Etiqueta SEO

República Democrática da Google

republicademocraticadagoogle.jpgJay Weintraub compara a Google à República Democrática da Alemanha, tendo-se dado ao luxo de parodiar a bandeira (aqui reproduzida).
A contestação ao poder de um única empresa está a subir de tom, no que diz respeito à Google. É uma reacção normal, tendo-se verificado no passado, entre outras, com a IBM de a Microsoft.
É também uma reacção útil e que deve ser levada em atenção: permite-nos raciocinar sobre a forma de estarmos preparados para os abusos de posição dominante, sejam activos (como eram no caso da Microsoft) sejam passivos (como parece ser no caso da Google).
Respigo de Guilty Until Proven Innocent:

Google is such a system. It is the equivalent of a socialist state, and each day it ruins the lives of those dependent upon it. For the ruined, the blacklisted, there is no redemption or reprieve. I know. I am one of them, and I could live with that because I had options. I cannot now because often others do not.

E ainda:

Whether you rely on organic search traffic or paid search traffic, if the Google Socialist Sate judges you unfit, your business will be ruined. There are workarounds, but all rely on deceiving the state that you no longer practice your trade.

Isto vem na sequência do artigo de ontem, a Google e o outro lado (o preocupante) do SEO, onde se avisa para um facto repetidamente ignorado: sempre que o Google veja utilidade e valor em desintermediar os conteúdos que indexa (isto é: o trabalho dos bloggers, dos mainstream media e das indústrias culturais), fá-lo-á sem hesitar.

A Google e o outro lado (o preocupante) do SEO

Tenho referido ocasionalmente (preparo um post mais denso para um dia destes) que a dependência da Google, nalguns blogues muito grande, não é boa. Há o outro lado, o preocupante, do SEO, de trabalhar para os motores de pesquisa.
Um post do António Dias há pouco no Marketing de busca, Tráfico defensivo, ilustra de forma preciosa um dos perigos dessa dependência. Cito (negrito meu):

Para o webmaster do site esta inovação do Google deve ter sido um dos seus piores pesadelos: de um momento para o outro uma percentagem relevante dos seus cliques desapareceram. Isto acontece porque estes sites foram sobretudo criados para satisfazer os resultados de busca; ie, criados para o Google. E estão por isso sujeitos aos caprichos do Google: sempre que o Google veja utilidade e valor em desintermediá-los, fá-lo-á.

Leiam o artigo, que é curto e bem fácil. E se tiverem experiências, partilhem-nas lá: estarei atento à conversa, pois em breve publicarei algo sobre a minha própria experiência com o Google e como quase dupliquei a minha audiência SEM USAR SEO.
(Para os críticos apressados: não estou a defender que não se faça optimização, bem pelo contrário, sou adepto dela, apenas estou a conversar sobre isso, nunca fui do género amén.)

O papel do SEO no sucesso do Obvious (e o futuro do blogging)

Alguns leitores do recente texto sobre os equívocos em torno da optimização para motores de busca ficaram intrigados e queriam saber a que blogue se referia o exemplo. Era ao Obvious, o mais lido blogue português. Não o quis mencionar porque naturalmente o seu nome se teria sobreposto ao tema — e teríamos perdido um diálogo interessante com uma vintena de participações.
Como um dos comentários veio de um dos autores responsáveis pelo Obvious, o Benjamin Júnior, e porque era muito pertinente na medida em que nos dá a justa dimensão do papel do SEO no sucesso daquele magazine, desafiei-o a estender o assunto num guest post.

obvious0308-t.jpgO artigo do Paulo é extremamente pertinente numa altura em que a palavra SEO está vulgarizada e sobrevalorizada. As técnicas de optimização dos conteúdos têm o seu papel de relevo nos motores de busca, mas estão longe de possuir a extrema importância que muitos advogam.
É natural que no início, quando os blogues se popularizaram na Internet, houvesse uma certa anarquia na estruturação da informação e na forma como esta era apresentada ao leitor e, por arrasto, aos robôs indexadores dos grandes motores de busca. Como será natural compreender, se a informação não está perceptível não é bem indexada e, como tal, o conteúdo não fica tão evidenciado nos motores de busca. LER CONTINUAÇÃO :.

Optimização para motores de busca (SEO) e audiências: um equívoco

exploring.jpgNuma conversa que não vem ao caso, veio a lume um equívoco cada vez mais comum: a de que se conseguem grandes audiências com uma boa optimização para motores de busca, SEO (de Search Engine Optimization).
O exemplo referido é um magazine interactivo — um blogue, se preferem, mas neste caso eu não prefiro — que, dizia uma pessoa, conseguiu uma audiência impressionante graças a esse tipo de optimização e a, enfim, truques técnicos de um dos responsáveis.
Trata-se de um engano.
A optimização está para o blogger como um galerista está para os pintores: enquadrando-lhes as telas em exposições sistematizadas em função das audiências, potencia-lhes as audiências. LER CONTINUAÇÃO :.