Etiqueta TubarãoEsquilo

Vasco Campilho, o mais recente autor TubarãoEsquilo (act.)

Apresentar o Vasco Campilho como o mais recente autor TubarãoEsquilo dá-me duplo triplo prazer.
Primeiro, porque o processo de selecção e recrutamento do Vasco foi um verdadeiro estudo de caso. Não foi preciso lê-lo e acompanhá-lo durante muito tempo para perceber que reúne dois ingredientes essenciais para levar por diante um projecto de micro-publicação. O Vasco tem talento e sabe articular. O Vasco tem domínio e sabe defender-se.
Juntou-se o segundo prazer. A oportunidade de demonstrar, a algumas vozes que já pediam a demo, que a rede TubarãoEsquilo não apenas defende o pluralismo como é plural. O Vasco Campilho é “de direita” e vem para um rede que tem mais pessoas de esquerda. Vem ajudar a equilibrar.
A explicação foi sempre a mesma e a mesma continua a ser. Culturalmente, foi-me sempre mais fácil, ao longo da vida, aproximar-me de pessoas “de esquerda”. Afinidades, diz-se. Anormal seria, nestes pressupostos, ter começado a rede com outras pessoas que não aquelas de quem me aproximo mais facilmente.
No primeiros contactos que estabelecemos, contei isto mesmo ao Vasco. Que a entrada dele vinha contribuir para um equilíbrio de forças. Que essa não era uma causa, mas uma consequência. A causa está no talento e capacidade de trabalho dele. Estar ligado ao PSD não constitui para nós um problema — nem mesmo de relacionamento, e isto sendo o Vasco meu leitor, logo estando a par do que penso sobre o partido dele.

Com as dificuldades conhecidas, a rede TubarãoEsquilo continua a crescer. E vai continuar a crescer. O projecto está de pedra e cal — com alguns, poucos, reajustamentos de percurso devidos, no essencial, às desilusões com o mercado de publicidade online em Portugal. Continuamos à procura de um parceiro para profissionalizar os espaços comerciais da rede e viabilizar um projecto editorial pro-am de características únicas no país.

Bem vindo, Vasco.

(O terceiro prazer: maradona fez publicidade positiva ao Vasco! )

O país? É relativo

O regresso do País Relativo é de assinalar. Por diversas razões, a primeira das quais ser um blogue da rede TubarãoEsquilo, que neste mês de Outubro apresentará mais algumas novidades, a juntar aos seus casos de sucesso.
Mas a principal razão não é essa. O novo País Relativo vem, finalmente, romper com o conceito de blogue que ainda perdura na tecnologicamente arcaica blogosfera lusitana, apresentando um design que está, já, mais perto da publicação clássica. Ganha naturalmente o leitor, que navega mais facilmente pelos diversos temas escritos por uma equipa vasta: André Salgado, António M. Costa, Filipe Nunes, Hugo Mendes, João Jesus Caetano, João Pinto e Castro, Mariana Trigo Pereira, Mariana Vieira da Silva, Miguel Cabrita, Pedro Delgado Alves, Pedro Machado, Rui Branco, Sílvia Sousa e Tiago Barbosa Ribeiro.

Cá para mim estão enganados, mas pronto, bem vindo Rui

Cá para mim estão todos enganados. A esquerda ao menos é um pouco mais lúcida e está longe de embandeirar em arco, mas ainda assim acusa com algum gáudio, ou pelo menos um bem merecido gozo, os “defeitos” dos liberais defensores do individualismo selvagem a que chamam teoria económica. Quanto a estes, assobiam para o ar, dissertam sobre os seus deuses que continuam, com cada vez menos sucesso, diga-se, a vender no mercado como O Produto, falam de tudo, menos da realidade, dos acontecimentos, do dia a dia. Subitamente, alguma blogosfera de direita virou filosófica, cultural, musical — enfim, qualquer coisa menos aquilo.
Eu acho que estão enganados. Esta “crise” financeira será, como todas as crises de que me lembro, paga pelo trabalho e pelo investimento, o que só pode ser visto como mais um triunfo dos burocratas do dinheiro. Uns sinhores. Conseguiram a proeza de colocar os Estados, a quem já tinham roubado o lucro de todas as actividades que o davam, a sustentar-lhes ainda o prejuízo da ganância, irresponsabilidade e má conduta.
O mercado é para eles um recreio, um jogo, uma palhaçada — não um sistema económico funcional.
Portanto, não entendo o silêncio envergonhado dos liberais domésticos. Vejam o pragmatismo do “sistema” americano e orgulhem-se rapazes! Aquilo sim, é mensagem: ah e tal, não sabemos que os 500.000 milhões chegam para nos pagar os erros, vão mas é abrindo os cordões à bolsa se querem continuar a ter-nos por perto. Eu na verdade não quero. Tenho pena que não possamos encolher os ombros e deixá-los cair do mercado abaixo.
Mas pronto: bem vindo, Rui Tavares, já vou tratar dos trâmites da TubarãoEsquilo.

Muito obrigado, caro doutor Pacheco Pereira

jpptubaraoesquilo.jpgSó hoje — há instantes — soube que o jornal Público tinha publicado mais uma reportagem sobre blogues. Soube através da Maria João, de quem discordo a 200% (é só aí a 80%, mas ela fica satisfeita de ler 200% e ajuda-a a manter a reputação nas suas comunidades).
Fui ler. Achei que não estava mal — mesmo considerando que o autor embarcou na história da “identidade nunca revelada” do “extraordinário fenómeno” que foi — foi?! É!!! — O Meu Pipi. De resto, está lá tudo. Está lá tudo o que estaria num artigo igual que podia ter sido publicado há três anos — seria arriscado dizer há quatro — não fossem dois detalhes que marcam a diferença.
O primeiro, há três anos João Miranda ainda não escrevia no Diário de Notícias. LER CONTINUAÇÃO :.

Atlântico expresso: um ano de correspondência entre Lisboa e Praia

atlanticoexpresso.jpgO Atlântico expresso faz hoje um ano e eu quase não dava por isso!
É um daqueles blogues como vou vendo poucos: intimista mas ligado à actualidade, sem alardes apesar de muito bem escrito (pudera!… dois jornalistas da Lusa…), de uma invulgar persistência num meio dado ao efémero, focado no objecto inicial mesmo passado um ano. É obra, manter um estilo epistolar sem derivas estéticas ao longo de um ano inteiro!
Eles revezam-se diariamente, pelo que coube ao Fernando Peixeiro assinalar a data. Fê-lo de uma forma criativa: 12 momentos de café (com a promessa de para o ano serem 24). Reproduzo uma dessas pausas de Café expresso:

É pena que o Kapa não abra à tarde. Fica ali à beirinha da praia, aqui ao lado de casa. Serve umas pizzas muito boas, ainda que muito gordurosas nos últimos tempos, e tem um ambiente tão agradável que apetecia ir lá todos os dias, ainda que mais não fosse para beber uma água. Aos fins-de-semana, à noite, está sempre apinhado. Ainda há tempos por ali andava a ministra das Finanças. Se não for lá nunca vejo o meu irmão, contava-me no outro dia. Não sou da família mas olha… também gosto.

ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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