Pacheco Pereira “revela” a estratégia

Pacheco Pereira “revela” a sua estratégia comunicacional: depois de dar corda a Manuela Ferreira Leite, disparata sobre a blogofera e os comentários. Dá-lhes o assunto a que eles não resistem — eles próprios — para dar folga à presidente no “regresso”.
Básico — e por isso com boas hipóteses de sucesso, essa é que é essa.
Como nota um leitor do AspirinaB (onde há pouco soube disto, num desafio tão bem colocado quanto escassas as hipóteses de ser respondido), “toda a gente muda de ideias com a maturidade, mas pouca gente muda de instintos“.

Nota: por lapso, este post ficou na secção tecnologia. Quando reparei, ia a tempo de emendar — mas decidi não o fazer. Afinal, é de um uso de tecnologia que se trata aqui. A tecnologia da comunicação, por um dos seus profissionais, ao serviço de um projecto de poder político.

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30 opiniões no artigo “Pacheco Pereira “revela” a estratégia”

    1 Américo M Silva em 13 Set 08 13:23

    Ou muito me engano ou estais todos a atirar ao lago, a der tiros na água!

    Acho que muito se insurgiram contra os comentários do Pacheco Pereira, porque se querem por em bicos de pés. Ou seja, adorariam que os comentários lhe fossem pessoal dirigidos. E como tal auto alinham-se como alvos das criticas, assim, teriam e alguma importância e acutilância o que os levaria sair da modorra dos seu dias! Será?

    o PQ saberá melhor que ninguém do que falo, dada a sua experiência.

    2 Valupi em 13 Set 08 23:04

    Bem visto, Paulo. O que me interessou na questão, mais do que o contexto, foi o pretexto: apontar para a perversidade do seu discurso. Quanto a ter resposta, eu não me daria resposta, caso estivesse no seu lugar. Obviamente.

    3 Praça da República » O desespero de Pacheco Pereira em 14 Set 08 00:19

    [...] (ler: Pacheco Pereira “revela” a estratégia [...]

    4 Paulo Querido em 14 Set 08 00:47

    Caro Américo Silva, muito se engana. E eu sei melhor do que ninguém do que falo, dada a minha experiência.

    Valupi, eu percebi-te bem: apontar a perversidade. Faz parte dela não responder à sua desmontagem — é dos livros.

    Como sempre digo, o azar é não queimarem os livros a tempo: mais gente os lê.

    5 Pedro Gustavo em 14 Set 08 13:03

    E eu sei melhor do que ninguém do que falo, dada a minha experiência.” @Paulo Querido

    Mesmo melhor do que ninguém? Uau Are U the number One?

    Imagino que sim, a julgar pela audiência do seu blog e pela representatividade dos seus livros.

    6 Desafio ao Pacheco Pereira - III at Aspirina B em 14 Set 08 14:55

    [...] Querido aproveitou o caso e fez uma pertinente observação. Publicado por Valupi às 14:55 em Valupi. Feed for this Entry Trackback [...]

    7 Gilles P. em 14 Set 08 17:57

    Pacheco Pereira não é um profissional da comunicação. É verdade que a vida dele quase que se resume aos palcos mediáticos: jornais, rádios, TV’s, blogues, nenhum lhe escapa. Mas profissional da comunicação é outra coisa. Um profissional da comunicação visa usar a arte de persuadir para transformar as opiniões e as atitudes das pessoas, utilizando a comunicação e a informação como ferramenta. É nisso que consiste a sua profissão e a sua fonte de sustento. Vendo bem as coisas é exactamente isso que faz Pacheco Pereira. Eu até arriscaria agora dizer, contrariando totalmente a minha primeira frase, que, em Portugal, JPP é o maior profissional de comunicação.

    8 Paulo Querido em 14 Set 08 18:38

    “Um profissional da comunicação visa usar a arte de persuadir para transformar as opiniões e as atitudes das pessoas, utilizando a comunicação e a informação como ferramenta. É nisso que consiste a sua profissão e a sua fonte de sustento”

    Tirando o uso da palavra arte, a sua afirmação assenta com total justeza em Pacheco Pereira.

    Uma ressalva apenas: apesar de ser uma fonte de sustento, penso não ser nem a única nem a principal. Mas sobre isso não temos muita informação.

    9 Paulo Querido em 14 Set 08 18:39

    Pedro Gustavo, se não é capaz de ver a ironia da minha frase, problema seu.

    10 Paulo Querido em 14 Set 08 18:44

    Pedro Gustavo, já agora, tem alguma ideia da audiência do meu blog e da representatividade dos meus livros?
    No primeiro caso, espero bem que não — ou terei de tomar medidas com a Google: os número não são tornados públicos faz o seu tempo.
    No segundo caso, estou muito curioso: não faço a mínima ideia sobre se os meus livros são considerados muito, pouco ou nada rewpresentativos, e em que camadas da população isso acontece. Nem sabia que existiam estudos. A agência de comunicação que lhe paga para fazer comentários anónimos nos blogues pelos vistos tem números, boa. Estou disposto a pagar por isso. Mande-me um mail.

