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Secção economia

O Orçamento de Estado 09

O debate sobre o Orçamento de Estado para 2009 vai ser bonito. Até dia 15 — data em que o Governo o apresentará — vamos assistir aos exercícios de adivinhação, por um lado, e por outro de destruição apriorística do orçamento.
Ora, há uma certeza sobre o OE09. É que qualquer previsão sobre o comportamento da economia nos próximos 12 meses (ou 12 semanas) é carregada de incertezas. Ninguém pode realmente prever nada sobre coisa nenhuma, nunca antes dependemos tanto da incerteza (e o sistema financeiro rectilíneo, que passou décadas a premiar a previsão e a negligenciar, quando não a espezinhar, os seus lados criativos, não sabe reagir-lhe).
Assim, a habilidade política e, porque não admiti-lo, a capacidade retórica jogarão um papel essencial no debate do orçamento.
As ideias serão essenciais.
A capacidade de entusiasmo em torno delas, ainda mais.
Pronto — já adivinharam. Este é um post sobre Manuela Ferreira Leite e como tudo joga contra a silenciosa, não-carismática, monolítica, afetada, , líder do Partido Social Democrata. No eclipse dos vices que poderiam fazer de Palin e desgastar o Governo com golpes baixos, vale ao PSD o seu combativo e enérgico líder parlamentar, com quem pode contar para salvar a honra do desmoralizado convento.
O OE09 vai passar nas calmas e para grande alívio de toda a gente, em especial da oposição à direita, que quer tudo menos aprofundar o debate.

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Recomendações de leitura para hoje.

Micro Persuasion: The Collaboration Economy Gloom and doom are everywhere this fall. So I am not going to perpetuate it. Instead, I see the global economic meltdown finally kicking the industry into gear toward becoming more efficient, open and collaborative. The ad industry is woefully inefficient and siloed. During flush economic times we got proprietary, fat and lazy. Things have to change.

How start-ups can survive | Webware : Cool Web apps for everyone - CNET

Direito & Economia – Regulation matters Afinal, quem vale ao tão celebrado mercado, esse mecanismo que maravilha liberais e outros enviesados mortais, é mesmo o good old Estado - de manápulas bem esticadas, a segurar os colossos financeiros que ameaçaram arrastar, na derrocada, o simulacro de ordem pública em que vive o mundo globalizado nascido para o lucro.

No país dos comentadores at Aspirina B “A blogosfera aumentou exponencialmente esta lógica da lamúria como intervenção social preferida, por razões evidentes decorrentes do próprio meio. O resultado? Os intervenientes em blogues, e em caixas de comentários da comunicação social digital, juntam-se aos profissionais da opinião e tornam-se parte da política-espectáculo, da indústria da opinião, sendo totalmente ineficazes como força de construção cultural ou profilaxia cívica.” Especial atenção aos comentários, que têm preciosidades como esta: o Mia Couto é um mero amador, ao lado dos criadores de neologismos da blogosfera”

Um livro por semana Apresentação da primeira antologia de micro-ficção portuguesa» de Rui Costa e André Sebastião. Micro-contos notáveis, como esta história sobre jornais, de Henrique Fialho: «O jornalista barricou-se na primeira página do jornal onde trabalhava. Não queria nada para si, reivindicava apenas um pouco de jornalismo na capa.»

O estado que comande

Francisco Vanzeller acabou de dizer na RTP algo verdadeiramente espantoso, para alguém como ele. Pediu que o Estado comande, oriente a economia.
Eu, francamente, acho esta nova posição dos liberais uma porcaria. Uma porcaria para todos os outros, claro, porque para os defensores do mercado, e em especial para quem dele retira lucro, faz todo o sentido: os lucros, privatizam-se, os prejuízos, nacionalizam-se.
E uma porcaria por outra razão. É ainda cedo para avaliar o impacto verdadeiro deste ataque cardíaco do capitalismo na economia. As finanças tornaram-se essenciais ao longo dos tempos, mas não são necessariamente decivisas para a economia, seja para o seu crescimento, seja para a sua manutenção. A finança é um instrumento da economia. O dinheiro tornou-se um bem como os outros e acabou por ultrapassar a importância de outros. Se perder, agora, alguma dessa importância, até que ponto isso será lesivo da construção económica?
Assim, esta aparente capitulação dos donos do dinheiro a mim diz-me o mesmo que as lágrimas dos crocodilos. Ignoro-a.
A crise económica é prévia à crise financeira e tem outros fundamentos. É até possível termos um cenário em que os agentes económicos, forçados a agir em função do trabalho (físico e intelectual) e menos em função das expectativas (é disso que tratamos quando falamos do sistema financeiro), sejam capazes de dar conta do recado da crise. Tirando também partido de matérias primas ao seu preço justo, e não ao preço do mercado, que exacerba o valor da expectativa sobre a sua rentabilidade.
Basicamente, sendo mesmo básico, o que falta à economia é dinheiro, liquidez, e não trabalho, matéria prima e ideias, havendo de tudo isto uma abundância a preços francamente convidativos.

