A falsa modernidade e a falsa mudança

Começo por afirmar que gostaria imenso de poder ver em Pedro Passos Coelho o homem cuja imagem os shapers estão a começar a moldar. Ele é da minha geração, menos uma irrelevância de anos, e qualquer pessoa gosta de ver caras novas na política e ambiciona que o poder chegue também aos que reconhece à sua volta, horizontalmente (estou a falar de gerações).
Mas a “modernidade” e a “mudança” são conceitos que não resistem a uma análise simples ao discurso e à presença, a par de uma curta viagem pela memória.
A modernidade e o “futuro é agora”
Por muito que me queira esforçar, não consigo ver onde está a modernidade de Passos Coelho, um homem invisível na Internet, por exemplo. Internet que hoje é incontornável — estejamos a pensar na discussão da res publica, no debate ideológico, no contacto com os eleitores e simpatizantes, no seguimento da política, na observação da cidadania.
Googlem Pedro Passos Coelho. Nada saberão sobre quem é, o que pensa, como se afirma, o que debate. Dele a rede conhece (parte d)o que os jornais publicam e os blogues catrapiscam.
Pedro Passos Coelho não tem o I’m feeling lucky do Google (o primeiro resultado para o seu nome). Isto apesar da invulgaridade do nome ser de molde a bastarem 6 euro e uma página tipo cartão de visita para em 2 meses o obter.
Quem o tem é a TSF.
Pedro Passos Coelho não tem ficha na Wikipedia (sei que é inacreditável, mas é verdade, confiram por favor; e na Britânica ainda menos).
Pedro Passos Coelho não tem conta no Hi5.
Pedro Passos Coelho não tem blogue ou página pessoal. Nem sequer agora foi capaz de abrir um, tiveram o fazer, com um “blogue de apoio”, alguns dos deslumbrados com o que a sua candidatura “poderá fazer” ao centro-direita português.
Pedro Passos Coelho não tem Twitter.
Pedro Passos Coelho, ou alguém por ele, abriu em tempos uma conta no LinkedIn, que nunca usou.
Pedro Passos Coelho não tem uma foto oficial ou um kit para os media, quanto mais uma conta no Flickr.
Se eu quiser uma biografia de Pedro Passos Coelho, nem no site da Jota a encontro.
Pedro Passos Coelho não está no Facebook.
Em suma, o “jovem” Pedro Passos Coelho, tentado lançar como o candidato do futuro, não está onde estão a maioria dos seus eleitores e apoiantes naturais.
Em suma, as gerações abaixo dos 30 anos não fazem a menor ideia sobre quem é aquele que lhes afiançam por aí ser o “seu” candidato e como ele (também) não tem perfil no MySpace nem canal no YouTube, é pouco provável que venham a saber quem é. Ligar a televisão é uma seca e jornais é coisa de velho.
Em suma, nenhum candidato dependerá dos media sociais para se fazer eleger, mas desprezar um meio que tem mais gente a socializar do que leitores têm a Imprensa e a rádio somadas, não me parece nem grande ideia nem — cá está — um sinal de modernidade ou de alguém que caminha para o futuro.
É claro que um imagem se constrói — só que com tijolos é mais fácil do que com nadas.
A “mudança”
Eu gostava imenso de ver um jovem — mesmo um jovem no melhor dos quarentas — arrebitar caminho dentro da hierarquia de um partido tão cinzenta, balofa, envelhecida, gasta e repetitiva como é o baronato do PSD.