    11 Pedro Gustavo em 14 Set 08 20:15

    Oh PQ, que engraçado acusa-me de não ver a ironia na sua frase e faz exactamente o mesmo ;-)

    12 Pedro Gustavo em 14 Set 08 20:30

    Boa Acha então o Paulo Querido que uma agência de informação me paga para escrever comentários no seu blog e que a minha identidade é anónima, LOL

    De facto apanhou-me o Paulo Querido é uma entidade perigosa e por isso é um alvo a desacreditar!

    Quanto ao resto e tendo o PQ escrito uns livros sobre tecnologia, seguramente, saberá que na Internet há muita, muita informação ;-)

    Tanto quanto sei a iWeb é uma empresa idónea!

    13 Paulo Querido em 14 Set 08 21:46

    Caro Pedro Gustavo, eu fiquei a saber que as agências de comunicação pagavam a anónimos para escreverem comentários em blogues — em geral, e não no meu em particular, mas suponho que sendo este espaço um, digamos, espaço igual aos outros, também aqui se praticará essa profissão.

    Eu não sou uma entidade perigosa, mas sou um alvo a desacreditar — também não há dúvidas sobre isso e uma vez sabe onde procurar a informação que há na Internet, procure essa também.

    Quanto ao resto — já respondeu: ignora em absoluto qualquer dado.

    Mas num ponto concordo consigo: a iWeb é uma empresa idónea e mais, é uma empresa que eu recomendo, como cliente que dela sou há um ano. Só não percebi o contexto em que ela aparece aqui.

    14 Gilles P. em 14 Set 08 21:58

    O equivoco de JPP é julgar que os profissionais da comunicação se restringem àqueles que trabalham nas agências. Mais: esses profissionais são uns perversos maldosos. Ou então Pacheco está com receio da concorrência que esses profissionais lhe estão a fazer. Se calhar é mais isto. No fundo, JPP sabe bem que ele próprio e esses profissionais jogam no mesmo tabuleiro. Bem vistas as coisas JPP não está equivocado. De facto era um equívoco demasiado básico.

    15 Paulo Querido em 14 Set 08 22:04

    Gilles, o que o faz pensar que JPP e as agências de comunicação jogam no mesmo tabuleiro? Tanto quanto eu consigo ver, não jogam: as agências concorrem abertamente no mercado.

    16 Gilles P. em 14 Set 08 22:16

    É verdade. São de facto tabuleiros diferentes. Mas o fim é o mesmo: exercer uma influência positiva sobre as decisões acerca dos conteúdos. JPP tem receio que as agências desempenhem esse desígnio melhor que ele. È isso que o apoquenta: que possa ser dispensável.

    17 Pedro Gustavo em 14 Set 08 22:33

    caro PQ,

    a iWeb aparece por causa da sua afirmação: “No primeiro caso, espero bem que não — ou terei de tomar medidas com a Google” ,mas se não percebeu o contexto em que ela apareceu, como especialista em tecnologia, devia ter percebido.

    Pois, esses dados podiam sair da iWeb ou de outro lado qualquer. ;-) por isso, não percebi a referência ao à Google!

    A iWeb é idónea tal como seria a NFSI, certo?

    18 Paulo Querido em 14 Set 08 22:46

    Caro Pedro Gustavo, deixe-se de rodriguinhos. Fez um julgamento sobre a audiência do meu blogue. Eu contrapus que você não faz ideia qual é essa audiência. Cada frase que diz confirma a sua ignorância sobre o assunto. Você cuspiu para o ar, agora cai-lhe em cima. Acontece.

    Está a rodear a questão e a intrigalhar: esses dados não estão na iWeb, como não estariam na NFSI. Se percebe alguma coisa disto, diga aos leitores o que poderia ver nos gráficos da iWeb (ou da NFSI, se esta os elaborasse).

    Gilles, eu diria frio, frio ;)

    19 Pedro Gustavo em 14 Set 08 23:00

    Posso explicar a si e aos leitores, esses gráficos que fala são elaborados ou em tempo real por aplicações, ou então dos logs dos servidores Web no seu caso Apache! (Apache/2.2.3)

    Qualquer servidor tem os dados dos acessos, a não ser que se desliguem os logs ;-)

    20 Paulo Querido em 14 Set 08 23:02

    Pedro Gustavo, continue, continue, faça favor, por quem é. Diga lá, então, qual é a audiência do Certamente!

    21 Pedro Gustavo em 14 Set 08 23:04

    Nesses dados está muita coisa:

    A origem do pedido o browser e o Sistema Operativo do cliente, a página de onde vem, os bytes transferidos, etc!

    Depois podem sem tratados e vê-se o tempo que navegou, a página por onde saiu e por aí fora!

