Secção política

Medalha de ouro para Laurentino Dias

O secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, merece a medalha de ouro pelo seu comportamento visível ao longo dos Jogos Olímpicos.
Laurentino Dias apareceu sempre a defender os atletas (e Vicente Moura) e a colocar água na fervura das cabecinhas que… fervem depressa tanto na fogueira dos bons resultados como na fornalha dos maus resultados.
Finda a participação, admite então que nem todo correu bem em Pequim e que alguma coisa terá de mudar na preparação olímpica, cujo modelo “está em aberto”. Para já, aguarda o relatório do próprio COP sobre a representação em Pequim antes de continuar a falar. Dentro do timing certo e com firmeza, como mostrou na China.
Não o conhecia. Uma surpresa positiva.

Para compreender as eleições americanas

Para compreender as eleições americanas, eis uma prosa imprescindível de Pedro Dória — agora a escrever de Palo Alto, na Califórnia, onde vai ser o Knight Latin American Fellow na Universidade de Stanford.
Clinton, o atual Bush e McCain são da geração que tinha idade o suficiente para lutar no Vietnã. (McCain saiu de lá herói; Clinton se recusou a lutar; Bush escapou com o pistolão do pai. Obama era uma criança.) Os Clinton já cruzaram a faixa dos 60 anos.
É a população norte-americana que decidirá se é hora de mudar a guarda ou não. [...]
Há uma disputa geracional dentro do partido e entre a população.
” (em Entre Obama e Hillary, a crise geracional do Partido Democrata)

PSD “exige” demissão do MAI: como reagiu a blogosfera

Como que acordando estremunhado da hibernação primaveril em que entrou com Manuela Ferreira Leite, ainda sem perceber se é de dia ou de noite, esta semana o PSD veio exigir a demissão do ministro da Administração Interna.
Tal “exigência” é “justificada”, segundo a Lusa, com o aumento da criminalidade e com a ausência de esclarecimentos sobre o aumento do crime violento em Portugal.
Tal como a grande maioria dos bloggers que reagiram, cito a notícia republicada no Público e não outra republicação, muito menos o take original pois a Lusa não quer.
Fica, na continuação deste post, o tratamento dispensado ao caso pela blogosfera, com citações de uma dúzia de blogues dos mais notórios: LER CONTINUAÇÃO :.

“Aproximam-se os dias do confronto final com a burguesia”

Durante uma investigação para o próximo mashup de jornalismo multimedia — que, prometo, será impactante — tropecei numa peça histórica, saída directamente do baú dos inesquecíveis esquecidos, e cito, do “chamado Portugal democrático”.
Em Efusiva Celebração Do Saudoso PREC, Partilho Com Todos Os Camaradas Revolucionários Bloggers duas eloquentes citações deste partido, o Partido Revolucionário do Proletariado-Bases pela Revolução (PRP-BR) (carinhosos negritos meus):
Fez parte da Frente de Unidade Revolucionária (FUR) e apoiou, antes disso, os Conselhos Revolucionários de Trabalhadores, Soldados e Marinheiros (CRTSM). Nunca tendo participado nas eleições burguesas, porque sempre considerou que “A arma é o voto do povo”“.
A luta frontal contra a burguesia, o confronto com o reformismo, o confronto com o conformismo, o confronto com a social-democracia, dão-nos hoje garantias de que os militantes do PRP-BR continuam a ser revolucionários e a nossa organização resguarda-se de oportunistas. Sabemos que se aproximam os dias do confronto final com a burguesia.
Burgueses da Globalização, Tremei!

A Grande Medida Para Restituir A Credibilidade Ao Partido

Manuela Ferreira Leite tomou finalmente A Grande Medida Para Restituir A Credibilidade Ao Partido Social Democrata. Uma medida capaz de, sozinha, roubar o partido dos braços do povo e entregá-lo à classe dos intelectuais, onde sempre devia ter estado desde a primeira hora, é tempo de corrigir a deriva populista iniciada com Sá Carneiro.
Manuela Ferreira Leite não vai à festa do Pontal. As “intervenções políticas de fundo”, fá-las-á na Universidade de Verão.
Ao contrário de Ângelo Correia (e outros dirigentes e não-dirigentes que ficaram perplexos), que a acusa de abandonar o partido, eu aplaudo de pé! Grande Manuela!

O falhanço do capitalismo e o retorno da política

Para onde quer que eu olhe ultimamente, vejo sinais do regresso ao Estado. Não é só nas democracias sul americanas, como a Venezuela, onde os autóctones, como Chavez — que acaba de nacionalizar um banco –, se vão vingando do que os donos do dinheiro lhes fizeram com a cobertura político-militar dos Estados Unidos.
Não é só nos países BRIC, não por acaso todos eles dirigidos por pulsos firmes (e musculados em dois casos).
No próprio coração do sistema capitalista começam a despontar, claros para quem os queira ver, sinais de reforço do papel do Estado.
Quando a economia de planificação central soçobrou todos desataram a cantar hinos ao capitalismo e ao mercado. Mas sempre permaneceu claro para mim que era absurdo acreditar que os problemas das maiorias se resolveriam por redobrarmos a defesa dos interesses das ínfimas minorias — e o tempo encarregou-se de me dar razão: LER CONTINUAÇÃO :.

O triunvirato (ou: quem a topava bem era o Zé Manel)

Já está visto o fundo ao tacho do PSD versão triunvirato. Dois spinners que controlam os opinion-makers e mandam avançar e recuar as tropas, sempre as mesmas e muito escassas, para ocupar espaço mediático em função das necessidades. E uma “líder” que está bem é calada e sempre que abre a boca o resultado é triste.
Ainda por cima, este triunvirato é uma formação de conveniência entre pessoas a quem não se conhece uma ideia política comum. Aliás, a uma delas, José Pacheco Pereira, não se conhece uma ideia política, ponto. A Marcelo Rebelo de Sousa conhecem-se princípios vagos de uma social-democracia século XX e doses de consenso centrista, e a Manuela Ferreira Leite o país conhece a profundidade política da gestão de mercearia. LER CONTINUAÇÃO :.

← Previous PageNext Page →