A grande equipa vencedora de Queiroz
PauloQuerido Portugal, a jogar em casa, contra a Albânia reduzida a 10 homens, e está de cabeça perdida. É i-n-c-r-i-v-e-l
PauloQuerido 13 minutos para um golo salvador. É o costume. Voltámos ao futebol português pré-Scolari.
PauloQuerido o albaneses, com 10 unidades, à beira de marcar 1 golo em Braga, frente a Ronaldo, Queiroz e Cia
Data: 15 Out 08 22:28 Editor: Paulo Querido Arquivo: tecnologia
Acções
Guardar/partilhar:
del.icio.us
DoMelhor
Assinar publicação:
feed RSS
e-mail diário
newsletter semanal
Debate
10 opiniões no artigo “A grande equipa vencedora de Queiroz”
Deixe a sua opinião
Textos mais recentes
- Lua de Dezembro em 1 de Dezembro de 2008
- Quão alta a Lua em 1 de Dezembro de 2008
- A blogosfera em 2008, por Leonel Vicente em 30 de Novembro de 2008
- Ainda para a série como tirar energia da história, ZZ Top La Granje em 30 de Novembro de 2008
- Rock me baby, rock me all night em 29 de Novembro de 2008
- Girl - You Really Got Me em 29 de Novembro de 2008
- Pessoal e transmissível e… imperdível em 29 de Novembro de 2008
- Caros senhores da “MAPiNET” (act.) em 29 de Novembro de 2008
- Da série this is Portugal: o atraso como instituição em 28 de Novembro de 2008
- À MAPiNET: porque não gostamos de meias verdades em 28 de Novembro de 2008








Siga o feed RSS
Mais do que Queiroz o problema é a falta de inspiração e a insistência no “Vai pr’a linha e cruza”.
Portugal jogou bem e os jogadores esforçaram-se imenso.
Não merecem ser o bode expiatório do despeito dos treinadores de bancada.
Blogue Notas, a falta de inspiração foi um problema, sem dúvida. Eu diria mesmo mais: é um problema crónico das equipas portuguesas.
Fernando, Portugal jogou mal e os jogadores esforçaram-se. É certo que tiveram algum azar. A bola que não entra. Mas a bola que não entra e o azar não explicam, em meu entender, este resultado, nem os resultados da selecção na era Queirós. Não se viu uma ideia, um lance bonito. Eu contei, em todo o jogo, 2 lances de Portugal quew me fizeram arregalar o olho. O resto foi de uma mediocridade confrangedora.
Eles não são o bode expiatório, essa é a missão (última) do seleccionador. Porque eles actuam melhor ou pior não apenas pelo talento e capacidades. Precisam, já nem digo de inspiração (Queirós não inspira uma mosca, não é essa a sua forma de trabalhar), mas de indicações, de incentivos, de liderança e de psicologia.
E ainda estou para saber como é que fomos vice-campeões da Europa sem inspiração!
Paulo, eu até acho que o Scolari sabia mais a dormir do que o Queiroz acordado no que toca aos aspectos psicológicos e motivação dos jogadores.
Também geria superiormente a comunicação com o “mundo exterior”.
Não estou portanto a defender o Queiroz.
O que eu acho é que as pessoas estão justamente a ficar ansiosas e, no caso particular do jogo com a Albania, estão a fazer uma avaliação da prestação da equipa que não é objectiva. Estão a descarregar neste jogo a frustração do conjunto dos jogos.
Há algum tempo que não via a equipa nacional jogar com tanta garra (e azar).
Fernando, hum… concordo nisso da ansiosidade das pessoas, é má conselheira e tolda o enquadramento. Check.
Azar, check (algum).
Tanta garra? Eu diria que a garra mínima para não parecer mal.
Mas nem vou por aí, não me queixo da falta de garra. A garra, contudo, não ganha jogos. Sozinha, não. Não vi ideias, inspiração, condução (a braçadeira em Cristiano? LOL), capacidade de dar a volta. Aos 10 minutos de jogo era evidente que os albaneses tinham conseguido o seu objectivo: resistir ao encaixe inicial e ver se conseguiam evitar que Portugal goleasse.
