7 dicas para procrastinadores
Descobri via Twitter um post recomendável para procrastinadores: como superar a procrastinação, 7 simples passos.
Duas notas marginais.
- O Twitter é, hoje, uma fonte importante de novidades. No caso, cheguei a este post porque o autor me adicionou esta manhã.
- A Herbalife terá, certamente, defeitos que me tornam insensível (e até ligeiramente reactivo pela negativa) à marca, mas está a usar o social networking com habilidade. Um caso de estudo para as marcas portuguesas de todas as dimensões — e uma recomendação especial à equipa da Meios & Publicidade.
A última vítima dos promotores do “mail marketing”
Carta aberta à última vítima dos promotores do “mail marketing”, aparentemente Maria Gomes (camixa@gmail.com), contacto administrativo, técnico e comercial do domínio onde se publica, para impressão e posterior envio por CTT, o formulário de “aquisição”.
Caro senhor GUIA NACIONAL DE SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA, a sua mensagem comercial não solicitada — spam — caiu-me extraordinariamente mal. Estar dentro da “legalidade” não é o único cuidado que uma empresa deve tomar na hora de fazer marketing viral. Comprar uma base de dados de endereços de e-mail por 40 euro poderá ter-lhe parecido uma pechincha. Quem lha vendeu, bem como o serviço de envio, números de ROI e demais gráficos powerpoint com que na web se engodam os novatos, fez um bom negócio, sem sombra de dúvida, mas PARA ELE, que vende ar.
Esqueceu-se de lhe referir os custos indirectos deste tipo de acção. Custos como a irritação de parte dos destinatários das acções. Falaram-lhe, estou certo, de taxas de retorno de 7% — mas omitiram que a taxa dos profundamente desagradados é muito superior e tiveram muito cuidado em não mencionar que alguns deles poderiam mesmo tornar pública a sua indignação em termos nada abonatórios para uma empresa com dignidade.
Uma coisa é vender falso Viagra, percentagens miríficas em fortunas nigerianas, a ponte de Brooklin e cópias milimétricas de relógios Cartier feitas pelos mais pobres artesões que a globalização consegue encontrar.
Outra bem diferente é vender um “Guia nacional de serviços de utilidade pública” — ou pelo menos é o que a mim me parece. Talvez a si não lhe pareça, e se assim for, as minhas desculpas por me ter enganado — e aqui fica a publicidade a um artigo desse mais alto nível.
Sem mais.
PS: seja como for, não só não ganhou um cliente, como ganhou um céptico irritadíssimo por ver como é tratado sem nenhum tipo de consideração por empresas que, a coberto da ignorância, promovem más práticas de relacionamento com os clientes.
Marcas e blogues: também há bons exemplos
Nem todas as empresas reagem irracionalmente ao que “vem no blogues”, nem todas as marcas são sobranceiras aos seus clientes, nem todos os directores de marketing gostam de exibir a sua desajeitada ignorância. Também há bons exemplos no relacionamento com “a blogosfera”.
O Daniel Marques apresenta hoje um caso que nos vem contar uma história felizmente diferente daquela que alguns meios têm vindo a contar. A história passou-se com ele, no blogue dele — e não estamos a falar de um blogue que venha nos jornais, o que mais aumenta a consideração que a empresa envolvida merece por este episódio. Saiba como é que o Montepio Geral deu um bom exemplo


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