Obrigado, Zon
Nós cumprimos a nossa parte. Liguei o aparelho à hora habitual. Ainda vimos 3 ou 4 minutos das “notícias” do prime time: uma repórter a descer umas cordas antes do que suponho ser um concerto rock e um miúdo morto não sei bem onde porque, felizmente, o ecran ficou negro.
E negro se manteve até há instantes. Levantada a mesa, cumpri a minha parte: desliguei o aparelho e liguei os portáteis.
A televisão é que faltou à chamada.
Por mim, quase não dei pela falta. O Pedro não deu de todo (se não formos nós a disparatar sobre os noticiários, ele nem olhava para o aparelho). A Ana ainda falou nisso duas vezes — não dos nossos temas de conversa induzidos pelas “notícias”, que temas de conversa é coisa que abunda neste lar, a minha querida é, é muito apegada às rotinas, sente-lhes a falta.
A Zon é uma grande empresa. Reconhece os hábitos em mudança nos seus clientes e, gentilmente, desliga as emissões. Poupa-se um balúrdio em energia. Sinceramente, nem percebo porque é que as pessoas se queixam tanto da empresa. Ingratos.
Zon: “não resolvemos os problemas dos nossos clientes”
Há pouco fui informado que os blogues da TubarãoEsquilo não estavam a ser vistos pelos clientes Netcabo, ou pelo menos por alguns clientes Netcabo — uma marca tão má que a mudaram para Zon.
É caso para dizer que mudou a marca mas a qualidade do serviço continua a ser a mesma: má, como leremos nos próximos parágrafos.
Após brevíssimas investigações concluí que é um problema de DNS e não atinge apenas os nossos blogues: nenhuma página alojada no datacenter canadiano onde estão a maioria dos blogues da TubarãoEsquilo é vista por clientes da Netcabo há horas, talvez dias. Também o Obvious está sem leitores que tenham o azar de ser clientes dos DNS avariados da Zon.
Dada a arquitectura do protocolo TCP/IP em que assentam as ligações na Internet, o mais provável é que a situação se tenha estendido muito para além de um único datacenter no Canadá. Neste momento os clientes da maquinaria avariada da Zon estarão sem acesso a um número indeterminado de sites e webservices.
Até aqui, nada de extraordinário — não foi por acaso ou embirração que desisti de ser cliente da Netcabo, foi precisamente por estar cansado de uma ligação permanentemente “suja”.
E quem tenha sido cliente da Netcabo ou seja cliente da Zon também não estranhará as próximas linhas, relativas ao telefonema que há pouco fiz para a “assistência” “técnica” da Zon.
Vou-vos poupar ao diálogo e às partes gagas, deixo-vos com o sumo limpinho:
- é preciso o meu número de cliente para o operador se mexer
- só resolvem problemas perante um número de cliente
- não admitiram nenhuma avaria, má intenção ou mau funcionamento na rede Zon
- não há um número de telefone para fazer perguntas simples como “o meus leitores vossos clientes queixam-se que não conseguem aceder aos meus sites; é avaria do DNS ou… outro problema?
- não compete à “assistência” “técnica” da Zon resolver os problemas dos clientes quando são reportados por outra pessoa que não o cliente
Como é natural, além deste desabafo seguirá uma queixa para a Anacom. O mesmo é dizer que a Zon suspira de alívio, bem sei: a Anacom é assim uma espécie de poço sem fundo, no que respeita a queixas. Mas ainda assim, eu sou respeitador e confio nas instituições.


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