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Candidato a prefeito do Rio mapeia milícias cariocas

O exercício da cibercidadania está aberto a todos — incluindo candidatos políticos em campanha. O brasileiro Fernando Gabeira, deputado federal que é candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pela Frente Carioca, decidiu fazer o que estava por fazer.
Pegou em informação pública e em ferramentas gratuitas disponíveis na Internet — no caso, o Google Maps — e produziu o mapeamento preliminar das comunidades ocupadas territorialmente (ou anteriormente ocupadas) por milícias no Rio. Está disponível no blog de campanha (link) e também no endereço do Google Maps, aqui.
Uma acção de campanha eleitoral? LER CONTINUAÇÃO :.

Blogues: o Público no caminho certo

No que respeita ao uso de blogues dentro de jornais, o Público deu mais um passo no caminho certo com o Tecnopolis. É um blogue escrito pelo João Pedro Pereira, jornalista da casa, e segue a lógica que vemos por exemplo no The Guardian, no El País e no The New York Times: ter os próprios jornalistas e cronistas a blogar directamente em espaços destinados ao efeito, além de convidados escolhidos a dedo (ou comprados no mercado…)
Só falta agora o João Pedro conseguir uma ligação mais efectiva à edição, e vice-versa. E falta, também, alguma massa crítica. Isto é: mais blogues da casa, que possam estabelece diálogos (ler: links) entre si.
O caso do “meu” Expresso é diferente: LER CONTINUAÇÃO :.

“Derrota do PS em 2009″, expressão usada pela primeira vez

Português:A edição de amanhã do Expresso apresenta um dossier sobre “os trabalhos de Sócrates” e a expressão “derrota do PS em 2009″ é usada pela primeira vez de forma consistente, numa preocupação atribuída a “militantes do PS”.
O teaser de João Garcia diz o seguinte:

A pouco mais de um ano das eleições legislativas, o xadrez político português mudou. Manuela Ferreira Leite foi eleita presidente do PSD e levou a que, pela primeira vez, um Presidente da República fizesse questão de felicitar em público um líder partidário pela sua eleição; Mário Soares lançou avisos ao Governo e ao PS apelando ao regresso aos valores da esquerda socialista; Manuel Alegre juntou-se ao Bloco de Esquerda e a outras personalidades ‘gauchiste’ num comício contra o Governo.
As contas que saíram furadas a José Sócrates conduzem a que os resultados prometidos no início do exercício governativo não surjam. Talvez por isso, haja a convicção de que a renovação da maioria absoluta é cada vez mais uma miragem e exista medo crescente, entre os militantes pró-governo, de que em 2009 as eleições possam marcar a derrota do PS.
Pelo meio, José Sócrates teve que enfrentar a terceira moção de censura da legislatura, mais uma grande manifestação convocada pela CGTP e a greve – entretanto suspensa – dos pescadores por causa dos preços dos combustíveis.
A somar aos inúmeros problemas internos, há ainda alguns factores que Sócrates tem que gerir, mas que não é capaz de controlar, ao contrário do que está habituado: a crise do subprime, o aumento do preço do petróleo ou a crise dos cereais.
Como vão, José Sócrates e o PS, jogar as pedras decisivas durante o próximo ano, para chegar a 2009 com uma dinâmica de vitória? Que papel terá o Presidente da República? Estarão Manuel Alegre e o BE dispostos a apostar tudo numa frente de esquerda mesmo que isso implique sacrificar eleitoralmente o PS em 2009? Haverá ainda espaço para Alegre dentro do PS? São perguntas a que tentaremos responder na próxima edição do Expresso.

Não tenho a certeza que as contas tenham realmente saído furadas a José Sócrates. Ou melhor: quais contas.
Está ainda por confirmar se Manuela Ferreira Leite leva o PSD a constituir uma ameaça política a este governo. Não se vê muito bem como, mas a presidente do PSD tem direito ao seu estado de graça.
Quanto a Manuel Alegre: o comício não foi certamente combinado com o secretário geral do PS, se o fosse revelaria algum brilhantismo da parte deste, no que toca a estratégia. Produzido na semana em que Ferreira Leite tomou conta do barco, o comício atraiu o que sobrou dos holofotes que os MSM enviaram para a Suiça, para a cobertura do Europeu.
Isto é, reduziu o espaço mediático, que é finito, para Ferreira Leite.
Se eu fosse um estratega da esquerda, faria o que estivesse ao meu alcance para canalizar o eventual descontentamento popular para forças e símbolos do meu lado da bordada.
Em 2009 basta a Sócrates guinar o barco ligeiramente para a esquerda — e as massas estarão lá, incluindo as descontentes, devidamente federadas.
Na escala de prioridades políticas do PS, em primeiro lugar destacado deve figurar o item “evitar o crescimento do PSD a todo o custo”, em segundo lugar “reduzir ao máximo o impacto do crescimento do PSD” e só em terceiro lugar a gestão dos affaires gauchistes.
Agora que há contas que escapam completamente ao controlo do Primeiro Ministro, há. As contas da economia.
E como nem os economistas, a começar pelos presidentes dos bancos, controlam mais a economia, o exercício da governação fica ainda mais complicado. Navega-se à vista, não há outra hipótese.
Chegou a hora de pagar a factura do estrondoso falhanço político dos anos 80 e 90 no capítulo da energia.

Zemanta Pixie

As Grandes Questões do Expresso papel

expresso.jpgO Expresso em papel apresenta esta semana diversas Grandes Questões. Destaco: