para exlorar e pensar nalgumas coisas que darão muito jeito em 2.0, principalmente pela facilidade com que se utiliza em multiplataforma, acima de tudo no movel que acredito possa ter muita relevância em termos de redes sociais.

    Agora, se os políticos portugueses começassem hoje a falar no twiter quem se iria perguntar se isso se comia seriam os eleitores e certamente seria mau para a eleição. Mas esta é uma velha conversa.

    Já agora, como acha que fica o 2.0 quando os políticos subcontratam (tem mesmo que ser assim) outros para escrever em blogs e twiters? Pergunto sem ironia, claro, apenas porque acho relevante saber o que acha o 2.0 quando tem a consciência que está a ser tratado como as massas. Ou acha que há outra forma de o fazer? Ou apenas os bonscolaboradores vão fazer a diferença?

    5 Paulo Querido em 10 Mai 08 15:21

    Nuno, aprendi na vida que comparar-me com os melhores do ramo me faz melhor do que comparar-me com os piores.

    Pontos de vista. Adiante.

    Não comparei: sugeri um bom caminho através de um exemplo.

    O Nuno sabe quanto custa adicionar o canal Twitter aos canais de distribuição de um conteúdo? Está consciente, espero, da relação custo/benefícios que o Twitter, nomeadamente, proporciona? É que se nao está, as suas opiniões ficam um pouco à mercê dos que têm mais que uma vaga ideia sobre a distância entre Portugal e os EUA e a usam para reduzira pó qualquer esboço de construção.

    Não é verdade que estejamos SEMPRE cinco anos atrasados. O que é verdade é que, graças a mentalidades desistentes como a que o Nuno dá exemplo, o país se está a atrasar. O mesmo país que era, há escassos 8 anos, ujm dos mais ligados da Europa, que há 5 anos era dos mais activos na blogosfera, com mais gente a fazer coisas mais adiantadas do que espanhóis, italianos e franceses, por exemplo.

    Pergunto-lhe: se não fossem as atitudes derrotistas, o encolher de ombros do nosso suposto atraso, não acha que essas dianteiras teriam sido mantidas, ou no mínimo usadas a nossos benefício?

    O móvel? LOL. O telemóvel serve para telefonar e trocar sms. É importante em termos sociais (os smartmobs provam-no) mas não passa disso. Os conteúdos 2.0, os filmes para 3G — tudo isso é os operadores a explorarem o filão. Não se lê um jornal nem vê um filme ou um programa de televisão num ecran de telemóvel, senão com dois custos GIGANTESCOS, o custo para a atenção e os olhos, e o custo em €€ (o lucro do operador).

    O Nuno fala como se os políticos tivessem alguma coisa a perder por ir “falar no Twitter” (expressão que demonstra que o Nuno tem apenas uma ideia superficial e limitada do que é o Twitter). Não explica o que perdem eles.

    Respondendo à questão final: acho que a web 2.0 fica enriquecida, e bastante, quando os políticos sub-contratam (tem mesm oque ser assim) outros para escrever em blogues e twitters.
    A pergunta denota, de resto, a sua superficialidade em relação à web 2.0. O que a pessoas querem é transparência e honestidade. Nenhum dos quase 30.000 subscritores do Twitter de Obama acredita que é Obama quem está ali — ou você é daquels que acha, como tantos europeus, que os americanos são todos crianças grandes, gordas e estúpidas? O que eles sabem é que Obama se importa com eles ao ponto de subcontratar pessoas para ali manterem uma representação dele, um canal directo aberto. Ali não se “pretende”, assume-se.

    O Nuno quer transmitir a ideia de que na web social as pessoas são todas umas santas e que tudo aqui é autêntico, inocente, politicamente correcto. Isso é um daqueles preconceitos que também se podem encontrar entre os geeks, que gostam de atribuir a si próprios um ar de inocência e de suposta maior legitimidade para o uso da tecnologia.

    Não vem daí mal ao mundo. Mas olhe que a web é um pouco mais complexa e rica do que isso.

    6 Nuno Pedrosa em 10 Mai 08 20:20

    Caro Paulo,

    Sobre o twiter tem toda a razão. Realmente o meu conhecimento é verdadeiramente superficial. A expressão “falar no twiter” é realmente reveladora disso. (mas é reveladora também de um professor que tive e que achava que a utilização de palavras ingleses no meio das frases era sinal de incapacidade de realmente perceber os assuntos, e desta forma os traduzir para a nossa língua quando comunicávamos ou isso uma forma simples de se fazer passar por perito (expert em português) de uma forma rápida e superficial). Adiante…Não se volta a falar no (sobre o) twiter, pelo menos enquanto não for um perito habilitado a falar sobre o assunto (caso caia nessa tentação de falar do que não sei, basta não responder, que também não virá daí nenhum mal ao mundo).

    A minha questão sobre a web 2.0 não revela nenhum pressuposto sobre os americanos. Não sei o que os leva a inferir isso. Ou melhor, até sei, parece-me que são uma série de preconceitos que tem sobre pessoas que questionam da forma algo simplória que eu fiz. A sua resposta mantém-me as dúvidas (mais que dúvidas as reflexões) que acho que pode considerar legítimas, mas vou pregar sobre isso para outra freguesia. Sinalizar interesse através do meio parece-me meio limitado para uma audiência interessada e desenvolvida, mas certamente não estou a ver o filme todo. Ou então não está a querer explicar tudo porque tem um artigo para sair. Ou então hoje está apenas para desvalorizar e rir.

    Sobre o móvel acho que poderá não ter razão. É verdade o que diz ao dia de hoje…No entanto mais de 10.000.000 de telemóveis num país como o nosso, bem como o desenvolvimento acelerado que os mesmos têm tido em termos tecnológicos irá mudar isso a médio prazo.

