Caro Primeiro Ministro, concentre-se nisto que é o essencial
Caro Primeiro Ministro, gostei de o ver na televisão, a sua determinação é um valor seguro, pode falhar ou triunfar, por si (que não conheço) ou pelo seu partido (que não é o meu) é-me indiferente, mas pelo país espero que triunfe. E para tal lhe digo, pois sei que há muito acessório por aí para o distrair. Concentre-se no essencial, aqui a negrito: “É verdade que a conjuntura é difícil, factor com o qual Sócrates conta para diminuir o impacto do falhanço das políticas de emprego ou de revitalização económica que encetou, mas é também verdade que os portugueses sentem o impacto da incapacidade do Bloco Central em apresentar soluções, o que penaliza sempre mais quem está no poder (preparar o combate, por Diogo Morais no Câmara de Comuns)
As chaves de São Bento. A ler
As Chaves de São Bento, por Diogo Vasconcelos em A geração de 60. A ler.
A quem serão entregues as chaves da Casa Branca no dia 20 de Janeiro de 2009? E as de São Bento, daqui a um ano e meio?
Manuela Ferreira Leite sabe melhor que eu que o TGV e o aeroporto se farão
Manuela Ferreira Leite diz que o Estado não tem dinheiro para pagar o TGV e o aeroporto. É difícil ver aqui uma posição para quem “está” activo na economia. Como sintetizou João Villalobos em Como a clara do ovo (Corta-fitas), “porque contraria o anunciado novo ciclo do betão (ou obras públicas que no fundo são negócios dos privados) o que aborrece à grande os empresários e o sector financeiro por razões óbvias“.
Se não está a querer agradar à sua tradicional base de apoio, e uma base que sabe perfeitamente que aquelas obras se farão seja qual for a cor do governo porque a economia do país depende delas de diversas maneiras, mini, macro e nos entrefolhos, para quem fala Manuela? LER CONTINUAÇÃO :.
Mais consequências do caso do Póvoa online, fechado por providência cautelar
O caso do Póvoa online, blogue fechado por providência cautelar, tem consequências com impacto. “O problema é que estes idiotas não percebem que acabam por ser estas «vítimas de atitudes fascizóides» as principais responsáveis para que se pretenda eventualmente legislar a blogosfera” — escreveu Marco comentando o artigo que tanta agitação está a provocar, sobre o caso do póvoa online. E onde pretensamente o suposto autor do blogue tem também participado.
Sempre que um blogue é alvo da justiça, temos este tipo de reacções epidérmicas, irreflectidas e injustificadas. É inevitável. As vozes levantam-se em defesa do que imaginam ser um ataque, sem cuidar de verificar minimanente os factos. LER CONTINUAÇÃO :.
Credibilidade é…
Credibilidade é eleger como “infra-estrutura supérflua” um comboio ferroviário movido a electricidade e deixar intocada, depreende-se que como “infra-estrutura essencial”, uma nova gare aeroportuária numa altura em que já nenhum político pode ignorar que a economia do petróleo tem os dias contados.
Credibilidade é atacar um projecto tocado para a frente por um governo quatro anos depois de ter sido poderosa ministra do outro governo que comprometeu o país com ele.
Credibilidade é começar a disparar lugares comuns antes de estudar os dossiers.
Eu gosto muito de pessoas credíveis como Manuela Ferreira Leite. É com pessoas assim que este país vai andar para a frente. Felizmente que a credibilidade voltou ao PSD. O PSD precisava mesmo de credibilidade. Viva a credibilidade, vivam os aeroportos com o petróleo acima dos 200 dólares, abaixo os comboios eléctricos.
Sociedade da Informação coloca novos desafios ao consumidor
Comércio electrónico, segurança dos dados pessoais, regulação e mecanismos de protecção foram alguns dos temas discutidos na conferência “O Consumidor na Sociedade da Informação”, que decorreu a 19 de Junho, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, realizada pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, e na qual estive presente como moderador de um dos painéis.
Foi uma conferência importante e aqui fica uma resenha do que lá se passou. Os tópicos principais:
- DECO e a controvérsia no direito à cópia privada
- Compras online: desconfiança face ao digital prevalece
- Banca online satisfaz
- Consumidor responsável/empresa sustentável
- O pesadelo dos tarifários no móvel e o combate perdido para o spam
Está previsto que as reflexões resultantes desta conferência nacional dedicada ao consumidor constituam uma primeira fase de um estudo, a desenvolver no âmbito da APDSI. LER CONTINUAÇÃO :.
Gasolina no Tratado de Lisboa: o previsível e o imprevisível
Eu sou europeísta. Como tal, caiu-me mal o (previsível) desfecho do referendo irlandês.
Eu sou pessimista relativamente às crises de todos os tipos que o (previsível) fim da economia do petróleo acarretará, ou já começou a acarretar, e portanto caiu-me bem a forma magistral como o governo geriu a mini crise aberta pela reacção dos transportadores à alta da gasolina.
Eu sou preguiçoso e portanto não me apetece escrever muita prosa sobre os dois assuntos políticos da semana. Mas além dos textos lógicos sobre o Tratado de Lisboa, por Vital Moreira no causa nossa, e parafraseando-o, encontrei um post que gostava de ter escrito: a circularidade do quadrado, de Valupi, no Aspirina B.
Ora leiam:
“pejadinhos dos vícios que consistem em tentar que nada se altere de fundamental na política portuguesa [Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa] ficaram banzos com a gestão e desenlace da crise dos transportadores. Nunca tal tinham visto cá na terrinha, sabendo perfeitamente que eles próprios não saberiam lidar com a situação — e não amam Portugal o suficiente para reconhecerem que o Governo assumiu profissionalmente uma situação que era nova e imprevisível”
Eu, que nada tenho a ver com isto, também fiquei banzo. Estava à espera que Sócrates entrasse no plano inclinado e assim como assim podia desculpar-se a conjuntura e a origem alienígena do preço dos combustíveis. Optou por mostrar que sabe negociar. Viva a surpresa.


del.icio.us
DoMelhor


Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista freelancer que publica livros, artigos e também algum código sobre a net e na net. Desde 1989. (
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