Banhos e massagens… E Carlos Manuel
Esta é a hora em que o meu amigo Fernando Soares costumava dizer que entrávamos em banhos e massagens para o jogo. No nosso caso, isto ora representava maior concentracção para o trabalho (quando íamos cobrir o jogo), ora significava confirmar a baixa temperatura das cervejas, e garantir a sua abundância, no frigorífico de ocasião (quando não íamos cobrir o jogo).
(Sim. Banhos e massagens geralmente seguem-se ao jogo, não antes. Mas o Fernando é uma pessoa irónica.)
Sei que o Fernando hoje pensou, ou vai pensar, como eu, no Carlinhos, ou Carlão, conforme a proximidade com o jogador conhecido por Carlos Manuel — o homem que ficou na história por marcar aquele fabuloso golo à então RFA, hoje simplesmente Alemanha, um golo que está em totemica repetição desde ontem à noite nas televisões portuguesas
O Carlos Manuel que fumava um cigarrinho no intervalo, o Carlos Manuel que fez corajosamente de guarda-redes num jogo difícil do Benfica, substituindo se não me engano o mítico Bento, o Carlos Manuel que “esteve” nos incidentes de Saltillo (dolorosos para a sua geração, mas sem os quais não haveria futebol moderno em Portugal, falamos de selecção e de clubes), o Carlos Manuel que ajudou instituições de solidariedade social (esta sabem poucos), o Carlos Manuel que é padrinho de casamento do Fanã da Adega Rocha, outrora o melhor peixe grelhado de Faro (esta ainda sabem menos), o Carlos Manuel que nos deu — a mim e ao Fernando — tantas e tantas entrevistas, quantas delas manchetes.
É sem nenhum desprimor para o resto dos seleccionados dessa histórica fase que isolo aqui a figura do Carlão. Que a sua coragem, espírito de sacrifício e capacidade técnica bem acima da média inspirem e tutelem os seleccionados que hoje sobem ao palco perante a tal Alemanha que Portugal só bateu por 3 vezes.
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Olá Paulo!
Grande jogar este, por acaso jogou no Barreirense, e que que falta fez ontem…
Pronto, a euforia ligada à selecção já acabou e ainda bem! Detesto o “marketing” que existe em seu redor e a mensagem que insistem em passar: os portugueses dependem dos resultados de uma Selecção de futebol para animarem!
Ficámos em segundo no Europeu de 2004, o melhor resultado de sempre, e os portugueses ganharam grande coisa com isso… chegámos a 2008 muito pior do que estávamos em 2004 e agora… daqui a dois anos voltamos à euforia da Selecção? Eu não obrigado, tenho coisas mais importantes em que pensar!
Um abraço,
Paulo Freixinho