Escola de Comunicação Social alcança 1/2 finais do Google Marketing challenge
A Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), do Instituto Politécnico de Lisboa, alcançou as meias-finais da 1ª edição do Google Online Marketing Challenge, entre 1650 equipas, de 47 países diferentes, num total de 8.500 estudantes.
O Google online Marketing challenge foi um projecto que deu a possibilidade aos estudantes universitários de terem uma experiência directa com o Marketing on-line, como parte integrada dos seus cursos.
Os estudantes das equipas receberam o equivalente a 200 dólares para gastar em publicidade no Google AdwordsTM, e gerirem uma campanha de Marketing on-line para uma empresa local. Os alunos tiveram que delinear uma estratégia, executar uma campanha, avaliar os resultados e fornecer à empresa recomendações para continuar a desenvolver o seu negócio on-line.
No caso da equipa da ESCS, os quatro alunos finalistas de Publicidade e Marketing, escolheram uma empresa de agenciamento de artistas e modelos de moda – a “News faces.pt”. A campanha estratégica de Marketing on-line teve um grau de eficácia excelente que posicionou a equipa na penúltima etapa do jogo, entre as 150 melhores das 1650 mundiais que concorreram. LER CONTINUAÇÃO :.
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DoMelhor
Mulheres na política, no Google
Ao iniciar a pesquisa exploratória para um eventual artigo na minha vida de free-lancer, obtive o elucidativo exemplo abaixo. Várias empresas compraram as keywords mulheres na política. Oportuno. Incorrecto?

República Democrática da Google
Jay Weintraub compara a Google à República Democrática da Alemanha, tendo-se dado ao luxo de parodiar a bandeira (aqui reproduzida).
A contestação ao poder de um única empresa está a subir de tom, no que diz respeito à Google. É uma reacção normal, tendo-se verificado no passado, entre outras, com a IBM de a Microsoft.
É também uma reacção útil e que deve ser levada em atenção: permite-nos raciocinar sobre a forma de estarmos preparados para os abusos de posição dominante, sejam activos (como eram no caso da Microsoft) sejam passivos (como parece ser no caso da Google).
Respigo de Guilty Until Proven Innocent:
Google is such a system. It is the equivalent of a socialist state, and each day it ruins the lives of those dependent upon it. For the ruined, the blacklisted, there is no redemption or reprieve. I know. I am one of them, and I could live with that because I had options. I cannot now because often others do not.
E ainda:
Whether you rely on organic search traffic or paid search traffic, if the Google Socialist Sate judges you unfit, your business will be ruined. There are workarounds, but all rely on deceiving the state that you no longer practice your trade.
Isto vem na sequência do artigo de ontem, a Google e o outro lado (o preocupante) do SEO, onde se avisa para um facto repetidamente ignorado: sempre que o Google veja utilidade e valor em desintermediar os conteúdos que indexa (isto é: o trabalho dos bloggers, dos mainstream media e das indústrias culturais), fá-lo-á sem hesitar.
A Google e o outro lado (o preocupante) do SEO
Tenho referido ocasionalmente (preparo um post mais denso para um dia destes) que a dependência da Google, nalguns blogues muito grande, não é boa. Há o outro lado, o preocupante, do SEO, de trabalhar para os motores de pesquisa.
Um post do António Dias há pouco no Marketing de busca, Tráfico defensivo, ilustra de forma preciosa um dos perigos dessa dependência. Cito (negrito meu):
Para o webmaster do site esta inovação do Google deve ter sido um dos seus piores pesadelos: de um momento para o outro uma percentagem relevante dos seus cliques desapareceram. Isto acontece porque estes sites foram sobretudo criados para satisfazer os resultados de busca; ie, criados para o Google. E estão por isso sujeitos aos caprichos do Google: sempre que o Google veja utilidade e valor em desintermediá-los, fá-lo-á.
Leiam o artigo, que é curto e bem fácil. E se tiverem experiências, partilhem-nas lá: estarei atento à conversa, pois em breve publicarei algo sobre a minha própria experiência com o Google e como quase dupliquei a minha audiência SEM USAR SEO.
(Para os críticos apressados: não estou a defender que não se faça optimização, bem pelo contrário, sou adepto dela, apenas estou a conversar sobre isso, nunca fui do género amén.)
Patrões de imprensa desorientados
Os patrões de Imprensa andam desorientados. Procuram medidas, mas algumas delas são tão obviamente erradas que se tornam inexplicáveis. O que leva pessoas bem informadas, que se espera escutarem consultores pagos a peso de ouro, a levantar uma acção contra quem lhes vai dando o tráfego que ainda lhes resta num novo paradigma económico a que resistem? LER CONTINUAÇÃO :.
Quem paga as pesquisas do Google (#4)
Quem paga as pesquisas do Google se, como vimos antes, estas custam 8 cêntimos cada uma?
A resposta curta é: você! (Sim: o mesmo “você” da capa da Time de há uns anos…)
Claro que não paga em dinheiro. Mas se acha que a informação quer ser free as in free beer, esqueça: isso é uma treta. A informação tem custos, diferenciados de acordo com o valor acrescentado que encerra, e não há ilusões sobre as relações económicas envolvidas aqui.
A resposta longa é procurada por Chris Anderson num artigo da Wired de Março deste ano já celebrizado e que irá a livro em 2009: Free! Why $0.00 Is the Future of Business. Nele o editor da Wired (que já nos brindou com o modelo da long tail) dá uma explicação para o modelo de funcionamento da economia de custo zero. (Se isto realmente o interessa, leitor, veja a entrevista de Anderson sobre o modelo Free a Charlie Rose).
Tudo tem a ver com o bruto embaratecimento dos custos de produção, sobretudo no digital, mas não só: nas fábricas de bens físicos também assistimos a cortes dramáticos no custo de variados bens (segunda feira, às 11:30: Preços insanamente baixos (#6) aqui no C!).
Mas não só. Um modelo que começou a vida nas cortes — reis mecenas que sustentavam os saltimbancos para ópio do povo e manutenção da paz no reino — e mais tarde possibilitou a Imprensa, o jornalismo e, em última análise, a liberdade de expressão (pilar essencial da economia de mercado) continua a sua brilhante carreira migrando para a web, à qual se adapta como uma luva.
Falo, claro, da publicidade.
A resposta média, portanto, é: você paga as pesquisas que faz prestando atenção aos produtos e marcas que — os métodos agora não interessam — alguém pagou à Google para lhe colocar debaixo do botão do rato.
O valor dispendido nos EUA em publicidade online no ano de 2007 estima-se em 20.000 milhões de dólares — um pouco mais de 50 dólares por americano, por ano. Aí está como — os métodos agora não interessam — “o tal de você” paga, na realidade, o grosso dos custos das indústrias web de serviços e de conteúdos.
PS: outro exemplo bem prático e mais à mão dos europeus é o reportado pelo Remixtures: Operadora de telemóveis Orange testa serviço de música financiado por publicidade




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