Medindo influência, alcance, sociabilidade e ruído no Twitter (II)
No primeiro artigo apresentei os quatro índices que apliquei, para já, nas páginas estatísticas individuais dos tuíteres portugueses e twiteros espanhóis, respectivamente em TwitterPortugal e TwitterEspana.
São eles: Evan Prodromou’s Twitter scale, mvalente’s influence scale, Range potencial (or Dave Winner’s Spewage) e Noise ratio (Louis Gray approach).
Ora, e o que querem medir estes índices?
O que representam os seus resultados?
Quais as fórmulas para os alcançar?
Vou tentar responder. LER CONTINUAÇÃO :.
Medindo influência, alcance, sociabilidade e ruído no Twitter
Com o impacto da explosão dos social media a fazer-se ouvir com grande estrondo em todo o lado, multiplicam-se os exercícios para medir a influência, o alcance, a sociabilidade e o ruído da web social em geral, e do Twitter em particular.
Nos últimos dias contabilizei diversas aproximações. Desde o início do TwitterEspana.com e TwitterPortugal.com que tenho vontade de calcular a capacidade de influência e troquei algumas impressões com o Mário Valente sobre isto. Como o Mário tem muito mais experiência e conhecimentos que eu neste campo, ouvi mais do que falei.
Enquanto tentava aplicar a fórmula que ele sugeriu eexperimentávamos variantes para decidir qual a melhor e também apropriada, descobri outra metodologia — e apliquei-a: LER CONTINUAÇÃO :.
As cidades mais pecadoras dos EUA
A revista Forbes fez uma infografia interactiva deveras curiosa: as cidades mais pecadoras dos EUA (America’s Most Sinful Cities).
O que um bocado de Flash, muito simples, e a imaginação podem fazer com os números habitualmente maçadores fica bem patente na simplicidade do mapa. Basta premir o botão do pecado “favorito” e surge o top 10 relativo a esse pecado.

Esta é uma imagem estática tirada do mapa da Ira: Detroit é a capital do assassínio. Registaram-se 418 casos de assassinato em 2006 — 47,3 assassínios por cada 100.000 habitantes. É também a segunda da tabela do crime violento e a quarta da lista dos assaltos — lê-se no trabalho de levantamento que está na base deste mapa interactivo.
Este tipo de tratamento de dados estatísticos deve sempre ser olhado com alguma cautela: a manipulação dos números e as comparações entre escalas diferentes, bem como as interpretações tendenciosas ou feitas a quente na sequência de incidentes, podem subverter a leitura, necessariamente subjectiva.
Mas o mapa é suficientemente engraçado e despretencioso, na minha opinião, para não comprometer o olhar sobre os números que apresenta.
Parafraseando um amigo meu, o datamining é um mundo.
Ficha de Fitna na Wikipedia foi protegida contra vândalos
Alvo de intensa polémica, sujeita a seis vandalizações e quase 400 edições por mais de uma centenas de pessoas nos últimos quatro dias, a ficha de Fitna na Wikipedia encontra-se agora protegida contra vândalos.
Fitna é o título do filme em que o político holandês Geert Wilders (cuja ficha também foi protegida contra novas vandalizações) revela a sua visão particular do Islão. O ex-deputado de extrema-direita entende que «a ampliação do islamismo vai contra a nossa liberdade e tudo aquilo que nós, numa democracia como a Holanda, defendemos», conforme tem declarado à Imprensa. O site oficial do filme, www.fitnathemovie.com, foi suspenso pela empresa alojadora, a Nerwork Solutions, que está a investigar se o conteúdo do site viola ou não as suas regras, uma vez que recebeu queixas. LER CONTINUAÇÃO :.
Data mining: ultimamente só dá Obama
A web é uma mina de informação social e a sua mineração (data mining) é fundamental. Até para… calcular resultados eleitorais. Ultimamente só dá Obama nas notícias — o que pode ser visto como uma prova do profissionalismo dos jornalistas enquanto seguidores das tendências das massas.
Duas ferramentas diferentes explicam-nos num simples olhar esta tendência para Obama, quando se pressupunha que Hilary Clinton ganharia mais ou menos facilmente.
Uma saiu dos laboratórios da Google e é poderosa. Não apenas porque produz um gráfico com este (clicar para ver maior):

Mas também porque nos fornece um quadro dos momentos-chave que ajudaram a mudar as linhas de Obama e Clinton (link). Com links para as notícias dos dias em que se verificaram as alterações na atenção das massas, podemos perceber melhor o que faz mudar a opinião pública.
A ferramenta usa como matéria-prima, autênticas pepitas, os termos mais procurados pelos milhões de utilizadores do Google.
Um pouco diferente na aproximação à mina é o Icerocket: faz a contabilidade das citações descobertas nos milhões de blogues e publicações em rede, depura-as e produz gráficos como o de baixo (clicar para ver maior):
Quis afinar um pouco o gráfico do Google e por isso reduzi o tempo deste gráfico ao último mês, para ver até que ponto se confirma a tendência Obama (link)
A minha conclusão destas duas leituras é a de que dificilmente a vitória lhe escapará na convenção democrática. Olhando o gráfico, poder-se-ia contra-argumentar que da mesma forma que Obama conseguiu inverter a tendência para Clinton, esta poderia conseguir agora o mesmo. Aquela aproximação mesmo no extremo direito do gráfico sugerirá isso… Não creio: interpreto a aproximação como um sinal do esforço da candidata, mas se olharmos a um período de tempo maior, fica ali um pequeno pico apenas.
Por outro lado, há que situar o gráfico no contexto. não basta ter a possilibidade técnica: é preciso ter a vontade, a força — e o tempo. Entrámos na recta final da escolha do candidato presidencial dos democratas americanos, Clinton não dispõe agora do tempo que Obama teve ao longo do último ano e picos.
A mineração de dados extrai uma verdade da corrida: o trajecto de Obama é ascendente e o de Clinton é descendente. Só um acontecimento extraordinário provocará uma mudança nas linhas destes dois gráficos.
Preços insanamente baixos: os televisores (#6)
Não é um exclusivo do digital: o custo de produção de bens físicos também cai, proporcionando preços insanamente baixos. É o caso dos televisores.
O preço dos aparelhos de televisão caiu em média 9% por ano desde 1998 nos Estados Unidos (fonte: U.S. Dept. of Labor).
Quantos portugueses usam o Twitter? (#5)
Não é fácil saber quantos portugueses usam o Twitter. Não há estatísticas. Eu arrisco neste momento com um intervalo entre 550 e 750.
Explico como produzi esse cálculo. A forma mais simples é fazer uma pesquisa por Portugal, esperando que a maioria dos portugueses preencheu correctamente o campo destinado ao país. Neste momento (o número está sempre a aumentar) surgem 675.
Porque reduzi para 550, se o número mínimo seria 675?
Porque eu falei em uso, não falei em inscrição. Uma pequena amostra permitiu-me concluir que uma boa fatia desses 675 inscritos já não usa o Twitter há mais de 3 meses. Alguns perfis que verifiquei não chegaram a dar um pio e outros produziram meia dúzia, tendo depois abandonado a conta, provavelmente por não acharem piada ao serviço (conheço várias pessoas que simplesmente ficam a olhar aquilo sem perceber uma utilidade).
E porque situo a fasquia máxima nos 750? Sobretudo por causa das pessoas que sempre fogem a meter dados correctos neste tipo de formulários, mas também para deixar algum prazo de validade ao meu cálculo: mesmo assim, dentro de duas ou três semanas estará inevitavelmente desactualizado.


del.icio.us
DoMelhor


Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista freelancer que publica livros, artigos e também algum código sobre a net e na net. Desde 1989. (
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