Tuít-o-quem?
Já estou a ouvir os nossos queridos políticos e seus adoráveis seguidores a perguntar: tuí-o-quem? Isso come-se? Quantos milhões de pessoas estão na audiência? Bah, em Portugal as pessoas nem sequer usam a Internet.
Twitter para la transparencia legislativa
La Cámara de Representantes de Estados Unidos y el Senado compiten desde hace tiempo por hacer transparente el proceso legislativo. Una de sus últimas apuestas es publicar en Twitter los registros de su actividad
Como conta Juan Varela no Periodistas 21
O poder viral do Twitter
Já tinha tido um glimpse do poder viral do Twitter num pequeno serviço duplo que lancei (TwitterEspana e TwitterPortugal), mas neste momento podemos assistir em directo ao nascimento de uma estrela na web: o Twittearth.
Há apenas 14 horas, foi lançado pela primeira vez no Twitter o nome do serviço, que é mais um mashup, ou combinação, com informação georeferenciada. Os europeus acordaram para uma nova semana com um “brinquedo” novo e ao longo da manhã o passa-palavra foi aumentando, levando milhares de pessoas a clicar para ver o serviço. Em apenas uma hora, entre as 12:15 e as 13:15, o número de páginas no Google contendo referências ao Twittearth passou de 26 para 967 — contei eu.
Este número vai disparar para os milhares nas próximas horas, à medida que os americanos do Norte e do Sul forem acordando e ligando os seus twitters.
Este espantoso poder viral só tem paralelo na blogosfera. No entanto, o Twitter está a montante da blogosfera: o seu carácter de comunicação instantânea, hiper-rápida (140 caracteres) e ubíqua (podemos twittar de dezenas de maneiras, ligados ou não à Internet) torna-o no meio preferido dos próprios bloggers para seguirem a novidade.
É uma espécie de fonte primordial dos acontecimentos — e uma ferramenta poderosa para os jornalistas, como Portugal pode ver hoje mesmo: o Público tem uma entrevista essencial a Jeff Jarvis, um jornalista que é uma autoridade sobre o jornalismo na era da rede, que foi feita quando este esteve na semana passada em Lisboa, tendo o jornalista sabido dessa estadia através do Twitter e combinado a entrevista depois por e-mail (ler Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas ideias são do público).
Ângelo Granja: novamente, o Twitter enquanto agência noticiosa
Já me tinha sucedido antes, com a morte de Arthur Clarke, voltou a ocorrer esta tarde ter o Twitter enquanto agência noticiosa, ou rádio planetária.
Desta vez, soube do falecimento de Ângelo Granja mesmo um pouco antes de a Lusa emitir o boletim completo, o que aconteceu às 17:36 — não sei se emitiu algum flash antes, tendo em conta a importância da pessoa não é provável.
A publicação de dois posts sobre o assunto assim em jeito de telegramas da Lusa, como acontecia quando o serviço ainda era em telex, com um flash a dar o essencial da notícia e este artigo mais desenvolvido abaixo na sequência, é uma dupla homenagem: ao homem que morreu hoje, e que foi um dos chefes de Redacção emblemáticos dos anos 80, e ao jornalista que me deu a notícia da sua morte pelo Twitter, o António Martins Neves, que entrou para o Diário Popular do Granja na altura em que eu estava a sair.
É uma homenagem a homens dos telexes, da pirâmide invertida e do paradigma da escassez informativa.
Ângelo Granja tinha quase dois metros, um vozeirão ainda pior do que o Acácio Barradas (embora gritasse menos que este) e juntos faziam uma dupla dos diabos, a que se juntavam ainda o Paulo de Carvalho (hoje reformado na Escandinávia, espero) e o António Colaço (não sei dele). Mas aquela dupla mantinha mais ou menos em sentido, para o bem e para o mal, uma Redacção de vedetas, candidatos a vedetas, penduras partidários, grandes jornalistas em formação ou formados, e meia dúzia de jovens promessas como eu, que davam o corpo ao manifesto das 8:00 às 20:00 (com a figura da isenção de horário, foi a primeira vez que tive um salário decente — mas fazíamos horários pornográficos, eu e o Fernando Soares.)
Além de jornalista foi autor de teatro, radialista e e colaborou na escrita para teatro e para marchas populares. Com Francisco Nicholson, foi co-autor da telenovela “Cinzas”, exibida na RTP nos anos 1990. Faleceu hoje em Viana do Castelo. Tinha 67 anos.
5 maneiras de poupar tempo na blogosfera
Muita informação, livre informação é uma benção — mas pode tornar-se um pesadelo. É cada vez mais complicado seguir os assuntos que nos interessam e poupar tempo e atenção, não os desperdiçando em derivados e assuntos marginais, nem na espuma dos dias.
Eis uma lista de cinco dicas para poupar tempo de leitura e tempo de trabalho.
- Delegue o que lhe desagrada. Se lhe desagrada, seguirá de má vontade — uma entropia desnecessária. Há certamente alguém no seu local de trabalho que gosta *disso*, portanto torne essa pessoa feliz atirando-lhe com a responsabilidade do tracking da informação que o enfastia a si.
