A importância do Twitter
Alexandre Gamela aposta “que para o ano aparece um modelo [de telemóvel] com um botão Twitter“, numa entrevista que lhe fizeram sobre o fenómeno do ano.
O Alexandre é um dos jornalistas portugueses melhor informados sobre a web 2.0.
Eu acho a aposta um pouco arriscada — diria dentro de 2 anos, Alexandre
Mas o objectivo dele é curial. Na verdade, está mais do que na hora de os jornalistas prestarem atenção ao Twitter — e não me refiro a fazerem reportagens (embora pudessem começar por aí). Refiro-me a usarem-no profissionalmente. O Twitter é, entre outras coisas, uma fabulosa ferramenta de crowdsourcing — ou, se preferirem uma linguagem mais académica, uma fabulosa ferramenta sociológica.
E é outra coisa. É uma ferramenta global.
Agora, penso que estamos a entrar numa fase de encantamento excessivo. É verdade que é a todos os títulos admirável a quantidade de serviços feitos em cima do Twitter que surgem todas as semanas. É quase como vermos a web a nascer de novo, um laboratório, o Twitter é um micro-aquário onde podemos ver o big bang do efeito de rede e a propagação das suas ondas de choque, a sua evolução entrópica, é uma web à escala.
Mas não é menos verdade que há manifestos exageros. O artigo de Paul Bradshaw The Chinese earthquake and Twitter - crowdsourcing without managers relacionando o Twitter com o terramoto sentido na China fornece um quadro realista. Paul está empolgado, naturalmente (eu também estou) mas tem ali feedback suficiente para uma reflexão sobre os exageros em torno do Twitter.
Dito isto, recomendo uma vez mais — em especial aos leitores que também são jornalistas ou alunos de Comunicação Social — a leitura das respostas do Alexandre, e em especial a número 3, como é que o twitter pode ser usado no jornalismo?
Acções
Guardar/partilhar:
del.icio.us
DoMelhor
EuCurti
Assinar publicação:
feed RSS
e-mail diário
newsletter semanal
Debate
8 opiniões no artigo “A importância do Twitter”
Deixe a sua opinião
Textos mais recentes
- Speedlink em 3 de Julho de 2008
- Caro Primeiro Ministro, concentre-se nisto que é o essencial em 3 de Julho de 2008
- As chaves de São Bento. A ler em 3 de Julho de 2008
- Manuela Ferreira Leite sabe melhor que eu que o TGV e o aeroporto se farão em 3 de Julho de 2008
- Mais consequências do caso do Póvoa online, fechado por providência cautelar em 2 de Julho de 2008
- É a Glória para os Dom Quixotes De La Póvoa (post com brinde) em 1 de Julho de 2008
- É curioso, olhando para o resultado há quem pense precisamente o contrário em 30 de Junho de 2008
- As vantagens do YouTube em 30 de Junho de 2008
- E viva España em 29 de Junho de 2008
- Força, Espanha! em 29 de Junho de 2008




Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista freelancer que publica livros, artigos e também algum código sobre a net e na net. Desde 1989. (
Siga o feed RSS

Por acaso concordo que se tem esticado um pouco a corda com o Twitter (odeio hypes e este é dos poucos de que fui atrás). Mas o que é interessante é que é uma daquelas coisas que se adora ou odeia, e acho que este excesso de informação à volta do mesmo é para arranjar maneira de convencer quem ainda não se interessou por isso. Mantenho a minha aposta em um ano, os japoneses são tweetters ávidos,embora dobre a parada para que seja uma empresa americana a fazer isso.
o link para o artigo mudou entretanto, está aqui: http://onlinejournalismblog.wordpress.com/2008/05/12/twitter-and-the-chinese-earthquake/
viver o tremor de terra com o twitter foi uma experiência alucinante, com muita informação a ser partilhada muito rapidamente de diversos pontos da china. depressa se encontraram pessoas em chengdu que nos davam conta da situação no terreno, partilharam-se links para notícias que iam aparecendo, fotos… se já não fosse fã, tinha ficado.
Demorei algum tempo a deixar que o Twitter se “entranhasse”, mas desde que o comecei a utilizá-lo de forma mais frequente tenho que admitir que é uma ferramenta fantástica e com grandes possibilidades de uso. Claro que não vale a pena fazer disto uma das “grandes invenções do nosso tempo” como muitas vezes acontece às novidades, mas bem usado pode ser bastante útil.
Paulo, aproveito para te deixar de sobreaviso que te vou dar cabo da paciência acerca de uma ideia que tive para usar o Twitter e a sabedoria das multidões, dois tópicos do teu interesse acho eu. Quando tiveres tempo livre para pensar com calma sobre um assunto, diz-me para te pôr ao corrente.
Rapidamente me apercebi das potencialidades do Twitter, muito embora tenha demorado um pouco a usá-lo. Já me tinha inscrito há muito, mas só comecei ontem a explorá-lo por sugestão de alguém conhecido…
[...] do Twitter pelos jornalistas, senão em reportagem, pelo menos como ferramenta de crowdsourcing. O Paulo encanta-se sobretudo com a ubiquidade e com a rapidez de acontecimentos em torno o Twitter,…, “um laboratório, o Twitter é um micro-aquário onde podemos ver o big bang do efeito de [...]
[...] A importância do Twitter - Paulo Querido [...]
Ups, eu a dar uma aula sobre isto e vocês a comentarem
Alexandre, fica apostado: botão T em telemóveis não antes de 2010.
Ana, conheço o feeling. Na década anterior o IRC cumpriu função semelhante, mais limitada naturalmente tanto na extensão como no potencial de publicação (não havia links transparentes nem a “janela” de conversação era ubíqua) no caso de Timor.
Não estou a comparar as ferramentas, atenção. Esta é muito superior ao IRC, é mais versátil.
Bruno, sou todo olhos, venha isso! (Já viste o http://twitterespana.com e o http://twitterportugal.com ? São embriões para mais layers em cima.)
Salgador, qdo sai a famosa entrevista?
CJT, respondi-te no teu blogue. A tua dúvida sobre os 140 caracteres
Boa tarde Paulo Querido
Sou filiado no Google Reader e subsrevi-me no FeedBurner para o meu blogue “Alma Viva” mas nos boletins que recebo apenas são apresentados resumos com algumas linhas dos posts que lá coloco. Prefiro receber os posts por inteiro como são mostrados no seu boletim “Certamente”.
Assim, peço-lhe ajuda. Como fez para que nos seus boletins os posts sejam apresentados por inteiro?
Antecipadamente grato
Rui Moio