O que é realmente interessante na internacionalização do Sapo
Com a abertura do Sapo Cabo Verde, sobre cujo lançamento não publiquei uma linha na semana passada por compromisso, o Sapo dá o primeiro passo no sentido da internacionalização.
O percurso levará a marca em seguida ao mercado natural, constituído pelos outros países africanos de expressão portuguesa, e Abílio Martins sabe melhor que eu que embora Moçambique esteja quiçá mais desenvolvido no sentido da Internet, o dinheiro de Angola coloca este país como o alvo que se segue aos “testes” caboverdeanos.
Mas — parafraseando o director técnico do Sapo, não acho interessante debater nem as razões nem os objectivos, alguém o fará por mim, “vou só falar de tecnologia“.
E falar de tecnologia não é falar: é reproduzir uma frase do, e recomendar expressamente a leitura do artigo do director técnico do Sapo, Celso Martinho, Booting up sapo.cv:
Fica aqui o testemunho de que é possível construir uma arquitetura de um Portal Web completamente distribuída, modular, reutilizável e flexível com produtos Opensource e prata da casa. Não se assustem nem se deixem levar à primeira pelos discursos dramáticos dos consultores e dos fabricantes (so called carrier-grade).
O artigo explica o que andaram a fazer os “sapos” nos últimos anos e, embora seja fundamentalmente um artigo técnico, permite mesmo a um leigo apanhar o essencial do que eles têm feito e compreender a excelência do que está feito, no contexto da Internet moderna.
Isto sim, é o que realmente é interessante na internacionalização do Sapo. A forma como a equipa liderada pelo Celso enfrenta os desafios, resolvendo-os em regra com soluções técnicas próprias assente em produtos de código aberto, sem recurso às soluções fechadas cujos orçamentos podem fazer toda a diferença entre ir a jogo ou ficar em casa na hora de apostar.
Afinal, é a vocação de sempre do Sapo: uma estrutura técnica capaz de poupar dinheiro ao seu proprietário. No tráfego mas não só.
Nota: alguns blogues da TubarãoEsquilo já estão a usar para servidor de páginas o Lighttpd, uma solução realmente mais eficaz que o Apache quando precisamos de capacidade de carga. C! ainda não está migrado, mas sê-lo-á em breve.
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Acho a internacionalização do SAPO para África muito interessante e de relevo. Mas gostava de ver a seguir uma coisa mais à séria, nomeadamente o mercado brasileiro.
A PT tem 29% do UOL, gostava de ver o SAPO nesse mercado.
Paulo apenas uma chamada de atenção a essa nota. O lighttpd é realmente mais eficaz do que o apache com conteúdo estático, com conteúdo dinamico o apache continua a usar menos recursos e a ser mais rápido.
Se calhar essa instalação precisa é de uns tweaks para aguentar a “carga”.
Eduardo, essa informação é antiga, para não dizer errónea. O lighttpd com o FastCGI pede meças ao Apache, para não dizer que o come completamente, e não vamos falar de memory leak. Ainda é cedo para dar feedback meu sobre isto, o lighttpd que ternho ainda não fez uma prova de fogo, mas tudo o que li aponta no sentido de dar um banho ao Apache no quer respeita ao consumo de RAM.
Quant ao tweaking do apache + mysql, já perdi tempo demais com isso. Desafio-te a veres o meu httpd.conf e my.cnf e a fazeres os melhoramentos que entenderes. And I mean it
Tens o meu email, envia isso, terei todo o gosto em ajudar
qq dia vêm bater-me à porta… é que sou dono do sapo.es há muitos anos, lol.
O Sapo.es é um Serviço de APOntadores de OPOrtunidades ESpeciais.
Ora, Jose Augusto, na altura vende-lhes o domínio — mas prepare-se para ser explorado
Sinceramente acho interessante, mas enquanto continuar com o Sapo cá de casa a cair vou torcer o nariz, primeiro cá depois lá. Eu sei que foi só um portal mas mesmo assim.
PS: Paulo o meu guest post foi do ano passado? Não consto da lista ali do lado :S