Nem mais um snapshot neste computador (act)
Acabo de desligar a visualização de snapshots no meu browser. Esgotou-se-me a paciência. Deixei de seguir umas boas centenas de links ultimamente graças a essa praga. Ou por outra, à praga do mau uso de uma excelente ferramenta.
Os snapshots são pequenas janelas que nos revelam graficamente o aspecto da página que está hiperligada. A ideia é excelente — e tão excelente que é, que fez escola e abriu caminho aos serviços de apresentação local de conteúdos remotos.
O conceito é simples: basta copiar para o nosso template um pequeno código e a partir daí cada link que fizermos, uma vez passado o rato por cima, exibe a página ligada.
O problema é o ruído. Eu simplesmente odeio ter de levar com uma página sempre que mexo o rato, intencionalmente ou ao acaso. Devo mesmo dizer, ao cuidado de quem tenha instalado ou pretenda instalar um desses serviços (o mais comum é o Snap), que deixei de visitar alguns blogues por causa do excesso de ruído provocado pelo (mau) uso dos snapshots. Embirro. Calculo que não seja o único.
Ora, a tecnologia em si está impecável. Não é obrigatório impor ao nosso leitor um snapshot em cada link. Ela permite um uso judicioso, nomeadamente colocando o snapshot opcional. Não vejo é praticamente ninguém usar isso.
Salva-se o TechCrunch — aqui apontado como o bom exemplo.
No TechCrunch os links internos não têm snapshot. E os links externos apresentam ao lado um pequeno balão, que não prejudica a leitura. Assim, eu — o leitor — sabe que pode ver só o link (o mouse-over permite ver o endereço hiperligado, uma informação essencial para eu decidir se clico e avaliar o que estou a ler) sem ter de abrir a irritante janela que impede a leitura do artigo. Ou desloca o rato uns milimetros e abre a janela se efectivamente quiser ver o que está do outro lado, comodamente. Como se pode observar nesta imagem. O nome Pageflakes tem link sem o snapshop, que é observável a partir do balão, como no caso de Dan Cohen; e o termo angry, que se refere a uma página interna, não tem balão.
Actualizado: o Paulo Freixinho mostra no seu blogue diário como tornar o uso do Snapshot menos irritante.
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11 opiniões no artigo “Nem mais um snapshot neste computador (act)”
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Podes desactivar o Snap preview para sempre no teu browser: http://www.snap.com/snapshots_faq.php?disable_spa=1
E repara que o Apture faz o mesmo, mas podes definir que não faz isso no mouse-over, mas sim on-click. Se reparaste no beta test da BBC News com o Apture, também eles, e bem, optaram pela opção on click, e não mouse over.
P: o spanshots não permite configurar tb p ser on-click?
Francisco, sei que posso, mas não gosto de desactivar nada. Posso, pelo menos, tentar chamar a atenção das pessoas para o uso correcto dos utensílios.
Ricardo, ainda não explorei devidamente o Apture, que é fantabuloso. Falou-se tanto no outro dia do Ubiquity — pois eu acho que enquanto tecnologia shift, de mudança, o Apture tem um potencial imediato bastante superior ao Ubiquity, que tem muito para andar e não se sabe exactamente para onde.
Vou ver dessa opção de on click, que é mais conforme com os meus gostos. Deverei é mudar a identificação visual dos links. No problem.
Essas funcionalidades são extremamente intrusivas, além de acrescentarem ruído visual como diz. Aliás, para mim, são pouco mais que inúteis, já que o que me interessa quando sigo um link é a promessa de conteúdos relevantes para mim, e não tanto a aparência da página.
Foi quando elas começaram a surgir por todo o lado que decidi começar a usar o noscript de modo efectivo, e não pela publicidade, que desde que não tenha movimento nem som não me incomoda.
