A pergunta certa
Fazer a pergunta certa é meio caminho andado. Para onde? Para o sucesso. “If newspapers had invested in new products even a modest fraction of the bodacious profits they reaped in the last decade and a half, they might have invented anything from MarketWatch to Yelp to Google” diz Alan Mutter, entre muitas outras coisas que recomendo vivamente, em fat newspaper profits are history.
A pergunta que se repetiu na indústria dos media (e ainda se ouve) é esta: como posso ganhar dinheiro na Internet?
É a pergunta errada. Quem a faz, não faz um cêntimo com as operações Internet.
Então qual é a pergunta certa? — pergunta-me por esta altura o leitor.
Não vejo razão para não responder à minha própria pergunta certa respondendo-lhe, caro leitor.
Todavia, a quantidade de respostas que Mutter dá neste artigo é suficientemente vasta para fornecer algumas das perguntas certas. Mas em primeiro lugar é preciso ler. Ouvir. Descer ao terreno. Estar onde o futuro acontece. Sem isso, nem sequer há perguntas.
Análise das capas dos jornais nos jogos Olímpicos
A publicação desta análise das capas dos jornais portugueses durante os Jogos Olímpicos foi sendo adiada por diversos motivos alheios à minha vontade. Acabei por só a efectivar já só para arquivo, uma vez que já se terá fechado a “janela de atenção” dada aos assuntos na ordem do dia. Fica para quem se interessa por estas análises — e fica também como registo, numa única página, do tratamento dispensado pelos jornais aos atletas portugueses e ao acontecimento desportivo inernacional mais importante do ano.
Ao quadro interactivo abaixo segue-se um texto de análise. O quadro parece uma tabela igual a outras — mas tem umas funcionalidades extra -_- Assim, é ordenável (ascendente ou descendente) pelos campos jornais, pontos (defeito), manchete, chamada ou capas vazias. Experimente clicar em cima de cada campo para ver.
Depois, passando o rato por cima de cada título acedemos à lista dos atletas que figuraram nas escolhas de capa do respectivo jornal. E o rato por cima do campo manchete acede ao arquivo das capas do respectivo jornal que deram manchete ou cobertura total aos Jogos Olímpicos. Para navegar pelas capas, “prenda” a respectiva janela clicando 2 vezes.
| A cobertura de capa dos jornais aos Jogos Olímpicos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| ACÇÕES 1: clique no nome de cada tabela para ordenação ascendente/descendente 2: rato sobre títulos dos jornais e número de manchetes para informação adicional 3: clique 2 vezes para fixar janela de informação adicional PONTOS: 5 - capa dedicada; 4 - manchete; 3 - destaque; 2 - título com foto; 1 - título sem foto; 0 - sem chamada |
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Desportivos ou futeboleiros?
A primeira evidência do gráfico é esta: LER CONTINUAÇÃO :.
8 opiniões
del.icio.us
DoMelhor
Clientes dos prostitutos vítimas de “carjacking”
Não resisto. Este é, sem a mínima margem para dúvidas, o título mais original e chamativo produzido na Imprensa portuguesa em Agosto: No parque Eduardo VII: Clientes dos prostitutos vítimas de “carjacking”.
É claro que qualquer das notícias da capa do jornal onde fui buscar esta pérola digna do melhor SEO — O Crime da semana passada — é candidata ao “prémio”. Pobre Maya, vítima das metralhadoras da ASAE… E os recrutas que a Académica foi buscar ao fundo das prisões?

(clique na imagem para aumentar)
Ahah, your medium is dying
O romance com os jornais
“E o declínio dos jornais começa há 80 anos com o aparecimento da rádio” — gosto desta frase, é reveladora do state of the art dos críticos que repetem a ladaínha do fim do papel. É precisamente o mesmo que eu escrever: “o meu declínio começou há 42 anos quando fui para a escola primária”.
Que a pitada de ironia não confunda os meus leitores: acho muito interessante o artigo de Alexandre Gamela em O Lago: o nosso romance com os jornais. Recomendo vivamente a leitura.









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