Ma quando leio isto, não há anfetaminas que me despertem: “Não tenho dúvidas de que é possível vencer a crise. Não nos falta nem inteligência, nem determinação, nem capacidade de trabalho. Da minha experiência como político e como gestor, concluí que a Portugal e aos portugueses falta sobretudo mais capacidade de passar das palavras aos actos”
E o discurso contra o Estado é um piscar de olhos aos aventureiros da direita, mas nunca ganhará eleições em Portugal. Porque quem faz a economia de Portugal, e a fará nos próximos 25 anos ou mais, não alimenta nenhum tipo de ilusões sobre a real mola financeira e económica da sua actividade e sabe perfeitamente de quem depende. “É fundamental que abandonemos a mentalidade que vê no Estado o motor do desenvolvimento económico. O Estado não vê tudo, nem dá resposta a tudo. Enquanto esperamos pelo impulso do Estado, muito tempo passa, muitas oportunidades se perdem… e muitos elefantes brancos se constroem. A verdade é que o motor do desenvolvimento são e serão cada vez mais as empresas e todos aqueles que nelas trabalham“.
O motor do desenvolvimento português foram e serão por muito tempo, ainda, as obras públicas e os dinheiros públicos ainda que comunitários, sem elas e eles o privado encolhe-se e definha. Sem a I&D pública não haveria gente qualificada em número suficiente para as empresas operarem. Nem toda a mão de obra se pode sub-contratar.
A memória
Recordo o líder da Jota. Um jovem com boa aparência e uma voz bem colocada, a minha mulher diz “bonita”.
Óptimo — entra no eleitorado urbano feminino, que é importante.
Mas não consigo recordar mais nada. E não se trata de uma crise de amnésia: Pedro Passos Coelho não tem passado para apresentar. Atenção: isto até podia abonar em favor dele, não digo o contrário.
Podia — se o eleitorado soubesse quem é Pedro Passos Coelho, se as gerações que lhe podem proporcionar uma “vaga de apoio” no mínimo tivesse um canal aberto para ele.
Podia — se os “descamisados” sub-30, soubessem ao menos quem ele é “da net”.
Pedro Passos Coelho representará muita coisa para o futuro do partido e quiçá da política nacional (eu acredito, como João Miranda escreveu há já alguns dias, que uma derrota agora é o melhor para o pós-2009) — mas não representa nem a modernidade (googlem Santana Lopes ou Luís Filipe Menezes) nem a mudança (ainda não o vimos mudar nada, excepto de camisa).
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Eheh, era só o Paulo Querido para lembrar que o Passos Coelho não tem conta no Twitter. Sejamos sérios. Acha mesmo que isso tem alguma importância para um candidato a líder do PSD e a primeiro-ministro, quando este país tem a taixa mais alta de iliteracia e analfabetismo na Europa? Quando centenas de milhar de portugueses mal têm dinheiro para comprar comida e pagar a casa, quanto mais ter um computador e internet.
Espero não estar incluido nessa iliteracia. Queria dizer taxa em vez de taixa.
Caro “Antónimo”, não é só no Twitter que Passos Coelho não tem conta.
A iliteracia e o analfabetismo não são argumentos e muito menos o são com ESTE candidato. Não estamos a falar de Alberto João Jardim nem de Manuela Ferreira Leite, mas de Pedro Passos Coelho.
A minha resposta à “sua” “pergunta” foi dada no texto.
Por acaso, parece estar: taixa, qualquer um percebe tratar-se de uma gralha e nem nota, mas incluido…
Era tempo que um político que fosse visse isto:
Web 2.0 … The Machine is Us/ing Us
Até compreendo o que diz… Embora ache que exagera na importância que dá ao 2.0, especialmente em Portugal e especialmente nesta altura (o twiter é uma insistência sua que tenho dificuldade em entender, pelo menos para já).
Mas, acho este blog é um bom exemplo do que irá acontecer ao Pedro Passos Coelho. Conte as vezes que já falou nele. Depois faça a mesma análise no google daqui a um mês e, mais importante, quando for a altura dele ser mesmo candidato a líder.
parece-me que a web 2.0 dos partidos tem muito pouco de web 2.0. Apenas utiliza os meios 2.0 para passar uma mensagem. De resto envolve pouco. Pede pouca participação. Conta pouca com cada indivíduo.
Alias, parece-me que o que assusta tanto os partidos é que não há controlo.
