Secção economia

Renova pede desculpa ao autor do video

Aproveito o facto de ter publicado há instantes a versão para arquivo do artigo sobre o plágio da Renova (Musical dos guardanapos: Renova plagia filme americano (arquivo)) para dar já, em primeira mão, o título da notícia que redigirei para o Expresso, onde aquele artigo foi inicialmente publicado.
A Renova pediu desculpa ao autor do video. Um representante da empresa contactou Charlie Todd, da ImprovEverywhere.com, para tratar desse pedido por telefone e assegurar mais algumas coisinhas.
Mais detalhes hoje ainda. No Expresso, com link por aqui, stay tunned.

Cobertura nunca antes feita do debate do Orçamento de Estado para 2009

Nunca a apresentação do Orçamento de Estado para debate público foi alvo de uma cobertura tão lata como a que se oferece em http://orcamentoestado2009.info — ou simplesmente oe09.info, para ser mais fácil de fixar.
Há tempos que sonhava fazer uma coisa assim — e tenho vindo a ganhar experiência e fôlego com projectos tecnologicamente afluentes. Uma aplicação jornalística aberta. Onde o leitor ganha o que nenhum outro órgão oferece, pois os jornais online só mostram os seus próprios conteúdos: uma visão de conjunto do que é escrito e falado sobre o tema em todos os quadrantes, com filtros de ruído muito superiores aos das recolhas mecânicas dos motores de pesquisa — e sem esquecer recomendações específicas de um grupo de editores convidados.
Mas não está condenado a ser espectador, nem a misturar a sua voz nas caixas de comentários. Pode participar no processo de selecção dos melhores conteúdos, usando as principais ferramentas para o efeito.

Nenhuma outra página lhe oferece uma perspectiva tão ampla sobre a vida mediática do Orçamento de Estado.
À cobertura jornalística juntam-se as reacções da blogosfera, originando um lifestream que pode ser lido em actualização contínua.
Este especial multimeios sobre o OE 09 é, também, o primeiro exemplo do género jornalismo colaborativo. Integra as sugestões do cidadão através do microblogging (Twitter) e das bookmarks (Delicious). E dá espaço às recomendações de jornalistas e bloggers convidados.

Como participar?
> BLOGUES: não é necessária nenhuma acção, uma vez que o sistema rastreia toda a blogosfera usando a tecnologia do Google. Contudo, se o seu blogue não aparece, ou se está a fazer uma cobertura especial, sugira-o para inclusão directa usando este formulário.
> TWITTER: usar a hash #oe09 nos tweets que tenham a ver com o debate do Orçamento de Estado para 2009.
> DELICIOUS: nas suas bookmarks, use a tag oe09. Pode anotar algo relevante sobre a página que partilha.

Portátil Magalhães: a internacionalização de um sucesso

Como escrevi em crónica no Expresso multimedia publicada aqui em 27 de Setembro e mais tarde republicada no Certamente! (link), o portátil Magalhães é uma verdadeiro caso de sucesso da política e da indústria portuguesas. Um dos raros casos de sucesso, o que é mais uma razão para o contentamento generalizado que lhe tem sido dispensado. LER CONTINUAÇÃO :.

O Orçamento de Estado 09

O debate sobre o Orçamento de Estado para 2009 vai ser bonito. Até dia 15 — data em que o Governo o apresentará — vamos assistir aos exercícios de adivinhação, por um lado, e por outro de destruição apriorística do orçamento.
Ora, há uma certeza sobre o OE09. É que qualquer previsão sobre o comportamento da economia nos próximos 12 meses (ou 12 semanas) é carregada de incertezas. Ninguém pode realmente prever nada sobre coisa nenhuma, nunca antes dependemos tanto da incerteza (e o sistema financeiro rectilíneo, que passou décadas a premiar a previsão e a negligenciar, quando não a espezinhar, os seus lados criativos, não sabe reagir-lhe).
Assim, a habilidade política e, porque não admiti-lo, a capacidade retórica jogarão um papel essencial no debate do orçamento.
As ideias serão essenciais.
A capacidade de entusiasmo em torno delas, ainda mais.
Pronto — já adivinharam. Este é um post sobre Manuela Ferreira Leite e como tudo joga contra a silenciosa, não-carismática, monolítica, afetada, , líder do Partido Social Democrata. No eclipse dos vices que poderiam fazer de Palin e desgastar o Governo com golpes baixos, vale ao PSD o seu combativo e enérgico líder parlamentar, com quem pode contar para salvar a honra do desmoralizado convento.
O OE09 vai passar nas calmas e para grande alívio de toda a gente, em especial da oposição à direita, que quer tudo menos aprofundar o debate.

