É o lucro, estúpido
O problema das majors discográficas com a Internet foi sempre e só um: o lucro. Ao longo destes últimos 10 anos toda e qualquer menção à “pirataria” e aos “downloads” “ilegais” explorou a arte dos músicos e a sua reputação — com a agravante de neste caso não lhes pagar merchandising ou direitos de utilização da imagem, que é o que estavam a fazer invocando-os.
A verdade é esta: há cada vez mais música no ar e cada vez mais músicos têm audiências cada vez maiores. A única coisa que encolhe é o lucro das majors. Elas e a sua gestão são o problema. Foram sempre. Na Internet está a solução. Esteve sempre.
À medida que se vai sabendo o que a indústria discográfica teve o cuidado de omitir na sua propaganda, vai ficando claro um dos retratos dessa mistificação do século XX: os direitos de “autor”.
Jornalismo multimedia em português
Acabei de fundar pela primeira vez um grupo no LinkedIn. Trata-se de um grupo sobre jornalismo multimedia em português e pretende reunir profissionais e amadores com interesses neste campo, para partilhar informação, encontrar gente livre e competente para recrutar, e apresentar ideias e produtos. Se algum dos meus leitores se interessa por jornalismo multimedia — e não estou a falar de multimedia enquanto audio-visual, como muitas vezes é confundido — e pelo jornalismo assistido por computador, este é um espaço para estar.
À atenção do Jornal de Negócios
O Jornal de Negócios publicou no dia 16 uma peça sobre o caso Renova. Como lhes escapou (ponhamos a coisa assim) o mais importante que se tinha já publicado na Imprensa online portuguesa sobre a matéria, aqui fica a chamada de atenção (ponhamos as coisas assim).
Dupla: além de poderem citar quem trabalhou sobre o assunto, podem também dar o justo seguimento à “notícia”, isto é, publicar que a Renova já pediu desculpa. Ou também no online andamos a fazer jornalismo corta&cola em cima do press-release? Ou também no online já chegou o vírus da competição e fingimos que o “rival” não deu a notícia?
Por mim, encolho os ombros. Sou um técnico de informação, vertente jornalista. Só preciso de saber qual é a pauta, para dançar em conformidade.
A pergunta certa
Fazer a pergunta certa é meio caminho andado. Para onde? Para o sucesso. “If newspapers had invested in new products even a modest fraction of the bodacious profits they reaped in the last decade and a half, they might have invented anything from MarketWatch to Yelp to Google” diz Alan Mutter, entre muitas outras coisas que recomendo vivamente, em fat newspaper profits are history.
A pergunta que se repetiu na indústria dos media (e ainda se ouve) é esta: como posso ganhar dinheiro na Internet?
É a pergunta errada. Quem a faz, não faz um cêntimo com as operações Internet.
Então qual é a pergunta certa? — pergunta-me por esta altura o leitor.
Não vejo razão para não responder à minha própria pergunta certa respondendo-lhe, caro leitor.
Todavia, a quantidade de respostas que Mutter dá neste artigo é suficientemente vasta para fornecer algumas das perguntas certas. Mas em primeiro lugar é preciso ler. Ouvir. Descer ao terreno. Estar onde o futuro acontece. Sem isso, nem sequer há perguntas.
Renova pede desculpa ao autor do filme plagiado
Um representante da Renova contactou telefonicamente o realizador da produção video Food Court Musical, Charlie Todd, para pedir desculpa pelo plágio daquele filme. A denúncia do plágio fora feita por Todd no dia 7 de Outubro, num blogue ligado à sua actividade, e noticiada aqui no Expresso Multimedia (Musical dos guardanapos: Renova plagia filme americano).
Charlie Todd confirmou-nos o contacto: “desculparam-se e asseguraram-me que o video não será usado em nenhuma acção ou meio”
Entretanto, o post onde a Renova publicitava a sua acção de marketing foi também apagado, tal como tinha sido a versão plagiada do video.
“Ele não me pareceu muito informado sobre a situação“, referiu-me Charlie Todd. “Estava a responder a um comentário que deixei no blogue da Renova e que nunca foi aprovado. Ainda não tinha visto o meu Food Court Musical e pediu-me para lhe enviar por mail mais informação acerca dele. Foi muito simpático e o pedido de desculps pareceu-me muito sincero“.
Charlie Todd coloca assim um ponto final na parte que lhe diz respeito. Mas o incidente levantou de novo o tom das críticas ao comportamento errático das empresas, em especial nas empresas ligadas à comunicação, no seu relacionamento com a web e os conteúdos que ela encerra. Não é por estar noutra língua, e ter sido feito por pessoas que vivem a milhares de quilómetros, que se pode copiar e manter fortes probabilidades de ninguém perceber a marosca.
A informação desterritorializou-se. Os negócios estabelecidos em cima da sua territorialidade, e entre eles está o negócio da reprodução, foram totalmente virados. Quem ainda não encaixou isto, vai sofrer.
[ Reprodução para arquivo de artigo publicado originalmente no Expresso Multimedia ]
New Business Models for News Summit, em directo no Certamente
Em directo de Nova Iorque, eis a New Business Models for News Summit. A transmissão está a ser feita de forma distribuída por diversos pontos, entre os quais Certamente!. É também seguida e comentada em directo via Twitter.
Se os jornais, rádios e televisões de Portugal não põem os olhos nisto (na conferência tanto quanto na inovadora forma de a distribuir mundialmente a custos baixíssimos), põem os olhos onde?
(Convém, já agora, ler o que pensa Dave Winner da conferência. Uma dúvida da qual eu também partilho. Duvido que esta conferência sirva para os editores e responsáveis verem a luz. Continuam a fazer perguntas na direcção errada. Mas louve-se o esforço de Jeff Jarvis…)
Google Sites em português de Portugal foi lançado hoje

A Google lançou hoje o Google Sites em mais 37 línguas diferentes, entre elas o Português de Portugal. O Google Sites permite aos utilizadores criarem o seu próprio Web site de internet de forma simples e rápida sem que para isso sejam necessários conhecimentos técnicos.
O lançamento em Portugal inclui uma versão totalmente em Português de Portugal dos serviços e as funcionalidades do Google Sites, permitindo a webdesigners ou qualquer utilizador interagirem de uma forma mais natural com o Google Sites na sua língua materna.
“Estamos muito satisfeitos em poder disponibilizar aos utilizadores nacionais mais um produto Google em português e localizado em Portugal. Desta forma, qualquer utilizador pode criar o seu próprio site, independentemente dos seus conhecimentos técnicos” refere Inês Gonçalves, Responsável de Marketing da Google Portugal.
O Google Sites permite a qualquer utilizador criar um espaço único onde pode partilhar todo o tipo de informação na internet e de uma forma tão simples como editar um documento de texto.
Através do http://sites.google.com/[o seu Web site], os utilizadores poderão registar o seu Web site e de uma forma totalmente gratuita adicionar o número de páginas que desejarem e introduzirem qualquer tipo de informação desde calendários, vídeos, imagens, documentos, acessórios e mini-aplicações entre outros.
Mais exemplos e vídeos a explicar a forma como os utilizadores podem utilizar o Google Sites estão disponíveis em: http://www.google.com/sites/overview.html.


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