Twitter: dos debates entre Obama e Clinton ao falso Sócrates
O Twitter é o serviço web mais revolucionário e marcante depois dos wikis e dos blogues. Até porque não é apenas um serviço para a web: é ubíquo fora da web seja em software específico que corre no nosso desktop, seja no Instant Messaging (Google Talk, MSN só em regime experimental). E também fora da Internet: recebo e envio twitters por SMS, por exemplo, ou sigo os meus contactos através de aplicativos para o telemóvel ou PDA.
A fazer dois anos este mês, o Twitter continua em grande medida por explorar. Tem aplicações criativas, como servir de sistema de alertas: há aplicativos externos que avisam com um SMS instantâneo se um um determinado servidor for abaixo. Tem uma forma de interacção por programas externos (API) bem desenhada e robusta — e muito usada.
Nos Estados Unidos o Twitter é uma febre — os debates televisivos dos candidatos presidenciais geram quantidades colossais de mensagens, com centenas de milhar em todo o mundo a comentar entre si, apaixonadamente e na forma peculiar do Twitter: cada mensagem tem um limite de 140 caracteres.
O cenário é um pouco diferente na Europa, onde se nota algum atraso na adopção do Twitter. Mas diferenciado por países: os britânicos e os franceses “twitterizam” mais que os portugueses, que continuam a resistir galhardamente à inovação e renovação do espaço comunicacional. Parece que quem se atreveu a criar um blogue esgotou nesse acto a sua capacidade para o novo. Mas isso são outros quinhentos.
Carlos Duarte, licenciado em jornalismo, identifica no seu blogue seis classes de twitters:
- O curioso
- O social
- O reservado
- O introvertido
- O oportunista (não negativo, sublinha)
- O arrivista
Auto-classifico-me na classe dos oportunistas: uso o Twitter sobretudo como canal alternativo de distribuição do que escrevo na Internet (PauloQuerido) e dos fluxos noticiosos do Expresso, da SIC e da TubarãoEsquilo, e muito pouco como microblogging, interagindo raramente através do serviço.
Uma curiosidade: também o Twitter atrai os fakers — indivíduos que usam (ou abusam) de nomes muito populares, criando contas de apelo irresistível como a de José Sócrates. Mas ao contrário da bitola americana, onde só triunfam fakers com piada e/ou inteligência, este faker português é tosco e não tem arcaboiço para aguentar a farsa. É pena — alguns dos melhores momentos da web social têm sido proporcionados pelo brilhantismo irreverente de fakers.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Então e a Twittosfera Portuguesa já foi fundada ?
(boa ideia a domelhor)Abraço
Bino, penso que não
Ainda está na fase early-adopters — mas deve estar a romper.
Provavelmente já conhece, mas se não, fica aqui a referência a uma extensãozinha para o Firefox, particularmente útil no Twitter que “vive” à base de tinyurls.
http://30boxes.com/blog/index.php/2007/04/09/power-twitter-by-30-boxes/
Basicamente “traduz” o tinyurl em causa:
- Se for um video youtube aparece o video no twitter;
- Se for uma imagem, aparece a imagem no twitter;
- Ou, no caso de urls que não linkem para nada disso, traduzirá para algo deste género (e aqui vou usar como exemplo a última entrada no seu Twitter:
«PauloQuerido Optimização para motores de busca (SEO) e audiências: um equívoco: Numa conversa que não vem ao caso.. » link to Certamente! media: Optimização para motores de busca (SEO) e audiências: um equívoco about 10 hours ago from twitterfeed»
Chama-se ‘PowerTwitter’ e pela minha ainda curta experimentação, com razão. E não tem nada que saber, nada para configurar. É plug’n'play.
[...] Twitter: dos debates entre Obama e Clinton ao falso Sócrates, um pequeno texto evocativo dos dois anos do serviço e onde enuncio as seis classes de twitters já identificados por outro jornalista português Data: 13 Mar 08 01:38 Autor: Paulo Querido Arquivo: media Tags: Twitter Partilhar: Envie por mail del.icio.us DoMelhor EuCurti Assinar publicação: feed RSS e-mail diário newsletter semanal [...]
Olá,
pelo que é divulgado internet à fora, o Twitter começou mesmo, ou seja, foi aberto ao público em agosto de 2007, e não há dois anos…
Agora fiquei em dúvida.
Abraço
Cara Raquel, usei a informação da própria empresa.
Twitter began as a research and development project inside San Francisco start-up company Obvious, LLC in March 2006. It was initially used internally by the company, and officially launched in October 2006 (como consta da Wikipedia inglesa)
Se cavar um pouco mais, verá que no primeiro trimestre de 2007 foi provavelemnte quando o efeito bola de neve o tornou mais conhecido.
Neste tipo de coisas é-se preso por ter cão e por não ter. Relativamente à blogosfera, criticaram a minha opção de escolher o aniversário pelo momento de massa crítica de notoriedade. Como se trata de um serviço (e não de uma tendência comportamental) optei aqui por situar o nascimento oficial.
Entendi sua interpretação
tecnicamente falando, está certo, mas a “função” da ferramenta era mais ou menos diferente, nessa época, já que serva apenas como comunicador interno da Obvious…
Ah! Parabens pelo blog, gostei bastante e sempre me sinto mais segura quando vejo jornalistas que trabalham e estudam a web. Estou me formando agora e às vezes vejo tanta leiguice no nosso meio que me preocupo com as informações que são transmitidas para as pessoas!
Abraço
Thanks, Raquel.