Secção media

Eleições americanas 2008: o dossiê mais completo sobre as presidenciais

Hesitei muito. Registei o domínio eleicoesamericanas.com em Janeiro… Mas pronto, já está: eis o dossiê agregador mais completo dos mainstream e social media de língua portuguesa sobre as eleições presidenciais americanas 2008.
Começa neste momento a sua fase beta. Não sei se terá o mesmo sucesso do Orçamento de Estado 09, do qual é o irmão mais novo, em termos de código. Tem potencial para ir mais longe.
Posso dizer já que vai ter imensas novidades em cima do esqueleto já montado. Em breve, gráficos actualizados com resultados e curiosidades. Depois, a cobertura vai aumentar… E tenho ainda uma big surprise para a blogosfera (os mainstream media parecem continuar a dormir, nisto). Fica para depois, não queriam que revelasse tudo de uma vez, pois não?!
Entretanto, participe! Veja no site, na coluna lateral, as diversas formas de contribuir para este dossiê. (E disputar uma fatia do bolo de clicks que ele proporciona. Eu já mencionei que o OE09 deu, até agora, mais de 10.000 cliques?)


 

Só se salva a publicidade na Internet

No regresso de um esclarecedor encontro sobre as envolvências da formação do IAB em portugal, leio isto sobre o mercado espanhol de publicidade: Sólo se salva la publicidad en internet, escreve Juan Varela.
As receitas caem. A queda disparou. Os jornais com menos 18%, a têvê quase nos dois dígitos. Em Portugal o trambolhão já se prevê, ou se esconde, ou se adia o mais possível — só não vêem as avestruzes, os cegos profissionais e os malabaristas dos números.
Só há um mercado a crescer. E um mercado cujo potencial está LONGE de ser bem mungido por essas máquinas profissionais de embalar anúncios conhecidas por mainstream media. O mercado da Internet.

Eleições americanas nos meios online

As actuais eleições americanas são um fenómeno mediático invulgar e desta vez foram revolucionadas / revolucionaram a web, tanto a social como a dos meios online tradicionais.
Estes em regra tornaram-se conhecidos por gostarem de reinventar a roda e fingirem para as respectivas audiências serem Os Maiores Inovadores. O mais espantoso é que isto funcionava. Relativamente, mas funcionava. No papel, quero eu dizer. Online… não. Online, todos podemos comparar as rodas e a abundância delas leva uma boa parte das audiências ao enjôo.
É aqui que entra em cena a capacidade criativa.
Tomemos o Público. O Público tem um dossier interno igual aos outros todos, como não podia deixar de ter. Mas adicionou-lhe um blogue. Um blogue normal, se me faço entender. Um blogue com links, com debate, com envolvência na blogosfera.
Não se ficou por aí. Agora, adicionou-lhe uma ideia engraçada. Curiosa. E que tem interesse noticioso, o que dá sempre jeito. A ideia consiste em fazer um gráfico animado.
Bem. Gráficos animados com os resultados das eleições para a presidência americana, vamos ter 500.000 nos próximos dias. Até o blogues os vão produzir.
Então porque é o do Público diferente?
Porque o Público decidiu ver como seria se os portugueses votassem.
O seu mapa é o mapa do eleitorado português. É aí que está a diferença. É aí que está a pertinência.

 

A cobertura nos meios

Grupo RTP: um dossier interno (lista das notícias e videos), blogue dos enviados da RDP (bons, por sinal) e, de há muito, o blogue de Vitor Gonçalves, correspondente nos EUA, votações. Nem um link para fora. Nem mesmo nos blogues, que parecem proibidos de o fazer. Os blogues apresentam na coluna lateral (ou no rodapé) links para os sites oficiais dos candidatos, bem como para outros sítios úteis relacionados com o Governo dos EUA. E, disse-me há pouco o Alexandre Brito, não há nernhum problema em fazer links para fora, desde que se justifique. Óptimo!
SIC: Uma lista das suas notícias e videos relacionados e o blogue de Luis Costa Ribas. Corajoso? Ou um extravagante a quem permitiram fazer links (todos americanos)?
TSF: uma lista das suas notícias.

