Etiqueta Manuela Ferreira Leite

As chaves de São Bento. A ler

As Chaves de São Bento, por Diogo Vasconcelos em A geração de 60. A ler.

A quem serão entregues as chaves da Casa Branca no dia 20 de Janeiro de 2009? E as de São Bento, daqui a um ano e meio?

Manuela Ferreira Leite sabe melhor que eu que o TGV e o aeroporto se farão

Manuela Ferreira Leite diz que o Estado não tem dinheiro para pagar o TGV e o aeroporto. É difícil ver aqui uma posição para quem “está” activo na economia. Como sintetizou João Villalobos em Como a clara do ovo (Corta-fitas), “porque contraria o anunciado novo ciclo do betão (ou obras públicas que no fundo são negócios dos privados) o que aborrece à grande os empresários e o sector financeiro por razões óbvias“.
Se não está a querer agradar à sua tradicional base de apoio, e uma base que sabe perfeitamente que aquelas obras se farão seja qual for a cor do governo porque a economia do país depende delas de diversas maneiras, mini, macro e nos entrefolhos, para quem fala Manuela? LER CONTINUAÇÃO :.

Credibilidade é…

Credibilidade é eleger como “infra-estrutura supérflua” um comboio ferroviário movido a electricidade e deixar intocada, depreende-se que como “infra-estrutura essencial”, uma nova gare aeroportuária numa altura em que já nenhum político pode ignorar que a economia do petróleo tem os dias contados.
Credibilidade é atacar um projecto tocado para a frente por um governo quatro anos depois de ter sido poderosa ministra do outro governo que comprometeu o país com ele.
Credibilidade é começar a disparar lugares comuns antes de estudar os dossiers.
Eu gosto muito de pessoas credíveis como Manuela Ferreira Leite. É com pessoas assim que este país vai andar para a frente. Felizmente que a credibilidade voltou ao PSD. O PSD precisava mesmo de credibilidade. Viva a credibilidade, vivam os aeroportos com o petróleo acima dos 200 dólares, abaixo os comboios eléctricos.

O partido dos 3

Francisco Sá Carneiro, founder and first leader of the party.O PSD rege-se pelo número 3. Tem 3 palavras no nome: Partido Social Democrata. Há 3 anos que não é poder (Santana foi o seu último Primeiro Ministro, apeado em 2005).
No número 3 está, também, a salvação do partido no curto prazo (ler última frase deste artigo sobretudo humorístico).
A regra dos 3 nomes é cada vez mais uma imposição: não parece simplesmente possível fazer carreira de dentro para dentro do partido ou de fora para dentro sem ter 3 nomes. O que era tendência desde a fundação virou obrigação. Luis Filipe Menezes tem 3 nomes. Pacheco Pereira é cada vez mais José. Manuela Ferreira Leite. Marcelo Rebelo de Sousa. Pedro Santana Lopes. Mário Patinha Antão. Pedro Passos Coelho.
Como reza a Wikipedia, o Partido Social Democrata foi fundado (em 6 de Maio de 1974) por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático (PPD).
A nomenklatura social democrata é curiosa.
A ficha na Wikipedia é assaz pertinente para esta magna análise: LER CONTINUAÇÃO :.

Só mesmo um tipo do Bloco para dar por isso

Excepto Daniel Oliveira, alguém reparou num dos pormenores mais relevantes do desfecho das directas no PSD? Pela primeira vez na história da democracia portuguesa, um dos cinco partidos com assento parlamentar tem uma mulher como líder.

Directas no PSD: quem já ganhou o quê

O sufrágio decorre ao longo do dia de hoje, mas nas directas do PSD já há vencedores. Um levantamento nos meios e na blogosfera permite perceber quem já ganhou o quê, ainda antes de ser encontrado o próximo presidente.
Os gráficos seguintes não pretendem outra coisa senão lançar um exercício de análise sobre eventuais tendências a partir da menções na Imprensa e nos blogues. Não tive tempo para grandes análises, mas penso que os gráficos (recorri ao Google charts) merecem ser interpretados, pelo que sintam-se à vontade para os copiar. São aqui publicados ao abrigo da licença geral deste blogue: a reprodução é livre para fins não lucrativos e desde que seja atribuída a autoria.
No primeiro gráfico, abaixo, constatamos que Patinha Antão e Passos Coelho não tinham presença mediática nos dois meses anteriores à demissão de Menezes. Santana Lopes foi o mais mencionado, naturalmente devido ao seu cargo na Assembleia (ver gráficos parcelares mais abaixo):

Os ganhos de visibilidade são notórios no gráfico seguinte. Ferreira Leite salta para a ribalta. Patinha Antão consegue furar até aos jornais e Passos Coelho ganha estatuto — a medição que levei a cabo confirma o que se podia previar no início da campanha: LER CONTINUAÇÃO :.

Da credibilidade ao suspiro de alívio dos vidamas do PSD

psdAcredibilidade é, em campanha eleitoral, um auto-colante como os outros. Raramente gruda e quando cola não resiste muito tempo.
Uma candidata que se apresenta sem discurso, sem campanha e sem direcção, a quem vão soprando à pressa umas frases “sociais” para as entrevistas na televisão, apostando tudo no facto de a sua face ser conhecida e representar a “credibilidade” como se este chavão significasse alguma coisa, é uma candidata para perder eleições internas de vida ou de morte, como estas que o PSD decidiu em boa hora atravessar (um ponto para Menezes, por se ter retirado).
Em o último líder do PSD? Rui Ramos traça um quadro sem ilusões sobre o partido e o que representam efectivamente os 3 candidatos. Nele diz, entre outras recomendáveis frases, isto: “talvez Passos Coelho seja o único dos candidatos em condições de não ser o último líder do PSD“. E também fala sobre as “bases” — outro erro de perspectiva de quem nos quer fazer crer que acredita (dever) ser o PSD um partido de elites, ou pelo menos um partido das elites em que “o povo” aposta para defender a causa pública.
Recomendo a sua leitura.
A minha aposta mantem-se, o meu palpite começa a ganhar consistência. A candidata que aceitou dar a cara pela estratégia da credibilidade está em vias de perder o confronto no PSD.
O que, vistas as coisas pelo prisma pragmático, a todos permitirá cantar vitória: ao menos não ganha Santana Lopes. É assim que os vidamas do PSD vão filosoficamente encaixar a derrota. A nenhum deles repugna Passos Coelho. E creio que para alguns, intimamente, este é a escolha certa, mas não poderiam dizer que não a Manuela Ferreira Leite.
Tudo está bem quando acaba bem.
(Siga a cronologia das directas)

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