A barata tonta



Em 2001 uma pesquisa pelo meu nome no Google dava como 1º resultado um artigo intitulado Top 5% WebZine: Paulo Querido. Em poucas palavras: tendo em conta a minha fértil produtividade em matéria de edição web por esses anos (como se vê, o defeito vem de longe), foi criada nesse webzine uma secção com o meu nome, com o louvável intuito de me denegrir.
Puxo do tema volvidos 7 para 8 anos por duas razões e para uma lição.
As razões.
A primeira, a forma que a Google encontrou para celebrar o seu 10º aniversário. Uma edição especial sobre si própria — como qualquer jornal faz, coo qualquer empresa faz. 10 anos são sempre motivo de orgulho. LER CONTINUAÇÃO :.

A crise financeira actualizada ao minuto

A paciência é uma virtude. Foi preciso esperar algum tempo para conseguir dar ao Expresso multimedia um pouco mais que artigos. Fazer jus ao nome de multimedia. Mas já está. Acabo de publicar, com sucesso, o primeiro mashup num jornal português. Esta recombinação junta num único fluxo, ou lifestream, a “vida” da crise financeira actualizada ao minuto, numa só página, sem necessidade de refrescamento (o dep. de publicidade não vai gostar desta parte!). Vejam a crise financeira num mashup de actualização contínua, na edição multimedia do Expresso.
Durante a preparação desta peça de informação dinâmica — que combina posts de blogues, notícias e artigos de mainstream media, estando previsto que cubra mais social media, nomeadamente Twitter, YouTube e Flickr — dei por mim espantado com os números. Em todo o mundo de língua inglesa são publicados não menos de 600 artigos, notícias e posts por hora sobre a crise financeira. Uma média de 10 por minuto. Isto contas por baixo.
O busílis foi a parte da actualização das imagens das páginas. Usei um serviço pago, porque além de dar algumas garantias de actualização imediata posso apresentar as imagens sem o “carimbo”, como apresentam praticamente todos os serviços gratuitos.
Nunca na vida imaginei que um dia poderia apresentar como nota de despesa de um trabalho jornalístico o serviço de print-screens! :)
Agora resta melhorar a recolha. Em especial na parte dos blogs, os algoritmos do Google não produzem o melhor efeito.

Project 10^100: Google dá 10 milhões para mudar o mundo

A Google anunciou na quarta-feira passada, em press-release distribuído pela RushPRnews.com, um concurso de ideias para mudar o mundo, dotado de 10 milhões de dólares de prémio em dinheiro.
Aprendemos nos últimos 10 anos que as grandes ideias surgem de todo o lado. Por isso, a Google anuncia como parte das comemorações do seu 10º aniversário o Projecto 10^100 (pronuncia-se 10 à centésima), um apelo para apresentação de ideias capazes de mudar o mundo ajudando tantas pessoas quantas for possível” — justifica a empresa.
Quem tiver ideias que possam mudar o mundo, é só apresentá-las através de um processo muito simples, descrito no site criado para o efeito, www.project10tothe100.com/.
Qualquer indivíduo pode submeter uma ideia, mas não as empresas ou organizações, que terão de o fazer através de alguém — no entanto, sem garantia alguma que a empresa vá executar a ideia caso seja seleccionada. Para encontrar os melhores parceiros mundiais para a execução de cada ideia, será usada a técnica do Request for Proposal.
As candidaturas são aceites até 20 de Outubro. Uma equipa de funcionários da Google, Inc seleccionará as 100 que considere mais promissoras e no dia 27 de Janeiro de 2008 publicá-las-á no site para a fase de votação popular.
Este voto público reduzirá o grupo de 100 a apenas 20 semi-finalistas, que serão por seu turno passados a pente fino pelo júri, composto por cinco a sete pessoas com conhecimentos em cada categoria de submissão. Este júri escolherá as 5 ideias vencedoras.
Os critérios de selecção das ideias dizem muito sobre os processos da Google. São cinco:

Resta-me falar do prémio: a Google reserva 10 milhões de dólares para os cinco projectos vencedores. Lamento, mas não tenho nenhuma ideia capaz de mudar o mundo. Se tivesse, talvez pensasse em concorrer. Ainda que desconfie que é um preço de saldo para um tal operação…

Magalhães: para a indústria e a economia são excelente medidas

Para a indústria e a economia são excelentes medidas. Só a JP Sá Couto (o fabricante nacional que para já é apenas responsável por 1/3 do produto) no ano que aí vem espera dobrar a facturação só às custas do Magalhães. Estou é para ver se os resultados em termos educativos também vão ter estas taxas de crescimento. (Carlos A. Andrade em O Magalhães)

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