Quase 1.000 followers no Twitter
Estou quase a dobrar a notável marca de 1.000 followers no Twitter, o que é uma surpresa dado que pouco networking tenho feito. Ao ponto, até, de ter uma política que consiste em evitar seguir os “amigos” de pessoas com quem evito ao máximo o contacto, por razões que agora não vêm à colação.
Estou, neste momento, com 919 followers — isto é, pessoas que seguem o que eu publico e digo ali (@PauloQuerido). Assinalo a marca nesta altura porque houve recentemente uma limpeza da base de dados do serviço, que reduziu o número de seguidores a praticamente toda a gente. Aproveito para dar a explicação, uma vez que várias pessoas ma têm pedido.
O Twitter, como outras redes, está sujeito ao bombardeamento de spammers — indivíduos que procuram tirar partido do sistem abusando dele. A arquitectura do serviço torna complicado e quase inútil o spamming directo — basta-me não seguir a conta do spammer e pronto, nem eu nem os meus leitores somos obrigados a tê-lo nas timelines.
Então porque insistem os spammers?
Por 2 motivos. LER CONTINUAÇÃO :.
Os alguéns e os ninguéns (ou o Twitter, segundo Guy Kawasaki)
Guy Kawasaki tem um artigo notável, de tão lúcido, sobre o Twitter — que na verdade se pode aplicar a toda a web social: How to Use Twitter as a Twool, como usar o Twitter como uma ferramenta.
Não vou aqui repetir ou traduzir o post, mas apenas realçar algumas ideias que considero essenciais e que extravasam mesmo a experiência específica com a última ferramenta “killer” da Internet.
Kawasaki diz: esqueçam os influenciadores. Isto vai cair muito mal a milhares de marketers que nos últimos dois anos têm vindo a construir reputações impecáveis nos social media — mas que caia, pois ele tem razão: os ninguéns são os novos alguéns. Mais vale arregimentar um exército de empenhados ninguéns do que andar a reboque de um punhado de alguéns. O que os alguéns podem eventualmente dar-nos é um pique de tráfego, um dia.
E mais: se um número suficiente de ninguéns gostar do que fazemos, então os alguéns terão inevitavelmente de escrever sobre nós (erm… Guy Kawasaki não conhece os A-bloggers portugueses
). O buzz dos ninguéns atrai a atenção dos alguéns, e não vice-versa.
A minha experiência com o Twitter em particular, e com os social media em geral, blogs incluídos, confirma cada palavra de Guy Kawasaki. Conectar-me aos alguéns não foi uma boa estratégia. Até porque os alguéns competem no seu próprio campeonato, onde rivalizam uns com os outros. Constroem redes que depressa se fecham entre si (o mesmo aconteceu na blogosfera, com as inevitáveis consequências ao nível das audiências e da roda de influência da maior parte dos alguéns. Enquanto as audiências cresciam à volta deles, os seus blogs ficaram fechados nas suas redomas.)
Destaco ainda o facto de só existirem dois tipos de utilizadores: os que querem ter mais followers e os que mentem sobre isso.
Para me seguir no Twitter: PauloQuerido. Um directório com portugueses no Twitter: TwitterPortugal.com. Uma lista (em construção, que todos podem acrescentar) de jornalistas e jornais de língua portuguesa (Portugal e Brasil), no meu wiki, aqui.
Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português
Anita, aquela mesma Anita dos livros infantis, tornou-se numa das grandes estrelas mundiais do Twitter graças aos portugueses. A história — uma história sobre o lado tão inútil quanto divertido das redes sociais — conta-se depressa.
(NOTA: versão de arquivo pessoal, a primeira publicação ocorreu no Expresso Multimedia, na semana passada).
Tudo começou quando Bruno Amaral, um licenciado em Comunicação Social pelo ISCSP que mantém um dos principais blogs sobre relações públicas (link no final do artigo), lançou uma normalíssima pergunta sobre os livros da Anita aos seus leitores no Twitter: “lembram-se dos livros da anita? que tal “Anita e o Twitter” ou “Anita aprende a usar o delicious” ?
”
As respostas não se fizeram esperar e em poucos minutos estava admitido, num daqueles consensos imponderáveis a que as multidões na Internet conseguem chegar, o hash tag #Anita. Um hash tag é um mecanismo simples e eficaz de seguir um assunto na web. No caso, uma pesquisa por #anita no motor de busca do Twitter cria uma página contendo tudo o que foi escrito sobre ela. É muito usado para agregar as pessoas em eventos. LER CONTINUAÇÃO :.
O Twitter como o barómetro de conteúdo
Este é um guest post da autoria de Ricardo Valfreixo (*) .
Já foi dito que a blogosfera está moribunda. Não vamos “bater mais no ceguinho”. Sim, concordo, subscrevo, até comprei a t-shirt. Mas será que irá acabar? Numa simples palavra: Não!
Os jornais impressos sentiram um sério embate com a massificação da informação disponível online. Mas isso não os impediu (pelo menos uma parte deles) de se manterem a funcionar. Alguns mesmo são referências incontornáveis quando se fala de acesso à informação. E, agora que se massifica o micro-blogging, não pense que o blog na sua forma tradicional está para acabar. Muito pelo contrário. As referências são incontornáveis nem que seja pelo facto de que o micro-blogging é efémero. Ou seja, a mensagem é escrita e fica perdida algures na timeline. É impensável irmos ler todas as mensagens de um determinado utilizador durante o passado ano. Por outro lado, o blogging tradicional cria conteúdo persistente. Mesmo que os editor abandonem o blog, esse conteúdo fica e permanece, indexado, pesquisável e acessível, para referência futura. LER CONTINUAÇÃO :.
#Anita chega ao Expresso (e as twinterviews ao jornalismo português)
Com o título Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português, publiquei há pouco no Expresso um artigo que conta tudo sobre este fenómemo mundial de origem lusa. Mas o artigo é, ele próprio, assinalável (já sei: sou suspeito porque o escrevi
) por duas outras razões (e sim, estou a puxar o lume à minha sardinha):
- contém a primeira twinterview do jornalismo português
- explica em poucas palavras o que são hash tags
Curioso? Não espere pela republicação de arquivo, aqui no C!. Leia já Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português, no Expresso Multimedia.
Nem ficava tudo dito sobre estas eleições sem isto
Nem ficava tudo dito sobre estas eleições sem isto:

