O falso holograma da CNN
Está a dar que falar, o meu artigo no Expresso digital sobre o falso holograma da CNN. A história conta-se em poucas palavras e recomendo a leitura do artigo antes que ele aqui venha parar aos arquivos. Está aqui.
Escrevi-o de manhã e passei a tarde toda off-line. Há pouco dei-me conta do sucesso — e fui investigar, porque não achava suposto um artigo que me pareceu normal despertar uma atenção anormal. Já percebi a razão de tantos hits — mas vou deixar aos leitores mais atrevidos a tarefa de explicar porque é que o artigo se saiu tão bem, em menos de 12 horas, e vai continuar. E não: a pista do DoMelhor é fria, pois que só lá submeti o artigo perto da meia noite.
Acções
Guardar/partilhar:
Twitter
delicious.com
DoMelhor
Assinar publicação:
feed RSS
e-mail diário
newsletter semanal
Tweets
Debate
5 opiniões no artigo “O falso holograma da CNN”
Deixe a sua opinião
Textos mais recentes
- Wikipedia recolhe 4,3 milhões em donativos numa semana em 6 de Janeiro de 2009
- Homenagem a um primeiro andar em 3 de Janeiro de 2009
- As leis da lógica em 1 de Janeiro de 2009
- O tarólogo em 1 de Janeiro de 2009
- Os 5 posts mais populares de 2008 em 31 de Dezembro de 2008
- Medo, PSD. Medo em 31 de Dezembro de 2008
- O melhor (e mais bonito) blog de 2008? em 31 de Dezembro de 2008
- Pacheco tem toda a razão em 30 de Dezembro de 2008
- Sabe por quanto se vende o seu perfil na Internet? em 27 de Dezembro de 2008
- Blogs que muito me deram em 2008 em 27 de Dezembro de 2008






Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
Siga o feed RSS
Uma leitura relacionada, mais crítica, com que me deparei:
http://news.cnet.com/stop-the-insanity-cnns-hologram-was-horrendous/?part=rss&subj=news&tag=2547-1_3-0-5
«Sorry, but I think that if you believe that, it’s time for you to stop drinking Wolf Blitzer’s Kool-Aid.
Nothing about the CNN “hologram” made sense. Part of the value of sending reporters to different areas to cover what’s going on is to allow viewers to look beyond the onscreen reporter, and see the raucous environment. And it also affords the reporter the opportunity to walk around and show viewers some of the visual highlights at the event.
But with the help of its “hologram,” CNN destroyed the value in sending a reporter, and instead made it, in the paraphrased words of Wolf Blitzer, “a more intimate setting” for the interview that eliminated all the noisy people that would have been standing behind her.
Spoken like a true apologist.»
Aquilo tem assim um arzinho de “second live”…
manipular um pouco a realidade é a grande tentação
Agora que voltei a ver a cena e pensei um pouco, tenho que concordar que não foi nada um holograma.
E em muita opinião para ser holograma nem precisa nada de ter a ver lasers (cf. lazers nas notas de euro, cartões de crédito, caixas de software).
Na verdade estou razoávelmente certo que foi apenas um uso muito sofisticado da velhinha técnica de “CromaKey”.
A minha opinião vale o que vale, mas tenho experiência de trabalhar com hologramas (de lasers…) e sou Físico.
Dando nisso razão ao Paulo Q. discordo que não seja grave.
Qual a causa do público ter batido palmas, se não estava a ver nada?
José Simões
Jose Simoes, eu próprio tenho hoje uma visão diferente sobre a gravidade da situação. Na altura dei mais importância ao golpe da CNN, que conseguiu uma boa dose de atenção para si própria na noite eleitoral. À medida que o tempo passa, porém, fica só a palavra “golpe”. E não é bonito não senhor.
“Qual a causa do público ter batido palmas, se não estava a ver nada?”
Esta é fácil. Vá a um estúdio de televisão quando estão a gravar um programa ou em directo. A audiência local NADA tem a ver com a audiência na televisão. Pelo contrário, faz parte do show. Reage aos estímulos locais. Nalguns casos, é mesmo orquestrada.
Bastaria mostrarem, nos ecrans do estúdio, a imagem do “sucesso” do “holograma”, como os milhões o estavam a ver “lá fora”, para “cá dentro” as pessoas desatarem a aplaudir-se a si próprias, sentindo aquilo como uma vitória pessoal.