Secção economia

O negócio dos links. No Público

o negocio dos linksSaiu hoje a minha segunda reportagem produzida para o Público: O negócio dos links. Está no P2, páginas 8 e 9, e pode ser vista na imagem ao lado (abre maior clicando em cima). Também pode ser vista online na versão PDF do Público, aqui. Partindo do caso da Associated Press, a peça dá conta da emergência do link como uma nova moeda.
A teoria não é propriamente desconhecida na web, a vantagem do artigo é — e agradeça-se ao Público por isso — levar para o círculo de pessoas que ainda só confia no que lê no papel de jornal um assunto cada vez mais pertinente para a indústria do jornalismo.
Entre outros interlocutores a peça cita Bruno Giussani (Lunch over IP, Ted Conferences), que foi amável comigo na troca de correspondência que mantivemos sobre isto, e Pedro Dória (Pedro Doria | Weblog), O Estado de S. Paulo, cuja leitura seca e directa sobre a relação entre os mainstream media e a blogosfera é de grande valia.
A Questão Essencial, e à qual gostaria de ter tido a resposta de Jeff Jarvis, mas não chegou a tempo para a edição papel, é esta: a economia dos links gerará alguma vez valor suficiente para pagar os custos do bom jornalismo, que são pagos em dinheiro (para não falar das vidas)?

Energia nuclear é passado, futuro passa por economizar

reactor nuclearSinteticamente, a mensagem do ex-ministro alemão e conhecido “verde”, Jürgen Trittin, é: a energia nuclear é passado, o futuro passa por economizar. Eu, que tenho hoje uma abertura maior ao nuclear e não me oporia à construção de centrais em Portugal, penso porém que Jürgen Trittin marcou um ponto na sua entrevista ao El País.
Cheguei à entrevista, “El nuclear es un debate del pasado, no del futuro”, através de Pedro Dória, que tem um post curto e grosso sobre o assunto. De onde destaco (negrito meu):
O caminho, ele argumenta, não é este. Os que os europeus precisam fazer é enfrentar o fato de que importam 75% de sua energia. Precisam, portanto, economizá-la. Sai mais barato, coisa aconselhável em tempos de crise, e é melhor para o ambiente. É sua receita, aliás, para o mundo todo. Na Alemanha, a regulamentação para as construção de casas é rigorosa. Devem ter, por exemplo, isolamento térmico, que economiza na refrigeração ou no aquecimento do ambiente. É uma obra que se paga na conta de luz. O carro, evidentemente, deve ficar em casa de vez em quando“.

Critical Software: dez anos que mudaram Coimbra

Empresa poster-boy de um país com míngua de empreendedorismo, a Critical Software celebra dez anos. A evocação de Diogo Vasconcelos no blogue Geração de 60, é destes “role models” que eu gosto, é uma história para ler e recomendar.
Excertos:
Lembro-me como se fosse hoje do final da Escola de Verão de Empreendedores, organizada no âmbito da Academia dos Empreendedores que lancei, na ANJE, nos tempos de Fernandes Thomaz. João Carreira apresentou aí o plano de negócios da empresa que iria criar, com os seus colegas Gonçalo Quadros e Diamantino Costa. Focada no desenvolvimento de software para sistemas críticos, um dos seus primeiros clientes foi a NASA.
Há empresas que mudam uma cidade, resgatando-as de declínios anunciados. Tal como Michaell Dell (Austin), Bill Gates e Jeff Bezos (Seattle), o trio de fundadores da Critical foi decisivo no renascimento de Coimbra.”
A pedido da Câmara, a Brisa mudou a placa da A1. Coimbra passou a ser, “Coimbra,  Cidade do Conhecimento”. Coimbra não é Cambridge, mas está a mudar – e essa mudança é já visível

(foto de João Carreira, visível com mais pormenor no post original)

