Secção política

Um contributo para a qualidade do debate público político na blogosfera

Desenterrei — é o termo — mais um inesquecível contributo para a qualidade do debate público político na blogosfera.
Não há dúvida: os portugueses gostam imenso da política interessam-se genuinamente por ela, em especial nas regiões, onde o escrutínio sobre as acções dos autarcas é menor por parte dos media, mas é para isso que lá estão os blogues. Como esta eloquente tirada comprova, trata-se de um debate essencial, que muita falta nos faz à democracia, e quem disser o contrário é um perigoso censor, (escolha a opção) fascista/comunista, que devia ser abatido imediatamente a sangue frio:

 

Um must, sem sombra de dúvida. Para quando uma Torre do Tombo digital que albergue estes documentos de grande riqueza histórica?

Mais um grande exemplo da nova credibilidade do PSD

Tragam essa informação ao Parlamento, não nos mande para a Internet, não estamos ainda na democracia plebiscitária de Internet, estamos numa democracia formal, onde o Parlamento tem desde há 800 anos a competência orçamental“, palavras triunfantes do líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, hoje no debate do Estado da Nação.
Mais disse: “é muito simples, é trazer uma folha A4 ao Parlamento que diga: investimento A, encargo financeiro X, investimento B, encargo financeiro Y, ano a ano e por décadas“.
É assim mesmo! É assim que se constrói a credibilidade de um partido! Qual Internet, qual órgão sexual masculino! A política faz-se numa folha A4! Os cidadãos podem esperar! Prioridade, prioridade! Primeiro, o Parlamento! Onde é que já se viu isto, querem lá ver, agora, o povo ter acesso aos documentos públicos! Heresia!

A esquerda deve renegar as Farc

A ler, se fazem favor, os posts do Pedro Dória sobre porque a esquerda deve renegar as Farc. Respigo:
Não é difícil entender o que eles vêem em grupos como as Farc. Têm ali, em mente, uma fantasia de liberdade, de um grupo que luta pela Revolução igualitária e a utopia socialista. Talvez seja até um sonho bonito. Mas as Farc não são nada disso.
As Farc são um grupo de narcotraficantes – e neste negócio, assim como os cartéis criminosos que sucederam, vivem de explorar gente pobre no campo.

É assim que olho para as Farc. Um bando de facínoras do piorio mascarado de grupo político revolucionário. Não consigo olhar de outra forma, apesar do meu incurável romantismo igualitário, da minha suposta costela de esquerda, dos whatevers todos com acúçar que um gajo é capaz de inventar para discutir um assunto quente.
Mesmo quem aceite a justificação para a fundação e existência das Farc nos anos 60 não pode simplesmente ignorar os acontecimentos. Há mais de um quarto de século que queimaram as ligações políticas e se tornaram em lucrativos traficantes de coca e pessoas.
Quando eu estou doente, vomito. Está na altura de a esquerda vomitar as Farc. Sim, isto é para vós, PCP.
Repito: ler Pedro Dória, ver como o assunto é debatido no Brasil e debatê-lo também.

Caro Primeiro Ministro, concentre-se nisto que é o essencial

Caro Primeiro Ministro, gostei de o ver na televisão, a sua determinação é um valor seguro, pode falhar ou triunfar, por si (que não conheço) ou pelo seu partido (que não é o meu) é-me indiferente, mas pelo país espero que triunfe. E para tal lhe digo, pois sei que há muito acessório por aí para o distrair. Concentre-se no essencial, aqui a negrito: “É verdade que a conjuntura é difícil, factor com o qual Sócrates conta para diminuir o impacto do falhanço das políticas de emprego ou de revitalização económica que encetou, mas é também verdade que os portugueses sentem o impacto da incapacidade do Bloco Central em apresentar soluções, o que penaliza sempre mais quem está no poder (preparar o combate, por Diogo Morais no Câmara de Comuns)

As chaves de São Bento. A ler

As Chaves de São Bento, por Diogo Vasconcelos em A geração de 60. A ler.

A quem serão entregues as chaves da Casa Branca no dia 20 de Janeiro de 2009? E as de São Bento, daqui a um ano e meio?

Manuela Ferreira Leite sabe melhor que eu que o TGV e o aeroporto se farão

Manuela Ferreira Leite diz que o Estado não tem dinheiro para pagar o TGV e o aeroporto. É difícil ver aqui uma posição para quem “está” activo na economia. Como sintetizou João Villalobos em Como a clara do ovo (Corta-fitas), “porque contraria o anunciado novo ciclo do betão (ou obras públicas que no fundo são negócios dos privados) o que aborrece à grande os empresários e o sector financeiro por razões óbvias“.
Se não está a querer agradar à sua tradicional base de apoio, e uma base que sabe perfeitamente que aquelas obras se farão seja qual for a cor do governo porque a economia do país depende delas de diversas maneiras, mini, macro e nos entrefolhos, para quem fala Manuela? LER CONTINUAÇÃO :.

Mais consequências do caso do Póvoa online, fechado por providência cautelar

O caso do Póvoa online, blogue fechado por providência cautelar, tem consequências com impacto. “O problema é que estes idiotas não percebem que acabam por ser estas «vítimas de atitudes fascizóides» as principais responsáveis para que se pretenda eventualmente legislar a blogosfera” — escreveu Marco comentando o artigo que tanta agitação está a provocar, sobre o caso do póvoa online. E onde pretensamente o suposto autor do blogue tem também participado.
Sempre que um blogue é alvo da justiça, temos este tipo de reacções epidérmicas, irreflectidas e injustificadas. É inevitável. As vozes levantam-se em defesa do que imaginam ser um ataque, sem cuidar de verificar minimanente os factos. LER CONTINUAÇÃO :.

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