Ainda as mulheres e a chincha
A pequena nota sobre as mulheres e a chincha mereceu dois reparos gostosos.
Via Twitter, recebo do João Nogueira (sim, esse!):
psst, sobre mulheres e chincha, nem de propósito: uma das mudanças culturais mais importantes no mundo do futebol a partir dos anos oitenta foi “o impacto de relações sociais importantes, designadamente a nível de relações e papéis homem/mulher: cada vez menos a mulher aceitava ficar em casa ou a «fazer tricô» no carro enquanto o marido «ia à bola»” (João Nuno Coelho e Nina Clara Tiesler, 2006, «O Paradoxo do Jogo Português», Análise Social, Vol.XLI, N179, ‘Futebol Globalizado’: 546).
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Aqui por casa, a substituição da incorrecção “ficaram em casa”. Na realidade, não ficaram em casa. Donas das suas próprias carteiras pois que passaram a trabalhar, elas vão, isso sim, enfiar-se no centro comercial a fazer compras. A escolha já não é entre os tachos e panelas e duas horas de tricô ao ar livre. Felizmente para todos nós.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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lasso “anos oitenta” - dada a a profundidade dos trabalhos do João Nuno Coelho (e do Nuno Domingos e de alguns outros) sobre o futebol acredito que noutro registo esteja fundamentado. MAs o que me parece ser o ponto focal dessa mudança de cultura de lazer e de equilíbrio de géneros foi o mundial de 1991, com milhares de mulheres (principalmente raparigas) a acorrerem à selecção dos miudos de riad (Queirós, joão pinto, já figo e rui costa, o prometedor peixe). Ou seja foi o início da futebolização mediática - o povo ainda não falava em directo na TV mas quase, isso veio no Euro-1996.
Não tão espontâneo assim, portanto
A liberdade das mulheres praticarem o futebol,não foi estabelecida a tanto tempo assim!
Por exemplo em 2000 é que liberaram o salto com vara para as mulheres (:))..
Bom, o futebol como esporte-espetáculo não foi só estimulado pela media… mas como também pela grande oferta de patrocinadores, não é fácil atrair bebidas coisa e tal.
Mas na medida em que existe a violência esportiva, as mulheres podem torcer por equipes por intermêdio da Tv..mais tranquilo pois não.
Há gosto para tudo, e pessoas que escolhem este esporte também, tomando a via das questões do genero!
sem sentido, na medida em que, se existe a independência, não existe necessidade de provar nada.
Em países com fator cultural, óbvio!
Só sofro(sic) em copas do Mundo.
desculpa lá, correção “não foi estabelecido há tanto….”