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Imprensa gratuita: artigo no Público

Como referi há pouco, saiu hoje no Público, no caderno P2, o meu artigo sobre o momento da imprensa gratuita no mundo em geral e em Portugal em particular.
Esta reportagem foi preparada já há uma semanas. Fiz o respectivo lançamento no dia 1 de Agosto, aproveitando para lançar o mashup que fiz com parte dos dados relativos a Portugal: escaparate: jornais gratuitos de hoje. No dia 6 de Agosto voltei ao assunto, sob o pretexto da publicação do artigo no fim de semana seguinte (ver arquivo dos posts sobre imprensa gratuita).
Contudo, os jornais têm uma respiração peculiar. O artigo acabou por só sair hoje, duas semanas depois. O que se justifica, devo dizer: trata-se de um tema com uma dose de intemporalidade suficiente para aguentar o “congelador” umas boa semanas. Só começaria a perder actualidade a partir de meados de Setembro, quando houvesse novos números. E entretanto emergiram da actualidade outros temas que tinham de ser tratados no imediato, possuindo uma “vida” mais curta.
Uma rectificação ao gráfico: o Destak não é de 2006, como está erradamente assinalado, mas de 2004, como vem aliás no texto. As minhas desculpas ao Destak, na pessoa da sua directora, Isabel Stilwell (consultada para o artigo).
O link para o artigo na versão PDF online é este — mas devo avisar que não se manterá muito tempo. Ficam, para efeitos do meu arquivo, imagens das páginas do jornal. Clique para versões ampliadas (foto de abertura e as abaixo).

Imprensa gratuita: quadro da circulação em Portugal

O artigo que escrevi para o Público sobre a imprensa gratuita está agendado para sair no próximo sábado, dia 9, no P2. já fiz o respectivo lançamento na semana passada, num post intitulado Jornais gratuitos: artigo no Público com mashup de lançamento aqui, onde apresentei também um mashup em que usei alguma da informação recolhida para a peça no Público, nomeadamente sobre os cinco principais jornais gratuitos com distribuição em Portugal.
Ao longo dos dias tenho vindo a melhorar o mashup, que está agora perto da versão definitiva. A última entrada foi um quadro com a circulação dos gratuitos em Portugal, segundo os últimos números:

Actualmente o mashup apresenta as capas das últimas edições de cada jornal num carousel, com informação lateral sobre cada título, uma recolha das últimas notícias (nos casos em que há feed RSS), os links para os respectivos sites, atalhos para puxar cada edição em PDF (nos casos em que é possível, que são a maioria) e ainda uma imagem da capa com maior detalhe.
O mashup escaparate: jornais gratuitos de hoje fora pensado inicialmente apenas para a função de lançar o artigo a sair no P2 — mas acabei por ir adicionando features e melhorando-o, pelo que o manterei como um micro-projecto do C!. Estou agora na expectativa de ver até que ponto ele gera interesse entre os leitores.

Jornais gratuitos: artigo no Público com mashup de lançamento aqui

 

Os jornais gratuitos caminham para dominar o continente europeu. Em diversos países, Portugal incluído, a circulação diária da imprensa gratuita já ultrapassou a da imprensa paga. Os gratuitos são um balão de oxigénio para o negócio da imprensa. Terão a capacidade de modificar o comportamento de mercado e até as práticas dos jornais pagos?
Na sequência da recolha de dados para um artigo a sair no Público sobre a imprensa gratuita no mundo, decidi produzir um pequeno mashup, o escaparate: jornais gratuitos de hoje. Criei-o a pensar apenas em ‘promover’ o artigo em papel, mas à medida que o ia preparando ele ganhou autonomia, passando a escaparate dinâmico. E ainda não está acabado.
Esta peça multimedia abre uma nova etapa no percurso no Certamente!, que passará a contar com uma secção de jornalismo multimedia, onde irei expondo as minhas peças multimedia, infografias interactivas, mashups, reportagens assistidas por computador.
No caso vertente usei, como costume, código aberto e algum scripting próprio. O carrossel é uma aplicação em Flash da autoria de Saverio Caminiti (ver a ficha). Usei as libraries de Javascript Prototype, Scriptaculous, Lightbox e Ajaxpage para o carregamento dinâmico de blocos e imagens. As capas têm origem na banca de jornais do Sapo (link). Um bash script corre de segunda a sexta para actualizar as capas do dia. Quando presentes, os feeds RSS são puxados de 30 em 30 minutos com o software Magpie e reformatados com linguagem de scripting PHP.
O mashup escaparate de jornais gratuitos tem três níveis de leitura:
1º nível - a selecção no carrossel
2º nível - informação e últimas notícias, quando haja, nesta coluna
3º nível - capa em tamanho legível em janela pairante

Veja aqui o escaparate: jornais gratuitos de hoje.

