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Boa sorte, Carlos

Fui dos que reagiu mal à escolha de Carlos Queirós para seleccionador nacional pelos motivos que na altura expus (ele estava bem em Inglaterra, a FPF não mudou desde o episódio da sua saída).
A sua estreia há instantes, no Portugal, 5 - Ilhas Faroé, 0, correu bem. Dou o natural desconto ao facto de o adversário ser o que é. Gostei do que vi. O Carlos entrou bem. Marcou o seu espaço com calma e naturalidade. Não precisou de levantar a voz. Teve um conjunto de jogadores que o aceitaram logo sem pestanejar. Os que jogaram na estreia deram um sinal muito importante: trabalharam em campo, apesar de o desafio ser nada estimulante.
Os sinais positivos (na gíria diz-se: auspiciosos) não ganham fases de apuramento mas valem alguma coisa. Valem mais que os 5 golos, por exemplo.
Boa sorte, Carlos.