P.S: desculpas pela menção ao noscript, sei que muitos bloggers o consideram como o braço direito da besta. :p
Pedro, de acordo, o seu uso corrente é eu diria inadissivelmente intrusivo. Tanto mais que se pode tirar grande partido delas sem correr risco de irritar os leitores que, como você e eu, não gostam de ser castigados com ruído.
Também de acordo quanto à publicidade. Hoje há um verdadeiro ABUSO do som no mouseover por parte de alguns trogloditas da publicidade na web social, em geral portugueses, veja-se lá. Nos media americanos a publicidade audiovisual em regra precisa de uma acção do leitor, aou fica quietinha no seu canto. Na pior das hipóteses, tem um botão de desligar — nem a isso os nossos portentosos criativos tugas nos dão direito.
Resultado: vou bloqueando essas campanhas nos meus sites (o que é inglório porque eles andam sempr a mudar os URL, uam prova das suas belíssimas intenções para com a comunidade de publishers e leitores…) e fico com a pior das ideias acerca do respectivo anunciante, que vai logo para a minha lista de “este não tem respeito pelos seus clientes”.
Não considero o noscript uma besta
Tento que os meus conteúdos sejam servidos em tantas alternativas que qualquer leitor lhes possa aceder, seja com que tecnologia Internet for. Penso que só me falta injectar os artigos nos newsgroups! ehehe.
(ena, uma oportunidade para me armar em bom e fingir que percebo disto)
Estou solidário com o Paulo e todos os que odeiam solenemente o Snapshots, essa invenção do demo.
Tenho o Apture instalado há uns mesitos e gosto muito. Além da tal opção “só vês se clicares em cima”, que é fácil de ligar, tem imensas possibilidade em termos de conteúdo.
Exemplo: eu armo-me imenso aos cucos a escrever sobre cinema. Como os leitores podem não conhecer os filmes, séries ou nomes de actores, plim! Link para o trailer, ou para a bio na Wikipédia ou no IMDB.
Um pena: não descobri se é possível linkar automáticamente para a Wikipédia em português.
Como eu sou um tótó tecnológico - há mesmo quem diga que estrago tudo aquilo em que mexo - se alguém souber de alguma capacidade do Apture que eu não esteja a utilizar digam.
Ps: eu tenho uma utilização noveaux-riche do Apture, ou seja, tenho consciência de que abuso dos links por tudo e por nada. Imagino que passe com o tempo
Mr. Steed, não vi lá possibilidade de linkar logo a wikipedia pt. Mas eu retirei o link automático: prefiro usar o Apture deliberadamente.
Isso dos totós tecnológicos… Eu percebo-te (também sou um totó tecnológico, pois que me comparo é com os gajos que admiro). Mas conheço alguns auto-intitulados geeks, ou que fazem parte de listas e portais deles, que não têm a tua capacidade de lidar com as ferramentas.
E sim — com o tempo isso passa-te!
Olá Paulo Querido!
Pronto… já tornei o meu Snap menos irritante…
bem ao jeito do TechCrunch!…
Não conhecia o Apture, assim que arranjar um tempinho vou passar por lá par ver como é!…
Um abraço e obrigado pela inspiração para o post diário de hoje!
Um abraço!
Concordo que muitos sites usam e abusam do Snapshots causando um imenso ruído. No entanto se bem utilizado acho que pode ser uma ferramenta muito útil.
No meu caso gosto particularmente da ligações à Wikipedia (que aparecem identificadas com um W dentro do balão) e que permitem logo fazer uma leitura rápida do conceito a ser descrito.
[...] Alertado pelo Paulo Querido para a utilização nem sempre muito correcta do Snapshots decidi ir verificar quais as configurações que estava a utilizar nesta ferramenta. Já usava os Snapshots desde o início deste blog e nunca mais lhes mexi nas configurações. Felizmente graças aos (sábios) conselhos do Pedro Santos já usava esta ferramenta de uma forma que causa pouco ruído. [...]