Wall•e em versão freak (muito mais interessante, naturalmente)
Se o leitor está enjoado de tanto <nasalar>uóóóliiii</nasalar>, junte-se ao clube. Encontrei um video no YouTube que vou usar aqui como paródia — bem intencionada — ao excesso de mel & açúcar do mais recente Pixar. São 7:38 minutos a ouvir uma remix de The Robots, dos Kraftwerk, e a ver os antepassados, descendentes colegas, contemporâneos, inspiradores, irmãos gémeos, parentes afastados e freaks em geral do Wall•e.
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[Um gajo é capaz de passar uma tarde só a ver/ouvir as versões desta música no tubo, a maioria gravações piratas de concertos, cada concerto melhor que o anterior. PQP esta banda! We are the robots!]
PSD “exige” demissão do MAI: como reagiu a blogosfera
Como que acordando estremunhado da hibernação primaveril em que entrou com Manuela Ferreira Leite, ainda sem perceber se é de dia ou de noite, esta semana o PSD veio exigir a demissão do ministro da Administração Interna.
Tal “exigência” é “justificada”, segundo a Lusa, com o aumento da criminalidade e com a ausência de esclarecimentos sobre o aumento do crime violento em Portugal.
Tal como a grande maioria dos bloggers que reagiram, cito a notícia republicada no Público e não outra republicação, muito menos o take original pois a Lusa não quer.
Fica, na continuação deste post, o tratamento dispensado ao caso pela blogosfera, com citações de uma dúzia de blogues dos mais notórios: CONTINUAÇÃO
Neon Lights (para a Catarina)

Com recordações mistas cá por casa, o Sudoeste deste ano permitiu-me ouvir alguma música electrónica moderna — não lá, mas na viagem de entrega de adolescentes. Moderna já deste século e no entanto tão próxima da música electrónica que fez a minha perdição, e tanto cavou a minha diferença, no final dos 70, e todos os 80.
Diferença para a maioria dos meus amigos. Súbditos do deus rock e derivados. Na altura só um punhado de alucinados ouvia “música electrónica” e “rock alemão” (designações para o que hoje se chamará simplesmente de tecno, sendo que o alemão vem, precisamente, do facto de os Kraftwerk serem da Alemanha, inspirando outras bandas de lá). O que fugisse das visões delicodoces do flower power da década anterior e do seu contrário, os feios, porcos e maus do rock pesado, era considerado abaixo de marginal.
Os Kraftwerk tornaram-se primeiro uma coqueluche televisiva — romperam tanto na estética visual quanto na música, o que os tornava irresistíveis para as televisões da Europa Central então em franca expansão — e depois numa banda de culto, um culto que haveria de se tornar grande, grande já na década de 90 e mesmo este século.
À estranha e súbita proximidade musical presto agora tributo desenterrando do formidável arquivo do YouTube este Neon Lights, dos Kraftwerk (e este link é para seguir).
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Uma selecção de Kraftwerk na continuação do post.
- Radioactivity numa gravação do meio desta década
- Pocket Calculator em… italiano!
- Um menos conhecido Telephone Call
- Electro Cardiogram numa gravação que não consigo identificar
- A fechar, o fabuloso Autobahn com duas versões espaçadas por décadas
João Lagos sobre os resultados de Portugal nos Jogos Olímpicos
Em entrevista ao Diário Económico, João Lagos fala sobre os resultados de Portugal nos Jogos Olímpicos. E não só, claro. Futebol e Dakar dominam a conversa. Mas vamos ao que agora interessa (negritos meus):
As reacções negativas fazem sentido?
Os nossos atletas têm uma das melhores performances enquanto resultados de mínimos olímpicos. Temos uma grande participação e as pessoas esquecem-se disso, andam muito alheadas do fenómeno desportivo. A população e a opinião pública vivem muito focadas no futebol. Fazer os mínimos em si é um feito. Só um restrito número de atletas os conseguem…
Há uma razão que explique que estes atletas, de topo, falhem nos Jogos Olímpicos?
A esmagadora maioria dos atletas são desconhecidos do público que agora os critica. E o fenómeno que explica porque são desconhecidos tem a ver com a pobreza de comunicação à roda do desporto em geral neste país. O país não está educado em termos desportivos. E a maioria dos atletas não está psicologicamente preparada para tanta atenção mediática.
Daí o “ficar na caminha”…
Denota uma grande falta de cultura desportiva e cultura de desporto de competição… Não é uma conversa própria de um atleta de alta competição. Mas é importante dizer que estes atletas, que são um bando de ilustres desconhecidos, qualificaram-se à frente de outros que concorreram com eles. Mas quando aparecem neste grupo olímpico é um dos raros momentos na sua carreira em que têm algum mediatismo. E não estão preparados…
Miguel Pacheco e Hugo Real entrevistaram. Ler aqui, “Vamos voltar a ter o Dakar em Lisboa”
Salto de Nelson Évora rende 1.300 cliques por minuto
Nelson Évora ganhou o ouro no triplo salto sem bater o recorde, mas proporcionou vários. Ao Sapo, por exemplo. Quem disso deu nota foi o próprio director técnico do portal, Celso Martinho, no Twitter, na madrugada de sábado, já concluídas as estatísticas da véspera. O twitt:
celso 120.000 clicks na notícia do Évora das 13:42. Sim, um duplo obrigado pela medalha
Antes, já a publicação de tecnologia tek.sapo tinha noticiado que “uma notícia disponibilizada no Sapo sobre o feito alcançado pelo atleta, esta quinta-feira, em Pequim, somou 1.300 cliques por minuto, o valor mais elevado alguma vez registado no acesso aos conteúdos do portal“. Celso Martinho referiu-me que, embora alguns sites tenham passado “dificuldades” levantadas pelo extraordinário pico de tráfego, as máquinas aguentaram a carga e a homepage do Sapo aguentou-se sem problemas.
O pico pode, de resto, ver-se no seguinte gráfico de carga do Sapo (disponível diariamente aqui):

