Wall•e em versão freak (muito mais interessante, naturalmente)
Se o leitor está enjoado de tanto <nasalar>uóóóliiii</nasalar>, junte-se ao clube. Encontrei um video no YouTube que vou usar aqui como paródia — bem intencionada — ao excesso de mel & açúcar do mais recente Pixar. São 7:38 minutos a ouvir uma remix de The Robots, dos Kraftwerk, e a ver os antepassados, descendentes colegas, contemporâneos, inspiradores, irmãos gémeos, parentes afastados e freaks em geral do Wall•e.
(leitores de feed e newsletters, este link)
[Um gajo é capaz de passar uma tarde só a ver/ouvir as versões desta música no tubo, a maioria gravações piratas de concertos, cada concerto melhor que o anterior. PQP esta banda! We are the robots!]
Delicious remodelado

O mais importante dos sites de social bookmarking, que é também o pioneiro deste sector, acaba de proceder a uma remodelação profunda. O Del.icio.us mudou tudo menos as funcionalidades e a capacidade de serviço, que continuam admiráveis.
A mudança começa logo no endereço: do muito geeky del.icio.us passou para um bem mais clássico delicious.com. Que já vinha sendo integrado aos poucos, discretamente, no serviço, nomeadamente alojando os feeds. Sei como é difícil proceder a uma mudança de endereço e só vos digo que esta foi magistralmente operada. Tanto que eu, que actualmente uso a minha conta no Delicious com frequência praticamente diária, só dei por ela alguns dias depois
Para tal contribui, penso, o facto de eu usar pouco o site propriamente dito: como tantas e tanta pessoas, tiro grande partido do serviço mas através das extensões para o Firefox e também do RSS, que uso para, com um pouco de programação, semi-automatizar a produção dos meus speedlinks no blogue pessoal e sugestões de leitura na coluna web 2.0, do Expresso multimedia.
Onde noto maiores modificações é ao nível do design: o site foi totalmente revisto, para melhor. O anterior era, talvez, demasiado despojado na sua simplicidade branca. Tirando partido de uma boa iconografia, o actual dá mais vontade de navegar dentro das bookmarks da comunidade. E ainda releva algumas ferramentas que estavam semi-escondidas antes.
A mudança do Delicious vinha sendo prometida há muito tempo, sendo sempre adiada. Este processo vitimou o seu fundador: Joshua Schachter demitiu-se em meados de Junho do Yahoo! — a empresa comprara o Delicious no final de 2005, incorporando Schachter. Foi uma das primeiras aquisições da web 2.0 e até hoje continua a não se ver nenhum modelo de negócio. A menos que consideremos como um modelo de negócio a acumulação de prestígio para o Yahoo! por deter a coqueluche do social bookmarking.
Batman: O Cavaleiro das Trevas em dois períodos
Fomos ver o último Batman, O Cavaleiro Das Trevas (The Dark Knight). É muito simples descrever o que senti. Dois períodos.
Um. Dá para perceber onde gastaram eles a horrível pipa de massa que o filme custou. Foram 185 milhões de dólares bem gastos.
Dois. Dá para perceber porque é que a bilheteira pagou o filme nos primeiros 3 dias de exibição — com um recorde que constitui por si só um marco para o cinema do século XXI: 6,2 milhões de dólares do primeiro fim de semana vieram do box office do Imax, uma das principais armas para que a indústria do cinema resista ao assalto do P2P.
Ok, uma adenda: boa parte do resultado deve-se ao infeliz Heath Ledger. A película torná-lo-á imortal. Com razão. O seu Joker faz-nos esquecer a criação original do super hiper mega ultra fabuloso actor Jack Nicholson para o primeiro Batman moderno (o de Tim Burton em 1989 com Michael Keaton a usar a mácara das orelhinhas que fez as delícias da Ana). Sim, leu bem. O personagem de Nicholson é (justamente) legendário e Ledger cometeu a proeza, rara no cinema, de recriar o personagem mantendo as características essenciais mas descartando tudo o mais (e se era fácil limitar-se a homenagear os tiques de Nicholson) e construindo um Joker irrepetível que é o dele e sendo diferente do de Nicholson é igualmente um excelente, irrepreensível trabalho de representação.
Também gostei mais de Christian Bale que dos anteriores esquizofrénicos alados. Rosto fechado por rosto fechado, o seu é mais expressivo que o de Keaton. E tem definitivamente mais densidade — o que, para um filme pipoca, é obra.
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DoMelhor
Que aos bancos, como o Barclays, só importam os lucros e não as pessoas, já sabemos, mas esta história é edificante
A mim só me surpreende que alguns dos comentadores deste assunto do Pedro Rebelo (já lá vamos) ousem pensar que os bancos existem para servir clientes. É uma falsa ideia. Os bancos existem para servir os interesses dos seus accionistas, interesses estes que consistem, basicamente, em rentabilizar, da melhor forma possível, os seus activos e gerir da forma mais adequada ao máximo lucro as suas especulações sobre a economia real.
Dito de outro ângulo: para um banco, qualquer banco, um cliente é um meio para atingir um fim, não o fim ele próprio. LER CONTINUAÇÃO :.
Os feeds, as estatísticas e o Google também se engana
Bruno Amaral está a desenvolver o tema das métricas nos blogues (e na web, links abaixo). Curiosamente, há pouco saiu-me esta fava no bolo rei do Google Reader:

