Etiqueta PSD

As chaves de São Bento. A ler

As Chaves de São Bento, por Diogo Vasconcelos em A geração de 60. A ler.

A quem serão entregues as chaves da Casa Branca no dia 20 de Janeiro de 2009? E as de São Bento, daqui a um ano e meio?

O partido dos 3

Francisco Sá Carneiro, founder and first leader of the party.O PSD rege-se pelo número 3. Tem 3 palavras no nome: Partido Social Democrata. Há 3 anos que não é poder (Santana foi o seu último Primeiro Ministro, apeado em 2005).
No número 3 está, também, a salvação do partido no curto prazo (ler última frase deste artigo sobretudo humorístico).
A regra dos 3 nomes é cada vez mais uma imposição: não parece simplesmente possível fazer carreira de dentro para dentro do partido ou de fora para dentro sem ter 3 nomes. O que era tendência desde a fundação virou obrigação. Luis Filipe Menezes tem 3 nomes. Pacheco Pereira é cada vez mais José. Manuela Ferreira Leite. Marcelo Rebelo de Sousa. Pedro Santana Lopes. Mário Patinha Antão. Pedro Passos Coelho.
Como reza a Wikipedia, o Partido Social Democrata foi fundado (em 6 de Maio de 1974) por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático (PPD).
A nomenklatura social democrata é curiosa.
A ficha na Wikipedia é assaz pertinente para esta magna análise: LER CONTINUAÇÃO :.

Perdi a aposta. Ganhou o Governo

Eu tinha apostado que Manuela Ferreira Leite não ganhava estas directas. Perdi a aposta — e não vem daí mal algum ao mundo, pelo menos ao mundo fora do PSD. José Sócrates — o Sortudo –, o governo e o PS respiraram de alívio. O PSD tornou-se um partido previsível, cinzento, cortês e, vá lá, credível, para os próximos dois ou três anos. Se lá chegar inteiro.

Sumário: as directas do PSD aqui, no Certamente

psd em certamente!Segui com algum cuidado as eleições directas do PSD, que estão em vias de terminar daqui a menos de duas horas, com o fecho das urnas.
Fiz algum comentário pessoal também, naturalmente despretencioso, Mas o que pretendo neste sumário é realçar e agrupar o trabalho mais sério, uma vez que foi a primeira vez que usei este webzine para, de forma sistematizada, fazer investigação usando técnicas jornalísticas, obtendo resultados objectivos.
Fica então aqui a lista dos 4 artigos + 1 webservice que considero relevantes.

Directas no PSD: quem já ganhou o quê

O sufrágio decorre ao longo do dia de hoje, mas nas directas do PSD já há vencedores. Um levantamento nos meios e na blogosfera permite perceber quem já ganhou o quê, ainda antes de ser encontrado o próximo presidente.
Os gráficos seguintes não pretendem outra coisa senão lançar um exercício de análise sobre eventuais tendências a partir da menções na Imprensa e nos blogues. Não tive tempo para grandes análises, mas penso que os gráficos (recorri ao Google charts) merecem ser interpretados, pelo que sintam-se à vontade para os copiar. São aqui publicados ao abrigo da licença geral deste blogue: a reprodução é livre para fins não lucrativos e desde que seja atribuída a autoria.
No primeiro gráfico, abaixo, constatamos que Patinha Antão e Passos Coelho não tinham presença mediática nos dois meses anteriores à demissão de Menezes. Santana Lopes foi o mais mencionado, naturalmente devido ao seu cargo na Assembleia (ver gráficos parcelares mais abaixo):

Os ganhos de visibilidade são notórios no gráfico seguinte. Ferreira Leite salta para a ribalta. Patinha Antão consegue furar até aos jornais e Passos Coelho ganha estatuto — a medição que levei a cabo confirma o que se podia previar no início da campanha: LER CONTINUAÇÃO :.

Uma campanha cordata

Ainda a propósito da visão da TVI sobre a campanha das primárias no PSD, digam-me que não fui eu quem alucinou a ver uma campanha cordata, talvez a mais cordata e civilizada de que tenho memória em Portugal (falo de campanhas vivas, não de aclamações “legitimadas” por um sparring-partner ocasional).

Pedro Passos Coelho

Antes de ler seja quem for, para ter uma opinião directa, não influenciada: Pedro Passos Coelho mostrou-se claramente acima dos competidores na corrida das directas do PSD.
Dogmática e cada vez mais casmurra, Manuela Ferreira Leite só sabe uma palavra: credibilidade. Se alguém diz ou não diz, não interessa, porque não tem credibilidade, “é uma afirmação como qualquer outra“. Só ela a tem. E conta que os eleitores do partido levem isso em consideração. É, de resto, tudo com que ela conta.
A cabeça vai tombando a Ferreira Leite. Esta noite, no último debate, a 72 horas da eleição, apresentou-se cabisbaixa e encurralada.
Santana Lopes continua a combater — o que abona a seu favor.
Patinha Antão é agradável e tem um discurso límpido.
Quando Passos Coelho fala consegue captar a atenção. A sua voz é escutada (pelos outros candidatos). Apresenta um discurso fresco, tem duas ou três teclas bastante boas (realistas), consegue doseá-las (Santana Lopes, por exemplo, não consegue, mistura tudo).
Penso que a minha aposta está ganha.

← Previous PageNext Page →