Microsoft: que futuro depois de falhar a aquisição do Yahoo?
A Microsoft falhou a aquisição do Yahoo. A questão agora é: qual o seu futuro?
Steve Ballmer comprometeu o futuro da empresa por uma mera questão de dinheiro. O Yahoo abriu a boca, compreendendo — e fazendo compreender àquelas cabeças duras — que lá por estar atrás da Google, não é propriamente um gigante abatido. Tem muito por onde fazer bem feito, a web em movimento de expansão está longe de esgotada.
A Microsoft, pelo contrário, não consegue passar do papel de fraca imitadora dos modelos de negócio criados por outros. Continua a confiar a sua capacidade a um paradigma em vias de extinção: o de que os utilizadores se confinam ao que o seu sistema operativo lhes propõe. Todos os webservices que lança assentam na relação com a sua base de clientes.
Isto em si mesmo não é mau, pelo contrário. É bom trabalho, pelo menos manter a clientela, evitar rupturas dramáticas.
Mas é um exercício limitador. Não há crescimento nem expansão para as novas áreas de negócio da web.
Sem o Yahoo, com a sua colossal base de clientes, a sua boa imagem e a sua extraordinária capacidade tecnológica e criativa, a Microsoft não tem por onde se virar.
Fico a aguardar com expectativa os próximos passos.
(Nota: os mainstream media portugueses não foram capazes de acompanhar em tempo útil a evolução deste assunto, apesar da sua importância. Ficaram-se pelas fontes tradicionais, o que foi um erro: meia hora antes de eu saber — e eu soube tarde, ontem foi um sábado um tanto relaxado — que Ballmer desistia, a Lusa tinha um despacho inacreditável, onde dizia que as “negociações prosseguiam em silêncio”. Este despacho estava a sair automaticamente nos jornais nacionais, entre eles o Expresso, já depois de o mundo saber que as negociações tinham estoirado horas antes e de dezenas de blogues estaram a discutir os pormenores da notícia. Basta seguir as boas fontes, mesmo jornalísticas, para isto não acontecer. O mundo mudou, a velocidade mudou.)
Acções
Guardar/partilhar:
del.icio.us
DoMelhor
EuCurti
Assinar publicação:
feed RSS
e-mail diário
newsletter semanal
Debate
2 opiniões no artigo “Microsoft: que futuro depois de falhar a aquisição do Yahoo?”
Deixe a sua opinião
Textos mais recentes
- Speedlink em 3 de Julho de 2008
- Caro Primeiro Ministro, concentre-se nisto que é o essencial em 3 de Julho de 2008
- As chaves de São Bento. A ler em 3 de Julho de 2008
- Manuela Ferreira Leite sabe melhor que eu que o TGV e o aeroporto se farão em 3 de Julho de 2008
- Mais consequências do caso do Póvoa online, fechado por providência cautelar em 2 de Julho de 2008
- É a Glória para os Dom Quixotes De La Póvoa (post com brinde) em 1 de Julho de 2008
- É curioso, olhando para o resultado há quem pense precisamente o contrário em 30 de Junho de 2008
- As vantagens do YouTube em 30 de Junho de 2008
- E viva España em 29 de Junho de 2008
- Força, Espanha! em 29 de Junho de 2008




Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista freelancer que publica livros, artigos e também algum código sobre a net e na net. Desde 1989. (
Siga o feed RSS

fala-se na compra da AOL. É muito mais barata, a Time-Warner deve estar ansiosa em ver-se livre de um peso adormecido, resultariam menos aplicações redundantes e… tem uma cultura corporativa menos hostil (e orgulhosa) a uma aquisição por parte da MS. Pessoalmente ainda acho que é possivel à MS crescer organicamente sem estas aquisições astronómicas. Mas ela precisa de acelerar essa “revolução cultural” interna que iniciou recentemente.
A AOL? Não foi a AOL a primeira aliada do google e hoje o netscape remete para o firefox e flock. Duvido.
Quanto à MS, o Windows Vista irrita!