Vou tentar actualizar esta lista. Agradecem-se adições nos comentários, que serão puxadas (e citadas) para cima. Talvez faça mais alguma coisa no domínio eleicoesamericanas.com, talvez não. Vai depender um bocado do feedback dos meus leitores: valerá a pena?

Não arranhámos, sequer, a superfície das receitas de publicidade online

Ironically, of course, those jobs will vanish anyway. As I wrote in June, I think the newspaper-company ships are doomed to sink, and individual journalists will have to find their own individual lifeboats and routes to shore. The sooner they start, the better“.
E também:
ELSEWHERE: Mark Potts thinks “Newspapers haven’t even scratched the surface on potential online advertising revenue” and an exclusively online operation could rake in more money. I don’t know; I’ve been there, done that, and it’s not so easy. Alan Mutter says the magic multiple is 3 – newspapers would have to triple their current online revenue to break even“. Jornalistas e interessados, lede pela vossa saúde este artigo de Scott Rosenberg.

Mapa interactivo: jornais americanos maioritariamente com Obama

Este é um excelente exemplo de como um simples mashup, ou mistura, de dados dispersos, compilados e apresentados em cima de um mapa, dá uma dimensão de compreensão instantânea a um assunto complexo.

O mapa interactivo abaixo foi produzido pela 10.000 Words — uma publicação em formato blog da autoria de Mark S. Luckie, um jornalista de imprensa que descobriu que o seu hóbi, o multimedia, e a sua paixão pelo jornalismo podiam ser combinados com grande efeito.

Mark coleccionou os anúncios de apoio feitos pelos jornais americanos a um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos da América e em seguida colou-os em cima de um mapa da Google, usando as ferramentas acessíveis a qualquer pessoa sem aptidões informáticas especiais. A distribuição geográfica colada num mapa permite ver a “big picture” num só olhar. Acresce a informação instantânea fornecida pela cor — é só olhar para o mapa para perceber que Obama tem muito mais apoio na Imprensa que McCain. E o complemento, para quem o desejar: clicar em cima de cada “alfinete” dá acesso imediato ao nome do jornal, com um link para o editorial onde foi assumido o apoio ao candidato.

Um exemplo de bom jornalismo online e um espectáculo.


Clique na imagem para aceder ao mapa

Paulo Querido, jornalista

É o lucro, estúpido

O problema das majors discográficas com a Internet foi sempre e só um: o lucro. Ao longo destes últimos 10 anos toda e qualquer menção à “pirataria” e aos “downloads” “ilegais” explorou a arte dos músicos e a sua reputação — com a agravante de neste caso não lhes pagar merchandising ou direitos de utilização da imagem, que é o que estavam a fazer invocando-os.
A verdade é esta: há cada vez mais música no ar e cada vez mais músicos têm audiências cada vez maiores. A única coisa que encolhe é o lucro das majors. Elas e a sua gestão são o problema. Foram sempre. Na Internet está a solução. Esteve sempre.
À medida que se vai sabendo o que a indústria discográfica teve o cuidado de omitir na sua propaganda, vai ficando claro um dos retratos dessa mistificação do século XX: os direitos de “autor”.

Jornalismo multimedia em português

Acabei de fundar pela primeira vez um grupo no LinkedIn. Trata-se de um grupo sobre jornalismo multimedia em português e pretende reunir profissionais e amadores com interesses neste campo, para partilhar informação, encontrar gente livre e competente para recrutar, e apresentar ideias e produtos. Se algum dos meus leitores se interessa por jornalismo multimedia — e não estou a falar de multimedia enquanto audio-visual, como muitas vezes é confundido — e pelo jornalismo assistido por computador, este é um espaço para estar.

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ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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