    22 Paulo Querido em 14 Set 08 23:09

    Pedro Gustavo, acho que não compreendeu ainda a minha questão. Você fez um comentário sobre a audiência do Certamente! Eu afirmei que, a menos que tivesse assaltado a Google, você ignora em absoluto qual é essa audiência e pedi-lhe que informasse os leitores sobre essa audiência.
    O Pedro está a descrever o processo de recolha de dados de tráfego de um servidor, um qualquer servidor — e não os dados que possui sobre a audiência do Certamente.

    Assim, não saímos daqui: você não tem um dado que seja para sustentar o seu comentário sobre as minhas alegadas audiências ou a representatividade dos meus livros (infelizmente neste caso, que até eu agradecia).

    23 Gilles P. em 14 Set 08 23:14

    “Pacheco Pereira “revela” a sua estratégia comunicacional: depois de dar corda a Manuela Ferreira Leite, disparata sobre a blogofera e os comentários. Dá-lhes o assunto a que eles não resistem — eles próprios — para dar folga à presidente no “regresso”.”

    Concordo com isto. Mas a blogosfera não representa mais do que 2% do eleitorado. Não é na blogosfera que se ganham eleições.

    24 Paulo Querido em 14 Set 08 23:29

    Gilles P., não pondo em causa a sua afirmação final, porque diz que a blogosfera não representa mais de 2% do eleitorado?

    Temos por alto 8,7 milhões de eleitores, isso daria 174.000 pessoas na blogosfera, são estes os seus números?

    25 Pedro Gustavo em 14 Set 08 23:54

    “Certamanete” o OpenX dará grandes números ;-)

    26 Paulo Querido em 14 Set 08 23:56

    Pedro Gustavo, continuamos na mesma. Não responde nem admite a bravata. Tudo bem. Adeus.

    27 Deadbeat em 15 Set 08 12:15

    Em Portugal a blogosfera politica não tem 174.000 leitores. Nem metade. O blogue mais frequentado tem 4000 visitas diárias. Por isso, por mais contas que se façam nunca se chegará um número desses.

    28 Paulo Querido em 15 Set 08 12:24

    DeadBeat: defina “blogosfera política” — nem que seja por amostra de alguns dos nós que a comporão. Suspeito que não estamos a pensar no mesmo.
    Depois, diga-me qual é o blogue mais visitado (da política? Da sua política? de toda a blogosfera lusa? Só da que você conhece?). Uma vez mais, suspeito que não temos o mesmo em mente, longe disso.
    Depois, explique-me o que acha do impacto da blogosfera política (mesmo da sua, que me parece ser a mais pequenina) na sociedade portuguesa. E se puder relacionar isso com os números (ou a falta deles) aqui atirados para a frente, melhor.

    Não veja nas minhas interrogações mais do que curiosidade genuína, por favor.

    29 Deadbeat em 15 Set 08 14:26

    Claro que é difícil catalogar os blogues. Mas há blogues que de politico não tem absolutamente nada. Exemplo: E deus criou a mulher. Blogues com cariz politico: Arrastão, Atlântico, Blasfémias, 31 Armada, 5dias, abrupto,etc. O mais visitado ao que julgo saber é o blasfémias. Obviamente só me refiro à blogosfera lusa.

    O impacto da Blogosfera politica na sociedade portuguesa é reduzidíssimo. A não ser quando os mass media recorrem aos blolgues como fonte noticiosa. Só aí é que a coisa muda de figura.

    30 Paulo Querido em 15 Set 08 16:06

    Deadbeat, thanks.

    Discordo de si em 2 pontos. Não reduzo a capacidade impactante apenas aos blogues de cariz político na medida em que milhares de blogues “não políticos” servem de retransmissores, com mais ou menos valor adicionado, das opiniões mestras dos blogues de cariz eminentemente político. A blogosfera não é um meio de comunicação emissor-receptores, mas sim conversacional e viral.
    Segundo ponto, os leitores do Blasfémias não correspondem à totalidade dos leitores da blogosfera política. Se não podemos simplemente somar os leitores do Arrastão aos do Blasfémias, porque há uma parte comum, também não podemos pensar num “core” de leitores que lê toda a blogosfera política tal como a balizou / balizamos.

    Até aqui nem sai da blogosfera — isto é, estou a pensar e a falar do seu impacto directo na sociedade. De acordo que ele é reduzido. A discussão está no quão reduzido.

    Mas todos sabemos que a blogosfera tem impactos directos nos media. Ainda há minutos um amigo me dizia, triste, que uma revista tinha reproduzido um artigo dele com o link. Ora, 1 link numa revista não significa absolutamente NENHUM retorno para ele. Mas o artigo dele TEVE impacto económico mensurável na revista (contas simples: cada página de jornal/revista custa x a produzir e aquela saiu de borla).

    Da mesma forma, a opinião publicada nos blogues tem impacto mensurável na opinião publicada nos jornais.

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