    Sobre as mentalidades desistentes e essa sua forma normal de chamar retrógrado e ignorante a quem não fica simplesmente deslumbrado com a tecnologia e questiona, provavelmente menos os caminhos, mas mais os timmings é também típica. É típica e parece-me que o nosso país se atrasa também porque temos uns iluminados que se consideram muito à frente dos políticos e seus seguidores, e bastam-se com isso, em vez de fazerem um esforço para se fazerem entender e mudar as mentalidades dos nossos políticos e seus seguidores, sem atitudes sobranceiras.

    Sobre o Mac Donalds devo ter razão, porque não fala nisso…Ou não tem serviço de entrega ao domicílio (delivery em Português)?

    7 Paulo Querido em 11 Mai 08 00:53

    Nuno, o que apresenta como uma questão sobre a web 2.0 não é uma questão mas uma dúvida permanente. Tenho tentado ajudar transmitindo o que eu sei sobre o assunto, que não será muito nem o melhor, mas também não será de deitar fora.

    Quer-me parecer que o Nuno tem insistido nas mesmas questões que já abordámos antes — e isso, sim, é um pouco fastidioso, não acha? Não o facto de me questionar, mas o facto de passar por cima das minhas respostas voltando a insistir na dúvida. Pois se eu não lhe respondi de forma satisfatória, pois que o diga claramente, é escusado é repetir as mesmas questões. Sabe, obterá as mesma respostas.

    Não interprete mal as minhas palavras.

    Foi desnecessariamente rude comigo: se eu desvalorizasse os seus comentários, a) não lhe respondia desta forma, quando muito de forma abreviada; b) não tinha escrito um artigo dirigido especificamente a si, que comecei por publicar no Expresso.

    Sobre o móvel, que é onde parece ter uma posição de menos dúvidas, ficamos cada qual com a sua: o Nuno acha que o futuro da web social está aí, eu acho que aí não há mais nada senão o buzz das operadoras e dos fabricantes de aparelhos. Se tivesse de acontecer alguma coisa num país com 10.000.000 de telemóveis e uma taxa invulgar de aparelhos por cidadão, já tinha acontecido.

    Se se colocou a si próprio no grupo dos retrógados e ignorantes, em meu entender cometeu uma injustiça. Alguém que expressa as suas dúvidas em caixas de comentários de blogues, nunca me passarai pela cabeça chamar-lhe retrógrado. E ser ignorante não é um mal: é apenas um estado transitório. Não descarto o uso da palavra despida da sua carga tão portuguesa, mas discordo do uso negativo que o Nuno lhe deu.

    Agora: eu não sou um tecnólogo, estou longe de ser um deslumbrado com a tecnologia, chumbei nos exames para geek, comecei a usar o iCal e a sincronizar regularmente (isto é: sem ser experimentalmente) o computador e o telemóvel há duas semanas, e tenho de chamar um dos meus enteados para atender o telefone móvel cá de casa pois que não atino com o raio do aparelho.
    Estou MUITO LONGE de ser o que as pessoas acham que eu sou — e o Nuno está incluído nesse grupo.

    No entanto, e embora me considere muito atrasado, nada iluminado portanto, é um facto que estou muito à frente dos políticos e seus seguidores. Contudo, não me basto com isso; se me bastasse, seguia o caminho dos “nossos” geeks, blogava e twitava em Inglês, ignorava quem o faz em Português — a menos que quisesse bajular a pessoa para lhe pedir emprego ou uma cunha ou assim –, ignorava os leitores como o Nuno com as suas perguntas, como disse?, simplórias e não dava respostas nem apontava aos políticos cá de dentro os métodos que vou vendo os políticos lá de fora usarem.

    Quem deve explicar alguma coisa sobre o Mac Donalds é Ana Lutetia, não eu. Eu até pedi tradução. O Nuno lançou uma hipótese e aguarda comnfirmação. Mas, repito, não de mim: eu não faço ideia se acertou ou não.

    A finalizar: sou um observador atento e privilegiado da evolução dos nossos tempos e mantenho a distância que considero adequada para as tecnologias. Já não tenho idade nem ocasião para deslumbramentos com ela. Isso não significa que feche os olhos aos seus potenciais modificadores dos padrões sociais, à forma como o seu uso nos capacita e incapacita, o progresso que a tecnologia comporta e as facturas que pagamos — já, ou nas próximas gerações.

    E sim, às vezes tenho artigos para escrever e fico com menos tempo e dou respostas rápidas, umas vezes volto ao assunto, outras a coisa morre. Sabe, vou-me conformando em não ser o super-homem.

    Bom fim de semana

    8 Nuno Pedrosa em 11 Mai 08 12:11

    Caro Paulo,

    Peço desculpa se fui desnecessáriamente rude consigo. Não era minha intenção, mas reconheço que possa ter acontecido. Percebi mal a intenção das suas palavras nesta e noutra ocasião.

    Também acho que tem razão na minha dúvida permante e agradeço-lhe ter respondido todas estas vezes. Mal escolhida a forma de a colocar. Ainda estou a criar uma ideia sobre o assunto…

    Um bom fim de semana para si também.

    9 Paulo Querido em 11 Mai 08 12:33

    Nuno, a Internet é um meio fervente. É muito fácil interpretar mal as palavras, pois não dispomos dos auxiliares típicos em conversa presencial, tiques, esgares, acentuações, movimentos faciais e corporais. É preciso termos isso em consideração quando debatemos em foruns e caixas de comentários.

    Keep going.

    10 Paulo Ribeiro em 11 Mai 08 20:36

    Relacionado com o Twitter.
    Tweets by Time of Day & Day of Week
    http://www.xefer.com/twitter/

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