Spamado por uma associação de defesa do consumidor? Sim: pela Deco


Hoje recebi em n mails que uso diversas versões da mesma mensagem comercial não solicitadas, enviadas por uma conhecida empresa do ramo, em contrato com o que eu supunha ser uma associação de defesa do consumidor, a Deco, e que como tal se apresenta.
Digo supunha porque em tempo até fui sócio. Há muito tempo, sim, mas apesar de achar que já não me servia, continuei a supor que era uma associação de defesa do comsumidor.
Supus até hoje. Tudo tem um limite. Como é evidente, a Deco fará questão de ignorar a minha opinião e faz muito bem, porque ela não é nada favorável. E continuará a usar os inestimáveis serviços da fabulastico, que adivinho dispor da maior e mais fabulosa base de dados de cândidos alvos do marketing sem permissão, para enviar as suas ofertas comerciais de canetas, agendas e calculadoras a pilhas. Mas no meu correio só entra uma vez. E com protesto público e agravamento da má reputação cá em casa e notificação de spammer em tudo o que eu tiver à mão.

Disclaimer: a prática do spam é legítima e o recurso sem limites de nenhuma espécie a endereços de e-mail obtidos à força, sem o consentimento nem conhecimento dos seus utilizadores, é garantido pela lei em vigor no país e na União Europeia. Faço notar que, como tal, as consequências para a reputação das empresas e entidades que do spam fazem uso estão igualmente legitimadas.

Infelizmente não se pode ter tudo
Este artigo servirá os intentos da fabulastico e pode, inclusivé, ser apresentado ao seu cliente, no caso a Deco, como prova dos bons serviços prestados.
Esqueçam o facto de eu ser um consumidor a protestar: isso é para a fotografia. A verdade é outra. Sou apenas um tik num formulário, na secção “objectivo cumprido”.
Mas como não forneço os endereços que foram atingidos, tendo falado propositadamente num número vago e irreal, o tik do meu resultado vale menos.
Pode a fabulastico apresentar pesarosamente desculpas à Deco. Infelizmente, não se pode ter tudo porque há meia dúzia de consumidores resilientes como eu. Felizmente, o número de consumidores do meu género é estatisticamente desprezível.

Speedlink

Recomendações de leitura para hoje. ≈ Tony Hayward, da BP, refere ser “um mito” falar da especulação como causa da alta dos preços e Jeroen Van Der Veer, da Shell, sublinha que o problema está nos “fundamentais”: “O petróleo fácil é muito limitado. Muito do novo petróleo será difícil”. Duelo em Madrid sobre o que incendeia o preço do barril
≈ A lot of journalism seems to be ego driven. Some journalists report on what they want to cover, in the mediums they want to report in. It has very little to do with what people actually want. » I’m not a storyteller — I’m an information provider | The Journalism Iconoclast
≈ The translation is pretty good. You can take a Chinese web page and at least get a sense of what it means in English. Yet, as the head of research at Google once boasted to me, “Not one person who worked on the Chinese translator spoke Chinese.” The Google Way of Science , Kevin Kelly

Manuela Ferreira Leite sabe melhor que eu que o TGV e o aeroporto se farão

Manuela Ferreira Leite diz que o Estado não tem dinheiro para pagar o TGV e o aeroporto. É difícil ver aqui uma posição para quem “está” activo na economia. Como sintetizou João Villalobos em Como a clara do ovo (Corta-fitas), “porque contraria o anunciado novo ciclo do betão (ou obras públicas que no fundo são negócios dos privados) o que aborrece à grande os empresários e o sector financeiro por razões óbvias“.
Se não está a querer agradar à sua tradicional base de apoio, e uma base que sabe perfeitamente que aquelas obras se farão seja qual for a cor do governo porque a economia do país depende delas de diversas maneiras, mini, macro e nos entrefolhos, para quem fala Manuela? LER CONTINUAÇÃO :.

É curioso, olhando para o resultado há quem pense precisamente o contrário

“Dou ao público caviar, não dou sardinha assada”, Filipe La Féria, o homem dos musicais requentados, ao 24 Horas.
O “caviar” servido por La Feria desde 2000:
Em 2000 escreve, encena e faz os cenários do músical Amália, que estreia no Teatro Politeama. Durante 6 anos em cena e representado em Paris e outras cidades de França e Suíça, ultrapassou os 16 milhões de espectadores.
Em 2001 encena A Casa do Lago. LER CONTINUAÇÃO :.

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