Mas esta conversa, cá em Portugal, será para meados da próxima década. Até lá é preciso formar opinião pública e dar hábitos 2.0 a um país 1.0.
Já agora, pergunte à sua mulher o que é que no cabeleireiro acham sobre o I feel lucky do Google…
Espero que no 2.0 não se caia nos exageros da bolha 1.0. Os paradigmas mudam. A velocidade com que mudam é que normalmente é bem mais lenta do que os entusiastas da evolução crêem.
Mas nada fica como dantes.
Olá
Eu por acaso também sou da vossa geração, mais anito, menos anito… mas ainda me lembro dos tempos em que este futuro líder do psd era… o líder da jsd. Como todos os jovens políticos deste país, que começam nas jotas, o homem era de um cinzentismo que não se podia e assim continuou pela vida fora. Basta olhar para ele e perceber que falta ali muita coisa. Claro que estas coisas são sempre levadas muito a peito e há sempre quem não aceite este tipo de comentários, mas também não interessa nada, valem o que valem e não será por isso que alguma coisa vá mudar.
Cumprimentos
Rui Mendes Oliveira
Nuno Pedrosa, eu pelo contrário não compreendo nem a sua atitude de comodismo, nem muito menos o alheamento da classe política face à web.
A política não se faz só para a televisão, como lhe dirá qualquer político experimentado. Faz-se no contacto directo com as pessoas que eles querem que votem neles.
Faz-se SOBRETUDO no contacto directo com os putativos eleitores.
É por isso que os dirigentes partidários com peso têm a importância que têm (são quem “manda” no aparelho). Não é por aparecerem na televisão.
Não me parece nada inteligente um político que pretende captar simpatias no eleitorado abaixo dos 30 anos não fazer um único movimento no sentido do local onde esse eleitorado vive, trabalha, se diverte, socializa e informa.
A cabeleireira da minha mulher é frequentada quase exclusivamente pelas faixas etárias acima dos 40: as poucas jovens que lá entram vão arranjar as unhas (I mean: são elas quem arranja as unhas).
O que eu não compreendo é porque se preocupa em chegar às cabeleireiras e despreza a cibercultura e a cibercidadania. Sobretudo quando todos sabemos que a comunicação passa cada vez mais pela rede, que as pessoas valorizam hoje tanto ou mais o peering do que os media.
Mas isto tudo é apenas a minha humilde opinião, claro.
Sobre o Twitter, tenho um post para sair penso que hoje ainda, ou amanhã, que o poderá esclarecer melhor sobre a importância das coisas, nomeadamente a importância relativa.
Uma pergunta para lhe abrir o apetite: se os “barões” do PSD não passam de um grupinho numericamente irrelevante, porque lhes passam cartão? Não deviam antes estar atrás das massas e saber o que dizem as cabeleireiras?
Rui, também não recordo nada de particularmente distinto emanado do “rebelde” Passos Coelho. Mas aceito que as pessoas evoluem. Talvez ele hoje tenha outra substância — mas como posso eu saber? Ele não passou uma prova de fogo eleitoral, ainda, e como não posso debater com ele, nem ninguém das minhas relações debateu, ouviu ou leu, como posso eu saber? As entrevistas televisivas valem o que valem, mas nem mesmo essas tenho para o avaliar (eu ainda vejo um pouco de televisão, o essencial dos noticiários e um jogo de futebol por outro).
Nuno, uma coisa mais: daqui por um mês o Google vomitará mais páginas SOBRE O QUE DIZEM DE Passos Coelho, continuará a não vomitar NADA DO QUE DIZ Passos Coelho. Esse é o ponto dos media sociais: conversar, participar nos debates.
Google Pedro Passos Coelho numa janela e na outra google Luís Filipe Menezes — e perceberá em parte o que estou a tentar explicar.
A diferença?
Alberto João Jardim acaba de aceitar o meu pedido de “amizade” no Facebook.
Sou uns anitos mais velho do que o PPC.
