Boa sorte, Carlos
Fui dos que reagiu mal à escolha de Carlos Queirós para seleccionador nacional pelos motivos que na altura expus (ele estava bem em Inglaterra, a FPF não mudou desde o episódio da sua saída).
A sua estreia há instantes, no Portugal, 5 - Ilhas Faroé, 0, correu bem. Dou o natural desconto ao facto de o adversário ser o que é. Gostei do que vi. O Carlos entrou bem. Marcou o seu espaço com calma e naturalidade. Não precisou de levantar a voz. Teve um conjunto de jogadores que o aceitaram logo sem pestanejar. Os que jogaram na estreia deram um sinal muito importante: trabalharam em campo, apesar de o desafio ser nada estimulante.
Os sinais positivos (na gíria diz-se: auspiciosos) não ganham fases de apuramento mas valem alguma coisa. Valem mais que os 5 golos, por exemplo.
Boa sorte, Carlos.
A porcaria e o erro
Carlos Queirós foi esta sexta-feira apresentado como seleccionador nacional de Portugal pela Federação Portuguesa de Futebol.
Conheci Queirós ainda ele era um jovem turco a querer o seu lugar ao Sol e a precisar de entrevistas, isto bem antes de Riáde, da Luz, e Figo, Peixe e Rui Costa. Hoje, que o tem e que as dispensa, não conheço Queirós. Ou talvez reconheça o vaidoso a sobrepor-se ao ambicioso, para pena minha.
Sabendo-se, como é por demais evidente, que nada, RIGOROSAMENTE NADA, mudou no futebol português desde o tempo em que Queirós referiu, muito justamente, que a porcaria tinha de ser limpa da federação e do futebol português;
tendo em conta, como é confirmável ad nauseum, que os protagonistas do dirigismo desportivo são hoje RIGOROSAMENTE OS MESMOS que eram há 5, 10, 15, 20, 25 anos;
só posso concluir tratar-se de um monumental erro.
Oxalá me engane.


del.icio.us
DoMelhor



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