(Via Cabrão do pássaro)
Terão os blogs já um sabor bolorento a 2004?
(Este é um guest post da autoria de Raul P. (*)
O @jafurtado é das pessoas mais interessantes que se podem “seguir” na “twittagem” portuguesa. Tenho realmente muita pena de não andar atrás dele (passo a expressão) no Twitter há mais tempo. É informado e informa, actualiza-se, é poliglota e parece devorar tudo o que lhe aparece com qualidade em hipertexto e *.jpg’s: um regalo!
Hoje apresentou-nos esta:
Este artigo perturbou-me um bocado. É simples, curtinho, mas bate como uma chávena de cafeína com água: «E… e se o gajo tem razão?». Será que tem? Eu fiquei um pouco incomodado e atirei logo com o link em IM para alguns conhecidos destas andanças. O Paulo Querido, sendo um deles, reclamou que não tinha tempo para tratar deste assunto e comete pela segunda vez a imprudência de me deixar colocar aqui qualquer coisita.
Admito, o Paul Boutin deixou-me assustado. É que, precisamente, estou para lançar um blog dentro de semanas… Mas vamos por partes.
Eu percebo a ideia de achar que o Google ou o Technorati são tudo, mas querer atirar os blogs para o Webarchive só porque já não aparecem (e ainda bem) nas primeiras linhas de resultados de procura parece-me precipitado, no mínimo.
É sabido que, como tudo, os blogs necessitam de se modernizar e de se adaptar se quiserem sobreviver ou fazer dinheiro. Não é à toa que vemos, mesmo na blogosfera nacional, agregadores, fusões, mais vídeo, fotos, “redesigns“, mudanças de estruturas de duas para três colunas, novos colaboradores, etc., etc., etc. Faz tudo parte de um processo imparável. Para isso, a plataforma WordPress, o Youtube e o Vimeo, o Flickr e o Picasa, entre outros, têm contribuído de forma soberba e em alto estilo. Boutin parece esquecer-se de projectos que pareciam possuir o paradigma de mudança por ele abordado mas que acabaram por resultar, infelizmente, em grandes fracassos, como o Seesmic.
A ideia que tenho é que o blog (ou blogue) poderá representar para nós, para a nossa netperson, o nosso life stream, como bem me lançou o Paulo Querido, o que o Sapo e o Yahoo! representaram aqui há muitos anos atrás para a web inteira: um portal, uma rampa de lançamento; tudo articulado, umas coisas redireccionando para as outras, tudo a mexer! Para o bem e para o mal, a nossa vida ou o que dela quisermos passar aos outros dividida mas com um ponto de partida, uma cara para apresentar.
Para mim faz sentido haver um covil seguro de onde se parte para o resto da caçada. É isso, pelo menos, que vou tentar fazer com a minha nova empreitada. Poderei ser só eu, mas o futuro, que agora é muito breve, o dirá. Ainda bem que a web se vai metamorfoseando e que já não aparecem blogs nas primeiras linhas do Google, mas entradas de Wikipedia e de Youtube. Era o que mais faltava! O blog agora é mais pessoal e / ou profissional, mais específico e orientado para um determinado objectivo.
Isto é absolutamente saudável, é como comer laranjas de manhã: ajuda a uma melhor selecção de base qualitativa, isto é, os bons estão em cima, os maus e / ou os pessoais estão apenas entre o círculo de amigos e aumentam o que alguém neste mesmo blog já apelidou de “efeito comentários 0“.
As pessoas têm mais ferramentas, é certo, muitas delas revolucionárias, como o Twitter, o FriendFeed ou o LinkedIn, mas o blog é apenas mais uma delas e a que ainda mantém de longe o maior estatuto, não é apenas o parente pobre à espera da ostracização. Vejam o que com ele fazem alguns dos grandes jornais internacionais e como eles o utilizam de forma exemplar.
Em última instância, o blog é o elo de ligação entre tudo. Se daqui a uns meses se verificar que, afinal, a provocação do colunista da Wired era razoável, não faz mal, até fico contente. As coisas aqui neste mundo vão sempre para melhor e eu adapto-me. Que remédio!
(AUTOR: Raul P. tem experiência de blogging, é um autor TubarãoEsquilo e tem dedicado particular atenção às restantes plataformas da web social. Tem dado uma boa ajuda editorial no DoMelhor e é um dos twitters portugueses mais experientes (segui-lo aqui) )
UPDATE:
Um mimo! Sigam-no, é um conselho de amigo!

del.icio.us
DoMelhor





Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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