Traduzindo: os algoritmos do Google sugeriram-me que adicionasse o feed do Blasfémias antigo, que acabou há 6 ou 7 meses no endereço do blogspot, passando para o seu próprio site. Pior: LER CONTINUAÇÃO :.
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DoMelhor
Grupos de media americanos compram blogues
Enquanto em Portugal os media continuam a ver na blogosfera o papão e um antro de criminalidade e perdição (nas palavras do comentador Moita Flores), os grupos de media americanos começaram a comprar blogues. Esta semana cresceram os rumores sobre negociações entre a Time Warner AOL e o TechCrunch, com 20 a 30 milhões de dólares em cima da mesa.
O Techcrunch foi fundado há apenas 3 anos por Michael Arrington, que depressa se tornou numa figura à escala global. É provavelmente o blogue mais lido em todo o mundo, tem quase 900.000 leitores por feed e muito mais que isso diariamente no website. Factura mensalmente entre 100 e 200 mil dólares em publicidade e tem já uma pequena rede de sites satélites, produzidos por uma equipa profissional que inclui jornalistas, contratados por Arrington assim que percebeu que tinha um bom negócio entre mãos.
Os jornalistas americanos (e não só) de tecnologia e informação começam o dia com a leitura do Techcrunch, que se tornou numa referência essencial do meio.
Já há algum tempo que se sabia informalmente que Arrington estava no mercado. Kara Swisher, do All Things Digital (The Wall Street Journal), referia há dias as negociações de oito semanas de Michael com a AOL — que está numa fase de engorda, com a Time Warner a querer empandeirá-la para a Microsoft ou a Yahoo!, tentando aproveitar as movimentações do mercado. Sabe-se também que Michael recusou as primeiras ofertas, mas sem fechar a porta.
A concretizar-se, o que parece inevitável a curto prazo, esta aquisição do Techcrunch, que continua a ser um blogue colectivo, não é sequer a primeira do ano. Em Maio o grupo Condé Nast (Vogue, GQ, Wired, Vanity Fair, The New Yorker) comprou a Ars Tecnica, uma das publicações digitais dos anos 90 que, como a bOING bOING, apanhou a tempo o comboio dos social media e incorporou a filosofia e as tecnologias dos blogues. O negócio valeu 25 milhões de dólares.
E já em Julho o jornal britânico Guardian (yep, esse) comprou o blogue PaidContent, especializado na cobertura dos negócios nos novos media. Também valeu 30 milhões mas não foi só esse blogue a integrar o pacote: o que o Guardian adquiriu foi a empresa ContentNext, que tem mais três títulos bons e também organiza eventos e seminários ligados ao meio.
Esta última aquisição está associada a um pormenor pitoresco: a confirmação oficial pública foi dada através do Twitter pelo editor de tecnologia do Guardian (imagem abaixo).

(Imagens: TechCrunch e Michael Arrington via Wikipedia, Twitter via TubarãoEsquilo)
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DoMelhor
O preço do iPhone
Quanto custa o iPhone — I mean, really?







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