Speedlink

Recomendações de leitura para hoje.

Micro Persuasion: The Collaboration Economy Gloom and doom are everywhere this fall. So I am not going to perpetuate it. Instead, I see the global economic meltdown finally kicking the industry into gear toward becoming more efficient, open and collaborative. The ad industry is woefully inefficient and siloed. During flush economic times we got proprietary, fat and lazy. Things have to change.

How start-ups can survive | Webware : Cool Web apps for everyone - CNET

Direito & Economia – Regulation matters Afinal, quem vale ao tão celebrado mercado, esse mecanismo que maravilha liberais e outros enviesados mortais, é mesmo o good old Estado - de manápulas bem esticadas, a segurar os colossos financeiros que ameaçaram arrastar, na derrocada, o simulacro de ordem pública em que vive o mundo globalizado nascido para o lucro.

No país dos comentadores at Aspirina B “A blogosfera aumentou exponencialmente esta lógica da lamúria como intervenção social preferida, por razões evidentes decorrentes do próprio meio. O resultado? Os intervenientes em blogues, e em caixas de comentários da comunicação social digital, juntam-se aos profissionais da opinião e tornam-se parte da política-espectáculo, da indústria da opinião, sendo totalmente ineficazes como força de construção cultural ou profilaxia cívica.” Especial atenção aos comentários, que têm preciosidades como esta: o Mia Couto é um mero amador, ao lado dos criadores de neologismos da blogosfera”

Um livro por semana Apresentação da primeira antologia de micro-ficção portuguesa» de Rui Costa e André Sebastião. Micro-contos notáveis, como esta história sobre jornais, de Henrique Fialho: «O jornalista barricou-se na primeira página do jornal onde trabalhava. Não queria nada para si, reivindicava apenas um pouco de jornalismo na capa.»

O estado que comande

Francisco Vanzeller acabou de dizer na RTP algo verdadeiramente espantoso, para alguém como ele. Pediu que o Estado comande, oriente a economia.
Eu, francamente, acho esta nova posição dos liberais uma porcaria. Uma porcaria para todos os outros, claro, porque para os defensores do mercado, e em especial para quem dele retira lucro, faz todo o sentido: os lucros, privatizam-se, os prejuízos, nacionalizam-se.
E uma porcaria por outra razão. É ainda cedo para avaliar o impacto verdadeiro deste ataque cardíaco do capitalismo na economia. As finanças tornaram-se essenciais ao longo dos tempos, mas não são necessariamente decivisas para a economia, seja para o seu crescimento, seja para a sua manutenção. A finança é um instrumento da economia. O dinheiro tornou-se um bem como os outros e acabou por ultrapassar a importância de outros. Se perder, agora, alguma dessa importância, até que ponto isso será lesivo da construção económica?
Assim, esta aparente capitulação dos donos do dinheiro a mim diz-me o mesmo que as lágrimas dos crocodilos. Ignoro-a.
A crise económica é prévia à crise financeira e tem outros fundamentos. É até possível termos um cenário em que os agentes económicos, forçados a agir em função do trabalho (físico e intelectual) e menos em função das expectativas (é disso que tratamos quando falamos do sistema financeiro), sejam capazes de dar conta do recado da crise. Tirando também partido de matérias primas ao seu preço justo, e não ao preço do mercado, que exacerba o valor da expectativa sobre a sua rentabilidade.
Basicamente, sendo mesmo básico, o que falta à economia é dinheiro, liquidez, e não trabalho, matéria prima e ideias, havendo de tudo isto uma abundância a preços francamente convidativos.

A barata tonta



Em 2001 uma pesquisa pelo meu nome no Google dava como 1º resultado um artigo intitulado Top 5% WebZine: Paulo Querido. Em poucas palavras: tendo em conta a minha fértil produtividade em matéria de edição web por esses anos (como se vê, o defeito vem de longe), foi criada nesse webzine uma secção com o meu nome, com o louvável intuito de me denegrir.
Puxo do tema volvidos 7 para 8 anos por duas razões e para uma lição.
As razões.
A primeira, a forma que a Google encontrou para celebrar o seu 10º aniversário. Uma edição especial sobre si própria — como qualquer jornal faz, coo qualquer empresa faz. 10 anos são sempre motivo de orgulho. LER CONTINUAÇÃO :.

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ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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