Aos 15, virei-me aqui em casa e decretei, isto hoje vai correr muito mal. Portugal não tinha criado um único lance decente. Mau prenúncio.
Perto do fim, com Nuno Gomes e aquele rapaz que foi agora para Itália, a coisa melhorou um pouco e em 5 minutos vi 2 lances eficazes de futebol. Daqueles clássicos, mas que raio, dos bons. O Quaresma, que sobretudo quando entra de suplente nunca joga com motivação, desta vez teve-a, para meu espanto e aplauso.
Mas a partir dos 10 mins da 2ª parte já se sabia que só com grande sorte iam lá. E eles, que são experientes, sentiram isso melhor do que nós víamos. O defeito do treinador veio todo ao de cima nesse momento. Queiroz sabe de batidas cardíacas, ritmo e esforço, treino e compensação, sabe de tática — mas não transmite energia nos momentos chave. Não empatiza. Ora, a actual selecção é um selecção mista, com grandes criativos e alguns bons rapazes, mas todos eles muito emocionais, como são os jogadores modernos.
É aí que Queirós está fora de tempo. Ele sabe de futebol como só a elite sabe, mas deixa a desejar no campo da motivação, liderança e empatia emocional. Que num futebol esticado e cientificizado ao máximo ,como é este, são as marcas da diferença.
Os albaneses sabem ler e têm dinheiro para comprar os livros e as cassetes. E o tempo para as estudar. Todas as equipas têm.
Hoje, os jogos ganham-se com o coração.
Quem diria que Paulo Querido era um nome albanês. Está visto que vais dormir feliz com a vergonha de exibição de Portugal, convém é não atirar areia para os olhos das pessoas e recordar que os últimos jogos da era Scolari na qualificação para o Euro 2008 foram exactamente a mesma pasmaceira que vimos hoje.
Enfim… és lampião e basta.
Web Milionário, LOL, 3 enganos em 2 períodos!
É claro que não vou dormir feliz. Nem infeliz. A selecção nacional não tem o poder de me tirar (ou dar) o sono. Gosto de ver futebol e fico-me por aí. Também não usei bandeirinha nacional na era Scolari, uma berbintice todo tamanho, daquelas berbintices tontas que não ofendem, têm até valor em termos de dinâmica social — mas uma berbintic anyway.
Tem um ponto: Scolari mal disfarçava, já, os problemas da equipa portuguesa, agravados quando a selecção perdeu o melhor homem que tinha (Figo). Espero que um dia João Moutinho assuma o papel de capitão. Mas ainda está a aprender, é demasiado novo. Não conto nem um bit com Ronaldo. Sabe jogar bem e marcar q.b., não lhe peço mais nada (e quem pede, está a cometer um erro).
O resto… Basta dizer isto: Hugo Almeida é o ponta de lança desta selecção.
Fiz amigos na Luz, na geração Humberto Coelho/Bento/Carlos Manuel/Diamantino. Mas o meu, digamos, enquadramento familiar clubístico é verde. Se sou alguma coisa, de acordo com os seus parâmetros, sou lagarto, não lampião.
A chave do meu comentário anterior, não quero que lhe escape nada, é o uso da palavra homem aplicado a Figo, em vez de “jogador” ou mesmo da expressão “capitão de equipa”.
«Quem diria que Paulo Querido era um nome albanês. Está visto que vais dormir feliz com a vergonha de exibição de Portugal, convém é não atirar areia para os olhos das pessoas e recordar que os últimos jogos da era Scolari na qualificação para o Euro 2008 foram exactamente a mesma pasmaceira que vimos hoje.»
É verdade que foram. Mas a verdade, verdade, é que o Scolari ganhava (ou acabava por empatar) esses jogos. Não tenho dúvida alguma de que o Scolari jamais perderia aquele jogo contra a Dinamarca. Até podia empatar. Mas jamais perderia. Nunca daquela forma.