Mudem de rumo, mudem de rumo

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A formiga no carreiro
vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
ao pé de um septuagenário
(v1 v2 v1 v2 v3 v3 v4 v3 v3 v4)

Lerpou trepou às tábuas (bis)
que flutuavam nas águas (bis)
e do cimo de uma delas
virou-se para o formigueiro
mudem de rumo (bis)
já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
vinha em sentido diferente
caiu à rua
no meio de toda a gente

buliu abriu as gâmbeas
para trepar às varandas
e do cimo de uma delas

A formiga no carreiro
andava à roda da vida
caiu em cima
de uma espinhela caída

furou furou à brava
numa cova que ali estava
e do cimo de uma delas
Virou-se pró formigueiro
Mudem de rumo (bis)
Já lá vem outro carreiro

José Afonso

Debate

1 opinião no artigo “Mudem de rumo, mudem de rumo”

    1 Uma Senhora de Idade Que Passou Por Aqui em 25 Abr 08 09:26

    Foi bonita a festa, pá
    Fiquei contente
    Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
    Já murcharam tua festa, pá
    Mas certamente
    Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
    Sei que há léguas a nos separar
    Tanto mar, tanto mar
    Sei, também, quanto é preciso, pá
    Navegar, navegar
    Canta primavera, pá
    Cá estou carente
    Manda novamente algum cheirinho de alecrim
    Chico Buarque

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