Blogues: o Público no caminho certo

No que respeita ao uso de blogues dentro de jornais, o Público deu mais um passo no caminho certo com o Tecnopolis. É um blogue escrito pelo João Pedro Pereira, jornalista da casa, e segue a lógica que vemos por exemplo no The Guardian, no El País e no The New York Times: ter os próprios jornalistas e cronistas a blogar directamente em espaços destinados ao efeito, além de convidados escolhidos a dedo (ou comprados no mercado…)
Só falta agora o João Pedro conseguir uma ligação mais efectiva à edição, e vice-versa. E falta, também, alguma massa crítica. Isto é: mais blogues da casa, que possam estabelece diálogos (ler: links) entre si.
O caso do “meu” Expresso é diferente: LER CONTINUAÇÃO :.

O Público, os trackbacks e as erecções da blogosfera

Mão amiga fez-me chegar o link desta nota de Bruno S. Martins no Avatares de um desejo em que se fala do Público, os trackbacks e das egorecções da blogosfera.
Estive tão indignado com a falta de leitura da edição completa do Público como qualquer outra pessoa — mas alto e pára o baile no resto.
O sistema de trackback é uma coisa útil ao jornal — e não me parece que a intenção seja, de todo em todo, “cativar” a blogosfera. A umbigosfera pode querer (ei! EU quero!) que lhe passem a mão pelo pêlo, mas o jornal não o está a fazer: está simplesmente a querer disponibilizar uma ferramenta que faz parte, há anos, do arsenal de utilitários para seguir conversas e fazer o tracking de reacções a notícias através da web, blogues ou não.
Os links não são um sistema de prémios ou de reconhecimento — são a seiva do hipertexto e o aperfeiçoamento da leitura do hipertexto passa, naturalmente, por mecanismos de apreender a dimensão das citações.
Os autores encarcerados nos sistemas editoriais de segunda categoria não podem exigir que toda a gente fique parada ao nível deles — sejam os outros bloggers, sejam os jornais (e não me macem, por favor, com considerações sobre as “divisões” e sobre os sistemas que este não é o local indicado, cada um usa o que quer e pode e ninguém é obrigado a nada, mas também não obriga, apenas isto.)
Sobre passar a mão pelo pêlo, com ou sem erecções, fiquem os blogocarentes calmos pois não perdem pela demora, não faltarão adulamentos — alguns sim, a puxar ao torrão de açúcar — dos mainstream media nas próximas semanas. Já vejo alguns a babarem-se.

3 ideias para o Público melhorar o tracking dos blogues

ppublico.jpgO Público noticiou as reacções positivas da blogosfera à sua medida para, finalmente, manter o registo dos links para cada notícia sua — o tracking, usando uma das mais antigas tecnologias que acompanha a publicação pessoal na Internet.
Como fui citado nessa notícia (embora sem link… uma prática que os media portugueses mantém incompreensivelmente, indo contra todas as regras e boas práticas do jornalismo online), decidi retribuir com 3 ideias para o Público melhorar o registo dos blogues que dão atenção às suas notícias.

  1. Exigir à empresa contratada um serviço decente. Eu sei que o Público ainda agora começou com isto, mas a tecnologia associada aos pingbacks está madura. Não há explicações para as falhas verificadas nos primeiros dias e que fizeram diversas vítimas, incluindo o editor do Público online :( Ainda hojer recebi “queixas” de blogues cujos pings ao Twingly não estão a ser aceites.
    Publicar o critério de ordenação do Twingly também é uma necessidade.
    Não descobri na página do Twingly um local para apresentar problemas. Não basta dizer: “se não pingou, espere um tempo, ou repita aqui”.
  2. Dar atenção ao fenómeno de parasitismo. Tendo em conta os atrasos e os erros, nesta altura todos os links ajudam a um site de main stream media português, bem sei. Mas ainda assim: há links que são produto de oportunismo parasítico, isto é, a única razão de serem feitos é a de aparecerem na lista do Público, de forma a proporcionarem tráfego de volta. O spaming de blogues é uma praga relativamente controlada, vamos ver até que ponto o Twingly — nome do serviço que o Público contratou — é capaz de manter as listas isentas de parasitas.
  3. Publicar resultados de data mining. Uma lista dos artigos que registam mais links é útil, tão ou mais útil que as mais lidas, comentadas e enviadas. Um top de sempre também tem interesse noticioso, mas a informação por períodos (sugiro semana e mês) é de maior riqueza.

Perguntas e respostas sobre as notícias do Público com ligação à blogosfera

O Público anunciou hoje (e o seu editor também) a adopção de uma medida que, nada tendo de novo — os blogues usam-na há cinco anos –, traz duas novidades importantes e significativas à relação dos media portugueses com a cibercomunidade: as ligações automáticas às páginas que contenham um link para as suas notícias.
Ou seja, as notícias do Público passam a mostrar as reacções produzidas fora das suas caixas de comentários, através de um hyperlink para os artigos e posts da blogosfera e da web.
Os blogues exultaram naturalmente com a medida. Aqui deixo algumas perguntas e respostas sobre um acontecimento marcante — talvez a maior evolução registada na web social portuguesa nos últimos dois anos.
publicotrackback.jpg

FAQ dos trackbacks no Público

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