- Estabeleça prioridades ao nível da máquina. Esta é antiga, mas sempre eficaz. Uma receita infalível? Cá vai: olhe para a sua lista de feeds ou bookmarks e pense em quatro níveis, “fundamental”, “importante”, “pode esperar” e “mas que faz isto aqui?”; em seguida distribua os feeds ou marcas pelos quatro marcadores; e finalmente apague o conteúdo do marcador “mas que faz isto aqui?”.
Não tem nada que agradecer. - Estabeleça MAIS prioridades ao seu nível. Quando está online, ou em horário de trabalho, concentre a atenção na primeira pasta. Olhe para a segunda apenas nas folgas ou quando o trabalho alivia. A terceira — leve para ler em casa, no transporte público (é mais útil que os jornais de ocasião). E acima de tudo não perca tempo com o lixo humano — os trolls e outros parasitas que nos fazem perder imenso tempo a dar-lhes atenção. É bom estar atento ao que dizem os detractores — mas não fique refém deles.
- Sempre que tenha possibilidade, troque os feeds RSS pelo canal Twitter. Como este tem o limite dos 140 caracteres, fica com o sumo de qualquer texto num relance e tendencialmente só clicará para ler os que REALMENTE despertam a atenção. No RSS o seu olhos perdem mais tempo a avaliar o valor do conteúdo.
- O melhor no fim: encontre os filtros humanos! Cada nicho, ou área de interesses, é composto por níveis. Há um grupo, geralmente pequeno, de pessoa que abarcam o nicho, outro grupo mais alargado que o alimenta e debate, e a maioria que por regra acrescenta pouco mais que pontos de vista. Identifique o grupo de topo e confie neles como o seu filtro pessoal. Se eles mencionam um assunto, é porque vale a pena. Assim, não terá de ler tudo. Pense: human RSS
Twitter em Portugal
Este é um guest post da autoria de Alexandre Gamela (*), inserido na Semana do Twitter, aqui no C!.O Twitter é considerado como o serviço online que mais irá crescer este ano, estimando-se que já seja utilizado por cerca de um milhão de utilizadores por todo o mundo. No entanto, a maioria dos portugueses — mesmo aqueles que navegam muito pela net ou usam o seu telemóvel para aceder à web — não o conhecem ou sabem para que é que serve.
O que é o Twitter?
Numa definição simples, o Twitter é uma ferramenta de microblogging; numa versão mais clara, o Twitter é um serviço de mensagens online, que fica entre o instant messaging ou as SMS, e o email. A sua característica mais marcante é o facto de apenas podermos usar 140 caracteres por mensagem. Posto isto, onde é que está a piada do Twitter? LER CONTINUAÇÃO :.
É estranho, ver o nome no El País
Há pouco aconteceu-me algo estranho. Vi o meu nome numa notícia da edição online do El País. Tras los ‘twitteros’ españoles.
Só posso dizer que os jornalistas espanhóis — do El País em particular, mas não só — estão mais atentos do que os portugueses à novidade no meio web: o domínio noticiado está registado apenas desde dia 31 de Março e só no passado fim de semana é que trabalhei no código, tendo entrado em fase beta no domingo. Não anunciei o projecto em lado algum e além do círculo familiar enviei um único mail a alguém cuja opinião respeito, com um pedido de avaliação do projecto.
Ora, o El País obriga-me a antecipar para hoje parte do que tinha prometido anunciar na próxima quinta-feira.
TwitterPortugal, TwitterEspana (que causou a notícia do El País), TwitterFrance e TwitterBrasil são quatro dos projectos em fase de instalação, sendo que o relativo a Espanha é o mais adiantado. Na quinta-feira o TwitterPortugal passará à fase de testes públicos (beta).
Estes projectos têm várias diferenças em relação ao que é hábito em webservices, nomeadamente ao nível do modelo de negócio.
E o que é estranho, afinal? A diferença de atitude entre portugueses e espanhóis — e não me refiro aos jornalistas, que aí é um caso que tem a ver com o atraso das suas publicações em relação aos interesses dos seus públicos. Lidamos mal com o próprio insucesso, deve ser por isso que lidamos mal com o sucesso dos outros.
Exemplos da presença de empresas no Twitter
Como tinha prometido aqui, publico abaixo uma pequena lista de exemplos da presença de empresas no Twitter.
A lista foi elaborada a partir de uma selecção da recolha de José Luis Orihuela para o excelente trabalho Empresas en la red: un inventario de recursos y experiencias, onde tem estes e mais exemplos, não só do uso do Twitter como do emprego de outras ferramentas da web social.
- Activa http://twitter.com/activaonline
- eDreams http://twitter.com/Dreamito
- Expo Zaragoza 2008 http://twitter.com/expozaragoza
- FON http://twitter.com/fonero
- Minube http://twitter.com/minube
- Telefónica http://twitter.com/telefonica
- Terminal A http://twitter.com/TerminalAcom
- Territorio Creativo http://twitter.com/tcreativo
Adenda
Os primeiros comentários foram construtivos, sugerindo exemplos de empresas portuguesas, que decidi passar para aqui:
- Ideias concertadas http://twitter.com/iconcertadas
- Webreakstuff http://twitter.com/webreakstuff
- Netdocs http://twitter.com/netdocs
- Soft Limits http://twitter.com/softlimits


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