Siga o caso BPN ao pormenor e em tempo real (aqui ou no seu blog)
O caso BPN está, e vai continuar, na ordem do dia. Sejam publicados nos jornais, comentados nos blogs ou descobertos no Twitter, siga todos os pormenores em tempo real. Aqui ou, graças à widget, no seu próprio blog ou página. Caso BPN, o micro-site que projectei para o efeito, contém informação complementar, nomeadamente navegação por protagonistas. E terá algumas novidades nos próximos dias.
O animal (versão Ricardo Araújo Pereira)
Mão amiga fez-me chegar a crónica de Ricardo Araújo Pereira na Visão acerca do animal que está a devorar as sociedades do hemisfério Norte. É genial. Comprem a revista para ler na íntegra, aqui fica um aperitivo (negrito meu).
“A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.“
Cães e companhia
Revista “Cães & Companhia”, publicação dedicada aos animais de companhia, pretende admitir finalista/recém-licenciado em Comunicação Social (1º emprego) para estágio não remunerado, com a duração de um ano. O candidato deverá ser uma pessoa interessada no tema, e que após o estágio possa vir a ser integrado na equipa redactorial. Agradecemos que refira se tem (ou já teve) animais de estimação e quais.
Não. O mundo não acabou com o post-LOL do ano. O mundo acaba aqui.
(Via Ponto Media)
Orgulhosamente sós
“A crise em Portugal nada tem a ver com a crise financeira internacional” (João Miranda, no Blasfémias)
As más nacionalizações e as boas nacionalizações
Como a moeda, também temos as boas nacionalizações e as más nacionalizações. No Arrastão, Daniel Oliveira descobre as diferenças. Imperdível (ou: a crise financeira arrematada em duas frases)
Tiro no porta-aviões liberal
Sem vaselina nem paninhos quentes: o liberalismo económico é tão (ou mais) utópico como o anarquismo. Sem um papá a vir a correr salvar os meninos quando o recreio dá para o torto, ninguém quer realmente brincar ao monopólio real.
Os acontecimentos turbulentos dos últimos meses no sistema financeiro americano (que ainda condiciona o mundial, mas não por muito mais tempo) não significam o fim do capitalismo: os vigilantes estados não deixam. Mas não tenhamos dúvidas: são um tiro no porta aviões liberal que pretende convencer-nos que o mundo navega as falsas calmarias do “mercado” auto-regulado.
O falhanço do capitalismo e o retorno da política
Para onde quer que eu olhe ultimamente, vejo sinais do regresso ao Estado. Não é só nas democracias sul americanas, como a Venezuela, onde os autóctones, como Chavez — que acaba de nacionalizar um banco –, se vão vingando do que os donos do dinheiro lhes fizeram com a cobertura político-militar dos Estados Unidos.
Não é só nos países BRIC, não por acaso todos eles dirigidos por pulsos firmes (e musculados em dois casos).
No próprio coração do sistema capitalista começam a despontar, claros para quem os queira ver, sinais de reforço do papel do Estado.
Quando a economia de planificação central soçobrou todos desataram a cantar hinos ao capitalismo e ao mercado. Mas sempre permaneceu claro para mim que era absurdo acreditar que os problemas das maiorias se resolveriam por redobrarmos a defesa dos interesses das ínfimas minorias — e o tempo encarregou-se de me dar razão: LER CONTINUAÇÃO :.

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