Antes de ler este artigo perguntei a mim mesmo: o que é que ele andou a fazer desde que largou a JSD? Fui à wikipedia. Nada. Outros sites: a mesma coisa. O Paulo Querido tem toda a razão.
Ah, o post sobre o Twitter afinal não sai hoje nem amanhã: foi desviado
(more on this later)
Quando alguém quer ser o rosto da mudança, tem de saber acompanhar as mudanças e isso passa por utilizar todas as plataformas de comunicação disponiveis para se promover. Pedro Passos Coelho depois da JSD passou praticamente para o anonimato, penso que fez bem, caso contrário teria já uma imagem muito desgastada…acredito que daqui a uns tempos teremos PPC por todo o lado…os gestores de imagem não brincam em serviço…e ele também não!
Na minha opinião PPC é um homem de futuro e tem toda a capacidade para inverter a tendência da abstenção…
A Política é fundamentalmente de massas. Seja pela televisão seja por onde for. A Web em Portugal ainda não é de massas e a minha ideia é que só será de massas daqui a algum tempo. Apenas isso. Não desvalorizo a cibercidadania, bem pelo contrário, acho que será uma das excelentes formas de renovarmos a participação democrática e o relacionamento com os cidadãos.
Parece-me, no entanto, que como entusiasta que é destes novos paradigmas atribui excesso de relevância, no imediato, a este meio, chegando ao ponto de considerar que o PPC não é realmente mudança ou é um falsa modernidade apenas porque não está devidamente representado na 2.0.
Não digo que seja inteligente da parte de PPC. Digo apenas que isso vale o que vale. Que é facilmente ultrapassável - ainda mais hoje em dia com a Web 2.0. – e que quando chegar a altura veremos se não terá a imagem (que transmite quando fala, quando olha, no que diz e no que fez ou não fez).
Os barões alcançam-se através da web (e alguns opinion makers). E através de blogs alcança-se uma elite que pensa conhecer a realidade, mas que passa pouco tempo com os eleitores. Seja no cabeleireiro seja no metro. É essa realidade que elege e dá maiorias. É essa realidade que choca os intelectuais quando coloca Salazar na frente de um “concurso” de televisão”. É essa realidade que diz que o trabalho jornalístico vale mais ou menos de acordo com o brinde que o jornal oferece. É essa realidade que me refiro, e que demora a passar da versão 1.0 para a 2.0. E é essa realidade que ainda faz ganhar ou perder eleições. Vá ao cabeleireiro com a sua mulher e talvez fique admirado com a quantidade de miúdas que lá entram e não são as que arranjam as unhas. São as que querem o cabelo igual ao dos Morangos…Passam a vida na net e no Hi5, mas ainda vão ao cabeleireiro. E compram a Bravo. E lêm a TV Guia e depois o Correio da Manhã. Web 2.0 sim mas à Portuguesa…
Os aparelhos dos partidos todos têm Blog. Ganham as eleições dentro dos partidos quando a mobilização se fica pelo aparelho mas falham em ganhar quando as eleições se alargam para fora do partido. Ganham por email e sms mas perdem na realidade.
Não desvalorizo nada do que diz. Pelo contrário. Tenho esperança que as suas palavras, vontades e esperanças se tornem a realidade, mas termino como comecei, acho que a velocidade com que os novos paradigmas se impõem demoram mais do que os optimistas gostariam.
Nuno Pedrosa, obrigado pelo tom cordado e pelo comentário. Vou responder em sínteses porque me apanhou de saída.
“A Web em Portugal ainda não é de massas” — não sei onde foi buscar essa ideia. É muito mais acertado escrever: os jornais em Portugal ainda não são de massas, uma vez que há muito menos leitores de jornais do que utilizadores da web. E no entanto aposto que não lhe passaria pela cabeça escrever tal coisa.
Sou crítico das estatísticas que temos, mas ainda assim elas dão-nos um correcto dimensionamento do assunto: A quantidade de frequentadores da web andará por 1/5 da população total.
