“Aproximam-se os dias do confronto final com a burguesia”

Durante uma investigação para o próximo mashup de jornalismo multimedia — que, prometo, será impactante — tropecei numa peça histórica, saída directamente do baú dos inesquecíveis esquecidos, e cito, do “chamado Portugal democrático”.
Em Efusiva Celebração Do Saudoso PREC, Partilho Com Todos Os Camaradas Revolucionários Bloggers duas eloquentes citações deste partido, o Partido Revolucionário do Proletariado-Bases pela Revolução (PRP-BR) (carinhosos negritos meus):
“Fez parte da Frente de Unidade Revolucionária (FUR) e apoiou, antes disso, os Conselhos Revolucionários de Trabalhadores, Soldados e Marinheiros (CRTSM). Nunca tendo participado nas eleições burguesas, porque sempre considerou que “A arma é o voto do povo”“.
“A luta frontal contra a burguesia, o confronto com o reformismo, o confronto com o conformismo, o confronto com a social-democracia, dão-nos hoje garantias de que os militantes do PRP-BR continuam a ser revolucionários e a nossa organização resguarda-se de oportunistas. Sabemos que se aproximam os dias do confronto final com a burguesia.”
Burgueses da Globalização, Tremei!
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4 opiniões no artigo ““Aproximam-se os dias do confronto final com a burguesia””
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Posteriormente o BR passou a significar Brigadas Revolucionárias, o “braço” armado do PRP, e passaram à clandestinidade. À semelhança dos outros grupos por essa europa fora (Itália, Alemanha, Espanha, Irlanda do Norte) também eles acreditavam que era pela força que se derrubava a “burguesia”. Não foi, até a tornaram mais forte e poderosa, deixaram que retomasse o poder, até hoje.
Os tempos mudam e com eles nós, até a frase “a arma é o voto do povo” foi completamente subvertida por “o voto é a arma do povo”.
A própria Isabel do Carmo é hoje assídua comentadora, nos canais de televisão, nas questões alimentares. O Albarran cedo deixou o partido a passou-se para o outro lado. Que é feito do Pedro Gulart(?) que nunca mais apareceu?
Lembro-me, sobretudo, do meu irmão que teve de ir para Angola pois aqui não arranjava emprego, no próximo dia 22 faz um ano que morreu… Pronto, já estou triste outra vez… que cena, Paulo Querido, te havias de lembrar. São só saudades, desses tempos e da pessoa.
madr, o poder é demasiado importante para ser deixado aos burgueses. Estes dão capatazes conscienciosos e zelosos do “bem comum”, mas o verdadeiro poder vem das vozes dos donos, um poucochinho acima na escada da vida.
Adiante.
Lamento pelo seu irmão. Saudades desses tempos… Bem, eu era jovem e gostei de o ser na época, mas não tenho particular saudade. Tenho algum interesse histórico e gosto de olhar para trás com distância. Ficou-me a estética, por exemplo. Os revolucionários faziam bons cartazes
Sacuda o espírito: vivemos tempos fascinantes e estamos no centro vital da revolução digital.
E eram todos burgueses, by the way. Praticamente todos os revolucionários que conheci eram burgueses. Alguns bastante burgueses, vindos das “melhores” famílias. Outros vinham de onde eu vinha, da pequena burguesia citadina.