É o lucro, estúpido
O problema das majors discográficas com a Internet foi sempre e só um: o lucro. Ao longo destes últimos 10 anos toda e qualquer menção à “pirataria” e aos “downloads” “ilegais” explorou a arte dos músicos e a sua reputação — com a agravante de neste caso não lhes pagar merchandising ou direitos de utilização da imagem, que é o que estavam a fazer invocando-os.
A verdade é esta: há cada vez mais música no ar e cada vez mais músicos têm audiências cada vez maiores. A única coisa que encolhe é o lucro das majors. Elas e a sua gestão são o problema. Foram sempre. Na Internet está a solução. Esteve sempre.
À medida que se vai sabendo o que a indústria discográfica teve o cuidado de omitir na sua propaganda, vai ficando claro um dos retratos dessa mistificação do século XX: os direitos de “autor”.
E agora um momento dedicado a todos quantos falam do lixo na Internet e na vantagem dos MSM
Este é um momento único na vida de um webzine. Um momento dedicado a todos quantos falam do lixo na Internet e na vantagem dos MSM — eu incluído, porque também eu falei algures alguma vez sobre a pirâmide de valor na informação. E provavelmente reincidirei.
Clicam por vossa conta e risco nestes espantosos, riquíssimos exemplos dos produtos de duas indústrias que foram paradigmas da “cultura” e da “informação” no século XX. Não digam que vos não avisei.
(Júlio Miguel e Lêninha - O Filho do Recluso, via Bruno Nogueira e AiNanas, que se deu ao trabalho de transcrever o Inesquecível Poema Que Em Boa Hora Uma Editora Dessas De Qualidade, Topam, Decidiu Publicar E Tirar O Pobre Artista Do Anonimato e Da Rua)
(via YouTube, mais uma eloquente prova da superioridade da televisão)

del.icio.us
DoMelhor




Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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