A avaliar pela quantidade de blogues, perfis e dados avulsos, eu aponto para milhão e meio de web-dois-ponto-zeroers por cá.
Se isto não são as massas, onde é que estão as massas?
“excesso de relevância, no imediato, a este meio, chegando ao ponto de considerar que o PPC não é realmente mudança ou é um falsa modernidade apenas porque não está devidamente representado na 2.0″
É evidentemente uma forma simplista de colocar o assunto. Nem eu apresentei o assunto como um estudo profundo. Pelo contrário. É um artigo de blogue, os meus two cents para a conversa do dia, uma perspectiva. A avaliar pelo valor dos comentários, penso que foi um artigo bem conseguido: temos debatido o assunto sem grandes desvios.
Simplista ou não, a perspectiva é emblemática do candidato. E corrija-me se acha que estou enganado, diga-nos com exemplos, emblemas (podem até ser simplistas como o meu), demonstrações de facto — ou seja, tudo o que não seja simples retórica — que PPC é um político moderno e representa uma mudança no PSD (já não digo na política nacional).
“Digo apenas que isso vale o que vale. Que é facilmente ultrapassável - ainda mais hoje em dia com a Web 2.0. – e que quando chegar a altura veremos se não terá a imagem (que transmite quando fala, quando olha, no que diz e no que fez ou não fez).”
Quando chegar a altura? Mas… Mas… eu julgava que o futuro é agora!
Momento-LOL passado, eu acho que PPC tem muito caminho para andar e espero que ele o ande em passos largos, porque a web corre muito depressa, a comunicação peer é instantânea, a formação de imagens aqui não obedece aos mesmos cânones e ritmos da comunicação intermediada. PPC (e os seus shapers de imagem) vai cometer erros de análise e de comunicação na net e quanto mais depressa os cometer, mais depressa aprenderá (aprenderão) a fazer as coisas bem feitas.
Não concordo consigo no aspecto da velocidade, isto não é assim tão facilmente ultrapassável, uma reputação online demora cada vez mais a construir e sobretudo a distribuir. Se PPC aparecer aqui a correr rodeado de marketóides a desenharem-lhe o perfil, acredite que será abatido em 2 tempos — a rede não perdoa esse tipo de construção. Mas no resto, pois estará ao alcance dele. Eu só não percebo — e foi isto que escrevi — porque é que ainda está tudo por fazer. As desculpas do “tem tempo” e das “massas” não passam disso mesmo, de desculpas. Esfarrapadas.
(Nota para a classe: Obama não desencantou 25.000 followers no Twitter em duas semanas, nem sequer em 2 meses)
“acho que a velocidade com que os novos paradigmas se impõem demoram mais do que os optimistas gostariam”
Eheh… Eu compreendo-o… Olu Ogibe dizia-me há 12 anos que “éramos” uma “minoria estatisticamente irrelevante”, pelo que a Internet não iria mudar grande coisa na sociedade, na economia e nos media.
Ogibe enganou-se, como julgo ser hoje notório.
Aquilo a que o Nuno chama de “novos paradigmas” são, para mim como para algumas centenas de milhar de portugueses, instrumentos comunicacionais corriqueiros, mainstream, dia a dia — e são-no há anos.
Não estou a “condenar” PPC, nem nenhum dos seus concorrentes. Não quero agora adiantar mais porque tenho um artigo a aguardar publicação em jornal.
[...] logo por duas vezes, a questão do uso dos social media por parte de políticos. Primeiro num post acerca da presença na web, ou falta dela, do candidato à presidência do PSD Pedro Passos Coelho, e num outro acerca das primárias [...]
[...] leitor Nuno Pedrosa questionou a importância que (aos olhos dele) eu darei à web 2.0, num debate interessante que partiu da invisibilidade de Pedro Passos Coelho na Internet, seja na web 1.0 como na web 2.0, [...]