Também o site oficial do atleta bateu todos os recordes. Os seus responsáveis informaram a Lusa do registo, até às 22:00 de quinta-feira, de 7.547 visitas ao endereço www.nelson-evora.com e um total de 42.993 de páginas vistas — o quádruplo das cerca de 10.000 contabilizadas na quarta-feira, véspera do concurso. A média do dia foi de 300 visitantes em cada momento, com picos acima dos 500.
Speedlink: Benfica, Quaresma
Recomendações de leitura para hoje.
≈ - Erro…mas pouco - | KØNTRÅSTËS.org Quem vende? O deporto?, não, o Benfica.
≈ - Imbróglio Quaresma - | KØNTRÅSTËS.org De um momento para o outro Quaresma tornou-se uma venda urgente, uma pedra no sapato do orçamento portista. Vender o jogador passou a ser um imperativo. O Inter sabe-o e joga com isso. Quaresma e o FC Porto têm a perder com isso. Por um lado há uma desvalorização do valor do atleta, por outro a equipa recente-se da falta do seu artista que não sai nem contribui para o colectivo. Desta feita a SAD portista está a gerir muita mal a situação.
Microsoft com mais uma brilhante inovação de alta tecnologia!
Fazendo jus à sua Nunca É Demais Repetir Justa Fama de Grande Inovadora Tecnológica, Mãe de Todos Os PCs, Inventora da Internet e Fundada Pelo Maior Inovador Tecnológico Da Galáxia, a Microsoft acaba de se sair com mais uma brilhante invenção de alta tecnologia, capaz de roubar a liderança do mercado online à Google, de estancar a migração cada vez maior de clientes para a Apple e de assegurar um futuro brilhante e risonho aos accionistas que, como é sabido, vão salvar os pobrezinhos do mundo com as suas doações.
Ofereceu 300 milhões de dólares a Jerry Seinfeld para fingir que não é um Mac user e passar a exibir o logotipo da Microsoft na camisola, contratou uma agência de publicidade “cool” e vai usar outras figuras públicas na esperança de que as pessoas se esqueçam de rimar Microsoft com flop e o Vista desapareça de vista.
É realmente Uma Grande Inovação. Perdão: Mais Uma Grande Inovação. Nunca a Apple se lembraria de usar Bob Dylan para promover o iTunes ou Jeff Goldblum em anúncios a Macs.








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